A Google anuncia uma nova versão do Android e os consumidores que possuem aparelhos com o sistema operacional portátil já começam a pensar: “Será que o meu aparelho vai receber essa atualização?”. Infelizmente, nem sempre a resposta para isso surge rapidamente, pois existe uma série de etapas que devem ser cumpridas antes que uma fabricante consiga liberar o novo sistema aos seus clientes.

Mais do que isso, em muitos casos até mesmo a confirmação do suporte pode demorar, pois as fabricantes de celulares e tablets precisam fazer uma série de verificações. Será que é viável lançar a atualização para os consumidores? Será que os aparelhos vão ter hardware para rodá-la? Confira um pouco mais sobre esse longo processo entre os laboratórios da Google e o seu aparelho.

Apenas para esclarecer e tornar o entendimento mais simples, vamos utilizar o termo “fabricante” para definir as empresas de hardware, como processadores e chipsets (Qualcomm, por exemplo); o termo “montadora” será utilizado para quem produz os smartphones (como a HTC ou a Sony).

Tudo começa com a Google

Essa informação pode ser bastante óbvia, mas é a Google que começa todo o processo de liberação do Android para os consumidores. Depois de realizar as melhorias sobre a versão vigente, a empresa de Mountain View fornece o kit de desenvolvimento da nova versão para que as montadoras possam avaliar o que está por vir. Somente depois disso é que ela faz o anúncio oficial de um novo Android.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

É dessa forma que a Google garante que as empresas não serão pegas de surpresa com o anúncio de alguma nova função — o que poderia causar muitos problemas para elas, principalmente para as que já estão com os roadmaps consolidados e com os produtos em testes. Como você pode imaginar, esse tipo de parceria também é rentável para a Google, pois sem as montadoras ela não conseguiria atingir o mercado como faz atualmente.

Obtendo aval das fabricantes de hardware

De nada adianta a HTC desejar atualizar os seus aparelhos com os novos sistemas operacionais se o hardware deles não oferecer suporte para isso. Por essa razão, a Google também fornece o código-fonte do Android para as fabricantes de chipsets — para que elas definam se os processadores utilizados em cada aparelho são fortes o suficiente para executar as funções do sistema.

(Fonte da imagem: Reprodução/Qualcomm)

Caso a fabricante dos chipsets (como a Qualcomm) confirme que eles são capazes de executar o novo Android, um novo código-fonte é enviado para as montadoras de smartphones (Sony, por exemplo) com as linhas de código de suporte necessárias para que o aparelho consiga utilizar o processador da melhor maneira possível. Somente depois disso é que a montadora vai desenvolver os softwares de controle — como o Sense da HTC ou o TouchWiz da Samsung.

Em contato com as operadoras

Caso o aparelho em questão seja distribuído por diversas operadoras, a montadora terá que entrar em contato com elas para que cada uma possa criar suas próprias modificações — o que inclui os aplicativos de verificação de saldo e serviços de música online, por exemplo. Depois de ouvir e negociar as exigências da operadora, as novas linhas de código são adicionadas no Android.

Vale lembrar que, se estivermos diante de uma versão desbloqueada de fábrica ou então de um aparelho Google Edition, essa etapa será totalmente ignorada. Por outro lado, se o smartphone for desbloqueado depois de sair das fábricas, ainda será necessário esperar pelo aval das operadoras antes de o processo seguir para as próximas etapas.

É hora de testar

Com o sistema operacional já ajustado pelas fabricantes de chipsets e operadoras, chega o momento da realização de testes que vão tentar localizar qualquer bug que possa ter escapado dos atentos olhos dos programadores. Isso acontece de uma maneira conjunta entre praticamente todas as partes envolvidas — incluindo a Google, em casos mais específicos de aparelhos tops de linha.

(Fonte da imagem: Reprodução/Android)

Se a fabricante dos chips, a montadora dos celulares e os beta-testers das operadoras derem sinal positivo, o sistema operacional é finalmente considerado pronto. Com isso, as montadoras das smartphones só precisam iniciar a propagação dos pacotes de atualização, o que na maioria esmagadora dos casos acontece pelo sistema OTA — “Over-the-Air”.

Isso significa que os consumidores recebem a atualização diretamente em seus aparelhos, precisando apenas de uma conexão ativa com a internet para realizar o download dos pacotes. Depois de baixado o novo sistema, o usuário só precisa autorizar a instalação e aguardar alguns minutos enquanto a atualização é feita no smartphone. Com isso, os smartphones estão prontos para serem utilizados com o novo Android.

.....

Como você pode perceber, não é apenas a Google que precisa autorizar a atualização de um smartphone para versões mais recentes do Android. Além da empresa de Mountain View, fabricantes de chipsets, montadoras e até mesmo as operadoras interferem nesse processo. Você ainda está esperando pela atualização do seu aparelho?

Cupons de desconto TecMundo: