Um dos principais pontos negativos do Android Wear – ou de quase qualquer smartwatch – é o fato dele requerer um smartphone pareado para funcionar. Isso é algo que não costuma incomodar durante atividades cotidianas, durante as quais você estaria com seu celular de qualquer forma, mas pode se tornar um empecilho em situações nas quais você preferiria carregar o mínimo de coisas possível – como quando sai para correr.

Esse ponto, porém, parece prestes a se tornar coisa do passado – e não estamos falando do Gear S da Samsung, que virá com sua própria conectividade 3G. Em entrevista com o CNET, engenheiros representantes do sistema falaram sobre os passos futuro da plataforma, incluindo vindouras funcionalidades independentes de smartphones. Segundo eles, a Google pretende atualizar o Android Wear várias vezes até o fim deste ano – a primeira já na semana que vem.

Embora não tenham deixado muito claro a ordem em que as novidades devem chegar nem quando cada uma delas será disponibilizada, os entrevistados afirmaram que as novidades devem permitir armazenamento local de arquivos de áudio e suporte a Bluetooth A2DP. Dessa forma, você não vai mais precisar de um smartphone para usar fones de ouvido sem fio e ouvir músicas por meio do seu smartwatch.

Parceiro de corrida

Outra novidade que deve chegar em uma das atualizações planejadas para este ano é o suporte a GPS nos relógios que possuírem hardware compatível. Com esse recurso, seria possível utilizar normalmente o Google Fit (ou outro app do tipo) para rastrear seus dados de exercício sem precisar levar seu celular junto.

Após a implantação de todas essas novidades, os smartwatchs com Android Wear se tornariam ainda mais úteis para quem busca versatilidade e praticidade. Os dispositivos poderiam também ser usados como reprodutores independentes e leves de músicas que também são capazes de acompanhar seu desempenho físico por meio de sensores, GPS e aplicativos de exercícios.

No entanto, a forma como esse suporte a GPS vai funcionar nos smartwatchs já disponíveis ainda não está muito clara. Embora dispositivos que usem SoCs de celulares, como o Snapdragon 400, devam possuir também um chip GPS, não se sabe se esse elemento foi permanentemente desabilitado pelas fabricantes para permitir núcleos adicionais de CPU, ou se as empresas pensaram no futuro e apenas o deixaram dormente.

Com a sua cara

Por fim, outro recurso que uma das atualizações futuras deve trazer para o Android Wear é algo muito desejado por quem gosta de personalizar seus aparelhos. A opção de escolher faces diferentes para a tela de relógio deve ser incluída, permitindo que elas mostrem as horas ao mesmo tempo em que exibem informações de batimentos cardíacos, distância percorrida, placares esportivos e até mesmo cotações de ações em tempo real, entre outras coisas.

Quando questionado a respeito de customizações do sistema por parte dos fabricantes de dispositivos, David Singleton, diretor de engenharia do Android, afirmou que a empresas podem adicionar controladores para hardware de sensores, aplicativos e faces de relógios customizadas. No entanto, alterar a plataforma da mesma forma que fazem com o sistema para celulares é algo que ainda está fora de cogitação.

“Uma das coisas que decidimos fazer quando começamos a desenvolver o sistema é tornar possível para os fabricantes incluir qualquer sensor que encontrassem para a plataforma. Também temos notado que há pessoas fazendo coisas interessantes com sensores como o de altitude ou de pressão. Podemos imaginar dispositivos que são particularmente voltados para escaladas. Ou esqui”, pontuou Singleton.

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