Pouco mais de dois parágrafos no site da Apple descrevem a figura de Steve Jobs, mas eles não fazem jus a todo impacto que Jobs proporcionou no mundo da informática desde que fundou a Apple em 1976.

De lá para cá, Jobs sempre tem seu nome relacionado a inovações e idéias altamente elogiadas, como a criação do sistema OS X, do iPod e do iPhone. Porém, mais do que o maior rival de Bill Gates em termos de plataformas, Steve é uma figura envolvida em vários empreendimentos de sucesso. Como se não bastasse, Jobs é ex-presidente da Pixar Animation Studios.

Como líder, Jobs já foi criticado por explosões de raiva e demissões inesperadas, mas também já foi elogiado por sua visão de praticidade aliada a designs inovadores e visão de mercado. Ao mesmo tempo em que pode amedrontar funcionários que não concordam com suas idéias, Jobs é um motivador nato e um bom palestrante, com observações que sempre remetem à emoção mais do que à lógica.

Um pouco de sua história

Steven Jobs nasceu em 1955 na Califórnia. Sempre quieto e introspectivo, conseguiu um emprego na Hewlett-Packard no começo da década de 70. Foi lá que ele conheceu Steve Wozniak, um “crânio” da informática na época.

Juntos eles começaram a desenvolver o Apple I no quarto de Jobs. Já o protótipo foi feito na garagem. Para começar a Apple, em 1976, Jobs e Wozniak venderam dois dos seus mais preciosos pertences: um micro-ônibus da Volkswagen de Jobs e uma calculadora científica HP de Wozniak.

Steve Jobs na década de 80.A primeira revolução foi essa: reduzir o tamanho dos computadores. O Apple I foi extremamente bem recebido por seu novo conceito.

Em três anos, Jobs conseguiu contatos, confiança, trouxe pessoas experientes de outras empresas para a diretoria da Apple e conseguiu um crescimento de 700%. As ações da empresa passaram a ser valorizadas e novos projetos foram tocados.

Em 1986, nova revolução. A Apple anuncia o Macintosh, o primeiro computador com interface gráfica de sucesso.

Porém, incoerências de sistemas e falhas de desenvolvimento prejudicaram a imagem da empresa. Para evitar a falência, foi iniciado o projeto do Macintosh no mesmo estilo “garagem” que marcou o começo da empresa.

Dentro da Apple, por “intriga da oposição”, Jobs foi gradativamente sendo afastado das decisões da empresa. Sentindo que não podia executar nada na Apple, Jobs vendeu sua parte do negócio, arrecadou cerda de US$ 20 milhões e, abatido, viajou pela Europa, onde decidiu abrir uma nova empresa, a NextStep. Primeiro, focou em hardware, mas depois virou sua atenção para software e, com o sucesso de seus sistemas, recebeu uma proposta de compra da NextStep por parte da Apple. O negócio foi finalizado em 1996. Jobs conseguiu voltar ao topo da empresa dois anos depois.

Desde então, os produtos da Apple são marcados por designs inovadores. Recentemente, a Apple voltou suas atenções para aplicativos digitais. Veio o Ipod, tocador de músicas portátil; o iTunes, tocador de mídia e gerenciador de iPods; e a loja virtual para aquisição de MP3, a iTunes Store.

Em 2007, a Apple embarcou no mercado de telefonia móvel com o iPhone.

O iPhone, a mais nova revolução da Apple.

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