Já faz algum tempo que a Sony vem mostrando bons resultados no setor mobile. Depois de ótimos lançamentos como o Xperia ZQ e Z1, a companhia continua apostando em aparelhos que tenham bons diferenciais.

O Sony Xperia C é um dos novos dispositivos que a empresa julga ser um modelo ideal para o mercado brasileiro. Com tela gigante, suporte para dois chips e recursos intermediários, ele pretende ser a opção ideal para quem não quer gastar muito.

Como de costume, colocamos o smartphone para enfrentar uma série de testes dificultosos, visando identificar suas reais capacidades. Hoje, vamos ver se o Xperia C pode ser o próximo gadget para quem necessita de duas linhas telefônicas e busca um celular moderado. Claro, antes de qualquer coisa, vamos ver as especificações e os resultados de benchmark.

Especificações

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

Resultados de benchmarks

Vellamo

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

GFX Benchmark (T-Rex HD On Screen)

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

AnTuTu Benchmark

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

Aprovado

Design carimbado pela Sony

É impossível pegar o Xperia C em mãos e não reconhecer os traços característicos da marca. O design do aparelho é caprichado e deixa a sensação de que temos um gadget de alta qualidade em mãos. Com curvas bem suaves na tampa, cantos arredondados e acabamento refinado, podemos dizer que este é um aparelho com cara de top de linha.

A tampa branca com um tom perolado é um charme à parte. Ao mover o produto contra a luz, é possível ver que as cores na tampa mostram leve mudança na tonalidade. A ausência de parafusos na carcaça é algo que agrada muito, deixando o visual ainda mais belo.

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

A tela do Xperia C é enorme! Quem está habituado aos aparelhos de 4 ou 4,5 polegadas vai se sentir confortável com o display de 5 polegadas para navegar e aproveitar conteúdos multimídia. O visor tem cores vibrantes e boa regulagem de brilho. É possível usar o produto em ângulos obtusos sem perceber grandes distorções de cores.

Hardware robusto

A Sony não brinca em serviço e é claro que um gadget intermediário da marca não poderia ter um hardware básico. O processador aqui é MediaTek de quatro núcleos, o qual mostrou excelentes resultados para gerenciar o Android e cuidar da bateria. A fluidez do sistema é notável, sendo que o aparelho roda múltiplos apps sem dificuldade.

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

O chip gráfico é PowerVR SGX 544MP, que garante ótimos resultados (a resolução baixa da tela ajuda) na maioria dos games. Rodamos RoboCop e Shadowgun sem dificuldades. Nos benchmarks, a GPU também mostrou resultados impressionantes, o que nos leva a crer que ela pode dar conta de títulos futuros com gráficos ainda mais exuberantes.

Experiência multimídia sensacional

A parte sonora do Sony Xperia C também não deixa a desejar. As músicas são reproduzidas em alto e bom som. Os alto-falantes dão conta tranquilamente dos agudos, mas os graves são limitados. Os fones que acompanham o aparelho não são confortáveis, mas a qualidade de áudio é boa (eles são essenciais para o uso de rádio FM).

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

A câmera é certamente um ponto forte do Xperia C. Com resolução de 8 megapixels, flash, regulagem de exposição, configuração HDR, opção manual de ISO, bom equilíbrio de brancos e outros recursos, não é preciso carregar uma câmera compacta para registrar os momentos do dia a dia. O foco funciona perfeitamente e o tempo de resposta não deixa a desejar.

Energia para a vida toda!

A bateria do Sony Xperia C é talvez o melhor recurso do produto. O processador consome pouca energia e a tela de baixa resolução não demanda muito poder de processamento. Resultado: dá para usar o aparelho por dois ou três dias tranquilamente.

Testando com a reprodução de vídeo via WiFi durante uma hora (com o brilho em 50%), apenas 8% da energia foi utilizada, ou seja, você pode visualizar até 10 horas de filme antes que a bateria se esgote.

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

O Xperia C vem com uma série de modos de economia de energia que prolongam ainda mais a vida do componente energético. O modo STAMINA, por exemplo, desativa o WiFi quando a tela está desligada. Já o modo de bateria fraca serve para dar um gás extra quando o nível de energia está muito baixo.

Reprovado

Faltou atenção aos pequenos detalhes

O visual do Xperia C é agradável, mas parece que a Sony não caprichou muito para deixar o aparelho enxuto. Na parte da frente, há muito espaço inutilizado ao redor da tela (principalmente nas partes superior e inferior), o que deixa o produto muito maior.

A carcaça do dispositivo é de um material muito frágil que pode ser facilmente danificado, portanto é importante tomar cuidado para não riscar ou derrubar o produto. Além disso, os botões na lateral direita ficam mal posicionados, principalmente os controles de volume.

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

Sentimos grande dificuldade para inserir os chips e acessar o espaço para cartão micro SD. É difícil remover a tampa do aparelho, sendo preciso ter muito cuidado nas primeiras vezes e fazer algumas manobras.

Tela e hardware poderiam ser melhores

A tela enorme certamente é bem-vinda, mas a baixa resolução pode incomodar aos consumidores mais exigentes. Infelizmente, um display com densidade de 220 pixels por polegada já não atende aos padrões de qualidade atuais. Não que o visor seja de péssima qualidade, mas com certeza ele poderia agregar mais ao produto.

Apesar de mostrar bom desempenho nos games, o Sony Xperia C nega fogo em alguns títulos como GT Racing: Motor e GT Racing: Hyundai. O mesmo problema foi constatado em benchmarks que não conseguimos rodar.

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

Ficamos bem decepcionados com o armazenamento interno limitado. Apesar de trazer 4 GB de memória, somente 1 GB pode ser aproveitado, o que significa que não dá para instalar muitos jogos e apps. Ainda que traga slot para cartão micro SD, essa característica é decepcionante em um gadget intermediário.

Vale a pena

Ficamos muito satisfeitos com o Xperia C e podemos dar a certeza de que a Sony está no caminho certo. A empresa conseguiu desenvolver um gadget tão bom quanto (ou quem sabe ainda melhor que) o Galaxy Grand Duos e o Galaxy Win Duos — que são os principais concorrentes.

O hardware equilibrado, a câmera de boa qualidade, o áudio bem regulado e a bateria (que é uma das melhores que já vimos) são recursos que nos impressionaram, mas é preciso considerar que há um desequilíbrio de funções que acaba pesando contra.

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

A baixa resolução da tela, os problemas na execução de jogos e a limitação no armazenamento são pontos que devem ser considerados, principalmente se levarmos em conta que há gadgets mais baratos que não apresentam esses inconvenientes.

A Sony está jogando certo no valor do produto (que custa cerca de 900 reais), algo que o coloca à frente de seu concorrente, mas ainda não podemos dizer que vale a pena adquirir o aparelho (ainda mais que temos Nexus 4, Moto X e outros por preços semelhantes). Quem sabe uma pequena redução no preço seja o suficiente para indicarmos a compra do gadget, visto que ele tem boa qualidade e ótimos recursos.

Este produto foi cedido para análise pela Sony.

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