Gabriel Leydon é um sujeito bem resolvido na vida. Depois de desenvolver jogos obscuros para fliperamas, ele passou para um mercado que explodiu: os jogos casuais free-to-play para dispositivos móveis. Com somente dois sócios (ou seja, totalizando três funcionários), o executivo passou a focar em projetos mais simples, porém viciantes.

Usando um investimento, a startup Addmired criou o que é conhecido como o primeiro app free-to-play para iPhone, chamado iMob. Foram três meses de desenvolvimento em uma época em que as microtransações nem existiam — foi preciso lançar uma versão grátis e outra paga e completa.

O sucesso foi instantâneo e absurdo, tanto que o sistema se sobrecarregou, e a empresa começou a perder dinheiro. Foi observando esse potencial (e jurando não errar mais desse modo novamente) que Leydon atingiu o ápice da carreira. A ideia? Atrair o público certo no mercado mobile. "As pessoas buscam por algo para fazer. Elas querem preencher seu tempo e ficam pulando de app em app", disse Leydon ao site Infomoney.

Volta por cima e permanência no topo

Leydon mudou o nome da empresa para Machine Zone em 2012 e arrecadou US$ 13 milhões em investimentos de fundos de capital. A ideia era criar um app puramente social, mas tendo um jogo como plano de fundo.

É aí que Game of War: Fire Age ganhou destaque: apresentando batalhas mundiais envolvendo vários jogadores ao mesmos tempo, em vez de um contra um, Leydon levou vantagem em um mercado competitivo. Uma ferramenta de tradução com 70% de acerto e o bate-papo são vistos como os grandes trunfos do empresário.

Game of War teve comercial veiculado no intervalo Super Bowl deste ano, finalizando uma campanha publicitária de US$ 4 milhões — um fenômeno justificável. Mesmo com só 3% da audiência realmente pagando para jogar (e com poucas exceções, como crianças fazendo compras milionárias acidentais), o game gera US$ 1 milhão bruto por dia, sem qualquer perspectiva de diminuir esse ritmo.

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