(Fonte da imagem: Reprodução/Yahoo!)

As ações da Apple sofreram mais uma forte queda na última quarta-feira (17). Os papéis da companhia despencaram mais de 5%, ficando abaixo dos US$ 400 pela primeira vez desde dezembro de 2011.

O topo histórico das ações da Apple foi em 21 de setembro de 2012, quando o iPhone 5 entrou no mercado. Desde esse dia, os papéis já caíram cerca de 42%.

Um dos culpados dessa queda do dia 17 pode ter sido a Cirrus Logic, uma companhia que fabrica chips de áudio para iPhones e iPads. A fabricante informou que as vendas de “um tipo específico” de chip diminuíram.

O analista Peter Misek, da Jefferies & Co., acredita que as notícias da Cirrus Logic indicam uma queda nas vendas da Apple no período de abril até junho deste ano. Essas declarações também podem indicar que a Apple não deve anunciar um novo modelo de iPad Mini no segundo trimestre, e que o lançamento de um novo iPad pode demorar um pouco mais para acontecer.

Valorização excessiva

Já o analista Matt Krantz, do USA Today, acredita que os papéis da Apple se valorizaram muito por causa da popularidade da empresa. O mercado financeiro funciona assim: quanto mais gente está comprando, mais pessoas vão querer comprar. Isso fez com que as ações chegassem a um valor acima do que elas realmente valiam.

Como nenhuma empresa é capaz de continuar inovando e lucrando infinitamente, alguns investidores começaram a perceber que o valor dos papéis estava muito alto e começaram a rever suas posições. O mercado seguiu o movimento, e isso levou as ações a sofrerem essa correção de preço.

Isso não significa necessariamente que a empresa está com dificuldades financeiras, uma vez que ela fechou o ano fiscal de 2012 com um lucro líquido de mais de 6%. Entretanto, isso pode indicar que os investidores não acreditam muito mais no poder de inovação da Apple depois da saída de Steve Jobs.

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