Você se lembra dos disquetes 3⅟₂? E dos 5⅟₄, conhecidos como “bolachões”? Desde o advento da informática, um dos maiores problemas foi o armazenamento de dados. Tecnologias como o cartão perfurado, cilindros magnéticos, fitas cassete (k7), laserdisc, discos rígidos (HDs), zip drives, CDs e DVDs sempre sofriam ou com a fragilidade ou com a capacidade limitada de dados que podiam suportar.

O formato mais recente de armazenamento chama-se memória flash ou SSD (disco de estado sólido) e ele promete suprir as deficiências das tecnologias anteriores. Hoje esta solução é a melhor maneira de guardar e transportar arquivos por meios físicos. O manter os dados neste tipo de memória é mais confiável, durável e rápido do que outras opções como os discos magnéticos (HD) e óticos (DVD).

Várias empresas estão adotando a tecnologia de memória de estado sólido, não apenas nos pendrives, mas até substituindo seus HDs tradicionais por versões SSD. A Apple dá o exemplo usando memória flash tanto no iPhone, iPod Touch e iPad quanto nos dois modelos de Macbook Air.

Atualmente os limitadores da memória flash são o custo e o armazenamento, que ainda não está no mesmo nível dos HDs. Mas esse é um problema de curto prazo, pois aumentando a demanda por discos de grande capacidade com essa tecnologia, o preço tende a cair. Dispositivos como MP3, pendrives e celulares já utilizam largamente o armazenamento SSD.

A função pendrive

A maioria dos celulares e MP3 players, quando conectados ao computador, podem ser usados para armazenar e transportar qualquer tipo de arquivo (mesmo que o dispositivo não reconheça o formato). Não é o caso do iPhone e dos iPods que apesar de usarem memória flash, não permitem transferir arquivos simplesmente arrastando-os para o aparelho.

Para contornar a restrição da Apple, surgiram programas como o iPhone Explorer e Phone Disk, que permitem o acesso ao conteúdo do dispositivo e exibem os arquivos de maneira semelhante ao sistema operacional do computador. Porém o acesso é apenas aos arquivos que foram colocados lá no modo pendrive, por exemplo, músicas adicionadas por meio de um desses programas não serão visualizadas pelo iTunes do dispositivo.

Requerimentos

  • Para sincronizar o dispositivo iOS (iPhone, iPod Touch e iPad) com o computador, é necessário ter o iTunes 9 ou superior instalado.

Dois caminhos, o mesmo destino

O iPhone Explorer é um programa gratuito que exibe o conteúdo do iPhone ou iPod em uma janela própria do programa. A sua interface é dividida em duas partes: à esquerda fica a área de navegação das pastas e à direita a área de exibição do conteúdo. Para copiar um arquivo para o computador ou para o dispositivo, basta arrastá-lo para fora ou para dentro da janela. Quando uma foto dentro do iPhone ou iPod é selecionada, o aplicativo abre uma janela popup, afim de exibir um preview da imagem.

O Phone Disk, que é pago, usa uma abordagem ainda mais simples. Após instalado, o programa pode ser acessado na Bandeja do Sistema (systray) do Windows, a partir dali pode-se acessar as preferências do programa e ejetar (“Unmount”) o dispositivo. Não existe uma interface para este aplicativo, pois ele integra-se ao próprio Windows Explorer. Desta forma, o iPhone ou iPod aparecem como mais uma mídia física removível e integrada ao sistema.

Tanto o iPhone Explorer quanto o Phone Disk têm versões para Windows e Mac OS X. Contudo, nos testes realizados, notamos que as versões para Mac de ambos os programas funcionam melhor do que as de Windows. O iPhone Explorer conta com um menu mais claro e completo e as áreas de navegação e de conteúdo são uma só, ocupando toda a janela do programa. No Phone Disk a diferença de qualidade é mais significativa, pois apenas na versão para Mac OS X foi possível adicionar e extrair arquivos do dispositivo.

Utilizar um dispositivo, como o iPhone ou iPod, que está o tempo todo com você pode ser uma ideia muito interessante, pois poupa espaço no bolso ou na mochila e ainda tem uma capacidade razoável de armazenamento.

Independentemente de qual sistema você usa, recomendamos fortemente o iPhone Explorer. Pois além de ter funcionado de maneira satisfatória em ambos os sistemas, ele é gratuito, enquanto o Phone Disk, além de não funcionar apropriadamente no Windows, ainda tem o custo de US$19,95.

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