Ser vítima de roubos, assaltos e outros tipos de violência não é algo exatamente raro, infelizmente. Mas no caso dos taxistas isso costuma ser especialmente comum – afinal, eles estão frequentemente atravessando as cidades, passando por locais perigosos e servindo como um “alvo fácil” para ladrões.

Um grupo de 50 taxistas da cidade de Niterói, porém, encontrou uma solução bastante interessante para aumentar a segurança durante o expediente de trabalho. Tudo o que eles fizeram foi usar um aplicativo em seus celulares para que pudessem ajudar uns aos outros no caso de perigo.

Monitoramento em equipe

O app em questão, chamado Life360, é um software originalmente desenvolvido para ajudar no monitoramento de sua família, mas também pode ser usado livremente por empresas ou grupos de amigos. Basta ter o aplicativo instalado para saber a posição detalhada de seus parentes em tempo real, bem como conversar com eles via mensagens – e, principalmente, enviar um pedido de ajuda para todos com o pressionar de um botão.

Segundo um dos taxistas (que quis permanecer anônimo, por motivos de segurança) ao site G1, a ideia dos motoristas surgiu após dois episódios de assalto com taxistas na cidade.

Versão antiga do aplicativo já contava com botão de pânico, que envia um pedido de socorro junto de dados de sua localização

“Tenho um grupo de 50 e poucas pessoas no WhatsApp, todos são taxistas e falam o que estão fazendo no momento. Depois de dois episódios de violência, resolvemos usar esse aplicativo [Life 360] porque fica mais fácil para ver a localização real dos amigos. Todo mundo que está cadastrado é monitorado. Então fica fácil da gente se comunicar com as pessoas para distribuir corridas e se ajudar.”

Todo o cuidado é pouco

E se você acha que essa é uma ideia exagerada por parte dos motoristas, é melhor pensar novamente: taxistas até mesmo possuem áreas em Niterói as quais são proibidos de entrar pelos próprios criminosos, revelaram vários deles, bem como algumas cooperativas de táxi do município.

“Os carros são monitorados por satélite, nós temos um sistema de localização de corrida. Como se fosse um sistema de internet que localiza nossos carros e, mesmo assim, está muito perigoso”, contou o diretor administrativo de uma dessas empresas (que também quis permanecer anônimo). “Segundo os associados, os bairros mais perigosos são Jardim Icaraí e Centro. Ainda tem alguns lugares que eles estão proibidos de entrar. Eles nos passam que são em algumas comunidades, como o Morro do Serrão e Cafubá”, continuou.

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