Hoje chegou oficialmente ao mercado a nova placa de vídeo da AMD: a Radeon R9 285. A GPU chega para substituir a R9 280 e foi anunciada durante o evento comemorativo “30 anos no mundo dos games” da empresa.

A R9 285 não é apenas uma GPU com clock mais alto e outros recursos. O processador gráfico é baseado na nova arquitetura conhecida como Tonga. A tecnologia não é exatamente uma novidade, pois tem como base as arquiteturas Hawaii e Bonaire lançadas no ano passado.

Com isso, essa placa de vídeo chega com diversas novidades, como suporte ao TrueAudio — um sistema de processamento de áudio desenvolvido para melhorar a qualidade sonora dos jogos sem que o peso desse processamento seja jogado para a CPU principal do sistema.

Outra novidade é a versão atualizada do PowerTune, que gerencia o estado de funcionamento da placa como um todo para oferecer sempre o máximo de desempenho possível enquanto ela não atingir o limite térmico predefinido.

A nova arquitetura também elimina a necessidade de conectores externos para Crossfire, ou seja, ao utilizar mais de uma R9 285 na mesma máquina, toda a conexão entre elas é feita através das portas PCI Express.

Especificações

Menos banda de memória, mas uma nova tecnologia

A R9 285 trabalha com uma banda de memória de 256-bit, o que significa que ela é, pelo menos em teoria, mais lenta que a R9 280 que trabalha com 384-bit. Isso porque a nova GPU pode transferir até 176 GB/s contra 240 GB/s do modelo mais antigo. Se isso parece ruim em termos de desempenho, é interessante em termos de custo de fabricação.

Contudo, na prática isso não acontece dessa forma. A AMD desenvolveu uma nova tecnologia de compressão que pode aumentar muito a eficiência da placa de vídeo. O Frame Buffer da R9 285 comprime as imagens na memória de uma forma diferenciada e automática, sem a necessidade de software externo. Segundo a AMD, a tecnologia é capaz de apresentar um aumento de até 40% em relação à geração anterior.

O chip Tonga também possui uma nova arquitetura interna, o que lhe garante mais eficiência na hora de lidar com o processamento de triângulos. Ele pode trabalhar com 4 primitivos por clock, contra apenas 2 primitivos dos chips Tahiti (utilizado pela R9 280). Além disso, ele pode lidar com mais facilidade com recursos avançados, como a tesselação.

Em alguns testes, essa melhoria não só coloca a R9 285 a par de sua rival, a GeForce GTX 760, como apresenta um desempenho superior.

O chip Tonga presente na R9 285 vem com 8 unidades de computação ativos e possui mais 4 desativados. Ele possui cerca de 5 bilhões de transistores espalhados em um DIE de aproximadamente 359 mm² – até aí, tudo bem. Contudo, se olharmos para o chip Tahiti que possui cerca de 4,3 bilhões de transistores em uma área de 365 mm², percebemos algo estranho: como um chip que trabalha com a mesma litografia (28 m) pode ter mais transistores praticamente no mesmo espaço físico? Possivelmente porque as unidades de computação são mais densas no novo processador.

Ao todo, esse modelo vem com 1.792 processadores gráficos, 112 unidades de textura e 32 rasterizadores. Isso garante um poder de processamento de até 3,29 TFLOPS. Esses números mostram que, apesar de o Tonga parecer uma versão reduzida do Tahiti, na verdade ele é uma versão otimizada e muito mais “redonda” do chip que ele veio para substituir.

Em termos de recursos, essa placa é inteiramente compatível com a arquitetura GCN. Isso significa que ela também possui suporte ao Mantle (a API gráfica de baixo nível da AMD) e ao já anunciado DirectX 12. De acordo com a empresa, o modelo é ideal para jogos a 1440p. Entre os recursos, também está o já citado TrueAudio e a compatibilidade com o FreeSync.

Outra novidade incluída no Tonga é o novo decodificador de vídeo capaz de trabalhar com o codec H.264 4K totalmente via hardware. Isso significa que a placa é capaz de decodificar vídeos em 4096x2304 a 60 fps.

E o desempenho? Veja o que disse quem já testou

Todas essas informações sobre recursos extras, números, banda de transferência e demais detalhes podem confundir um pouco. Será que isso tudo tem mesmo um efeito prático na vida real? Como a placa de vídeo se comporta nos games? Uma série de veículos internacionais especializados já realizou testes com a placa, e você vai ver o que eles acharam dela.

PC Perspective

“Algumas pessoas podem vê-la [a R9 285] como um passo para trás por causa do barramento de memória de 256-bit e 2 GB. Essas mudanças provavelmente vão forçar pequenas penalidades de desempenho na própria GPU, mas a verdade é que a Radeon R9 285 apresenta um desempenho basicamente idêntico ao da R9 280 que ela está substituindo. Sim, ela perde em alguns jogos, mas também ganha em outros, tornando esse aspecto um empate”.

“A Radeon R9 285 de 2 GB é a melhor placa de vídeo que você pode comprar por US$ 250.”

ExtremeTech

“Está claro que as melhorias da R9 285 igualaram o campo entre ela e a R9 280, apesar do menor frame buffer e do menor barramento de memória. Quando a AMD anunciou as especificações do produto eu estava com a preocupação de que seria uma versão mais capada da R9 280. Esse não é o caso.”

Guru3D

“Mesmo que a AMD diga o contrário, nós não recomendamos a R9 285 como um produto para games 1440p. Para isso, você vai achar melhor a ‘velha’ HD 7970 ou sua versão remarcada, a R9 280X, já que ambas trazem 3 GB de memória em um barramento muito mais rápido”.

“Mas para um jogador FullHD vindo da série 7800, este produto por US$ 250 pode fazer muito sentido”.

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