Exércitos e organizações terroristas de todo o mundo hoje contam com armas modernas, precisas e cheias de tecnologia, incluindo até um sistema operacional para comandar o dispositivo e fazer você não errar um disparo.

Mas é claro que nem sempre foi assim. Séculos atrás, as formas de matar ou se defender eram bem diferentes — e a criatividade dos responsáveis por criar tais objetos não tinha limites e não se preocupava tanto com a praticidade do artefato.

No vídeo acima e na lista a seguir, selecionamos algumas armas brancas ou de fogo que surpreendem pelo visual e pelo funcionamento, além de realmente terem existido. Se elas realmente eram efetivas? Bom, aí já é outra história.

1. Arma-chave – Século 17

Os carcereiros de antigamente sentiam dificuldades para abrir a cela dos presos mais perigosos e, ao mesmo tempo, manter uma arma apontada para eles. A solução encontrada foi a mais direta possível: criar uma pistola em forma de chave que realmente atira e abre portas. Esses dispositivos disparavam um único tiro e alguns tinham até que ser acesos por fósforos, o que só deixava tudo ainda mais complicado. Em outros modelos, o gatilho ficava muito encostado na fechadura, e disparos acidentais eram muito fáceis de acontecer. Poucos modelos restaram e hoje pertencem a colecionadores.

2. Adaga em tridente – Alemanha, século 17

O Renascimento foi um período cultural de muitas invenções e de artistas com muita imaginação. Por isso, não é de se estranhar que a adaga em tridente — que também poderia muito bem ser uma arma de Assassin’s Creed 2 — surgiu. Além da lâmina tradicional, ela possui outras duas como armas secundárias para defesa e ataques-surpresa. Elas eram ativadas rapidamente com uma pequena alavanca e não prejudicavam as estocadas, além de melhorar o bloqueio contra outros objetos cortantes.

3. Capturador de homem – Europa e Japão, século 16

A Man Catcher significa literalmente "capturadora de homens" — e você não iria querer cair nas garras dessa ferramenta. A arma é bastante básica e consiste em um bastão que tem um semicírculo incompleto na ponta, geralmente contornado por dentro por espinhos. Ela inicialmente não tem o objetivo de ser letal: a ideia é prender o adversário pelo pescoço, normalmente o derrubando do cavalo para depois fazê-lo de prisioneiro de guerra. A arma foi usada em versões diferentes ao redor da Europa e até no Japão. 

4. Escudo-lanterna – Itália, século 16

O escudo-lanterna tem mil e uma utilidades. A estrutura começa com um escudo redondo para defesa, mas isso é só o início. Uma manopla ajuda a segurar a proteção e tem dois espinhos de brinde na ponta. Ele também tem uma lança maior para atacar e a superfície pontiaguda. As armadilhas não param por aí: uma lanterna fica escondida no interior, com a luz liberada por um orifício para confundir os inimigos com o brilho.

5. Enouy – Inglaterra, século 19

O britânico Joseph Enouy patenteou uma arma bizarra em 1855 e a batizou com o seu próprio nome. Aqui, não tem problema de recarga: a pistola tinha nada menos que oito cilindros com espaço para seis balas cada, totalizando 48 disparos. Boa demais para ser verdade, não é mesmo? Pois é: a arma era muito pesada, não tinha precisão e gerava um coice absurdo, além de não poder ser transportada discretamente por aí. Ela nunca chegou a ser produzida em massa e ficou só no protótipo.

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