Conhecida por desestimular as atividades de empresas de reparo terceirizadas, a Apple chegou a descumprir as leis australianas, ao não consertar aparelhos que ainda estavam no período de garantia. Documentos revelados pelo The Guardian mostram que autoridades do país ligaram para as 13 lojas físicas da empresa solicitando que ela reparasse o erro 53 do iPhone — algo que foi negado.

“Em cada ligação, a Apple Austrália afirmou ao representante que nenhuma entidade Apple deveria, ou iria, consertar o problema sem nenhum custo caso a tela do iPhone tivesse sido reparada por qualquer entidade que não a Apple Austrália ou um provedor de serviços autorizado”, afirma o relato.

A decisão da empresa descumpre ordens da Comissão Australiana de Competição e Consumidores, que estabelece que o reparo deveria ter sido feito. Em resposta, a fabricante afirmou que os relatos não deveriam ser levados em consideração, por serem ligações falsas que tratavam de “circunstâncias hipotéticas”.

O erro 53 se tornou famoso por surgiu quando um consumidor trocava a tela de seu iPhone em um serviço que não tinha ligações diretas com a companhia. Devido à má resposta gerada na época, a Apple decidiu lançar uma atualização que acabava com o erro e substituiu boa parte dos smartphones afetados através de programas de devolução voluntária.

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