A AMD é uma das principais fabricantes de processadores de todo o mundo, mas isso não significa que ela não tenha problemas financeiros. Visando acalmar investidores, Rory Read (o CEO da empresa) realizou uma apresentação no Deutsche Bank para mostrar como estão os planos da AMD para os próximos anos — e tentar deixar claro que investir nela ainda é uma boa ideia.

Read limitou sua apresentação aos principais objetivos da AMD para 2015 e 2016, anos que podem ser a chave para que a fabricante volte a trazer resultados positivos. Para começar, o CEO foi bem enfático ao dizer que se a AMD não realizar uma mudança de foco de mercado, problemas bem graves podem ser enfrentados em breve. E é por isso que ela precisa ser mais plural.

Isso significa que a tecnologia de chips para computadores pessoais — tanto CPUs quanto GPUs — não podem ser a única forma de fazer dinheiro. A AMD também deve agir em produtos voltados aos sistemas embarcados, servidores mais densos, processadores gráficos de alto desempenho e chips de edição gráfica pesada. Tudo isso é essencial para a empresa voltar a ser lucrativa para acionistas.

E os sistemas pessoais?

É claro que a AMD não vai abandonar o mercado de computadores pessoais, até porque é nesse segmento que as batalhas entre as fabricantes são travadas com mais visibilidade. Quanto à próxima geração, Read diz que nos próximos anos a fabricante deve introduzir chips com processos de 20 nanômetros, além de FinFETs — com transistores não-lineares — de 16 ou 14 nanômetros.

Vale dizer que isso deve ser feito em apenas uma parte dos produtos da AMD, pois a fabricante sabe que é necessário combinar investimentos nessa atual situação em que a empresa se encontra. Por falar em combinação, é importante lembrar que para 2015 a fabricante está desenvolvendo uma plataforma híbrida chamada Skybridge, que pode ser compatível com sistemas ARM e também com X86.

Em relação aos tablets, Read afirma que o mercado é importante e que a AMD pode realizar investimentos mais moderados no setor. Graças às práticas agressivas da Intel, a AMD pode seguir a concorrente em busca de parcelas do mercado mesmo sem arriscar muito. Em nenhum momento foi falado algo sobre possíveis partidas da empresa em direção aos smartphones.

O foco é GPU

Apesar de tudo o que falamos até aqui, é preciso lembrar que por pelo menos mais um ano, a grande tarefa da AMD será aumentar os lucros com as GPUs mais potentes. Nos próximos meses nós devemos ter uma série de games com otimização para o Mantle produzido pela empresa, além de uma nova família de processadores gráficos, que devem ser mostradas até o começo de 2015.

De todo modo, é importante saber que o futuro da AMD depende também do reconhecimento de problemas. Somente se a empresa enxergar novos mercados é que ela vai conseguir se manter no mercado pelos próximos anos — sempre buscando formas de fazer com que os lucros voltem a ser significativos para investidores.

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