No fim do último mês de novembro, a AMD anunciou que está de saída da briga direta contra a Intel. A empresa quer alterar um pouco o modo de atuação, focando seus esforços em novos produtos e outros mercados.

As alterações na AMD não começaram agora, mas há muito tempo. A mudança mais radical na empresa foi a aquisição da ATI, colocando-a no topo da disputa no setor de placas de vídeo. Ocorre que a fabricante não parou no tempo e deu algumas cartadas em 2011.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Mas afinal, o que esperar da companhia? Será que ela desistiu totalmente do setor de CPUs com arquitetura x86? O que têm de diferente as memórias RAM da AMD? Tudo isso será abordado neste artigo que traz as últimas informações sobre o rumo da corporação.

O primeiro passo: memórias RAM

Ainda em agosto, a corporação anunciou que entraria para o mercado de memórias RAM. Não demorou nem um semestre para começar a venda dos primeiros produtos e, apesar de a comercialização ter sido iniciada há menos de uma semana, a probabilidade de sucesso é grande, visto a qualidade dos demais produtos AMD.

A fabricante não revelou como procederá a sua agenda para o lançamento de memórias DDR. No entanto, se esses módulos tiverem boa aceitação, é de se imaginar que a empresa siga o rumo de outras companhias, investindo no padrão DDR4 e em módulos mais robustos para ampliar a atual linha — que conta com apenas três tipos de perfil.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Segundo informações divulgadas pela própria AMD, as primeiras memórias da marca não serão melhores que as das concorrentes, mas proporcionarão desempenho semelhante, até porque os chips serão produzidos em parceria com a Patriot e a VisionTek (que já trabalham no ramo).

Todavia, a fabricante das placas Radeon afirmou que a ideia é fornecer produtos mais estáveis e confiáveis, compatíveis com processadores AMD e Intel. Aqui, a empresa pode ter dois destinos: sucesso ou opressão das grandes marcas. É preciso considerar que a companhia já sabe aprimorar memórias, visto o excelente trabalho feito com as placas Radeon, porém, somente esperando para ver como será em 2012.

Mercado de processadores para portáteis

Outro movimento esperado é a entrada da companhia no mercado de processadores para tablets e smartphones. Essa possibilidade surgiu ainda em julho, mas ganhou força com a notícia da tal “desistência” do mercado de CPUs com arquitetura x86, indicando que a empresa quer abraçar a disputa dos chips ARM.

A ideia de investir nesse mercado é plausível, pois a fabricante já tem certa experiência com processadores miniaturizados — chips da plataforma Fusion. Ainda não há confirmação da empresa, porém, considerando a competição que já há com a NVIDIA, existe certa lógica que a AMD entre em mais um mercado para bater de frente com a concorrente.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Vale lembrar que, para uma empresa que já tem muita experiência com processadores, trabalhar com as especificações da ARM e apenas adaptar GPUs Radeon não deve ser tarefa complicada. Contudo, uma série de fatores pode dificultar a entrada da companhia no ramo, como é o caso de parceiros que queiram apostar nos novos chips.

AMD nas nuvens?

Outra cogitação do rumo da AMD diz respeito a investimentos no setor de serviços online. Especialistas sugerem tal movimento tomando como base a ideia de que a AMD quer mesmo apoiar os dispositivos portáteis. Não há nada oficial, contudo, existe a possibilidade, e ela não é pequena.

Se pensarmos que a web está virando uma nova plataforma para armazenar arquivos e hospedar aplicações, incluindo jogos, podemos entender um pouco dessa possível introdução da AMD em um novo mercado. Ao que parece, a ideia não é criar serviços ou aplicativos para a internet, mas investir na parte de hardware desse setor.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Isso significa uma única coisa: a AMD pode estar mudando um pouco a visão dos produtos para servidores. Não há como garantir, mas quem sabe isso resulte numa renovação nos processadores Opteron, ou na introdução de novos componentes de hardware, para atender toda essa demanda por games e softwares que rodam diretamente no navegador – principalmente nos sistemas móveis que estão dominando as vendas.

Mais chipsets, processadores e GPUs

Com a notícia da “desistência” da AMD na batalha dos processadores x86, muitas pessoas entenderam que a fabricante iria parar de desenvolver processadores e outros itens de hardware para esse mercado. Na verdade, a história é bem diferente.

A AMD confirmou que não pretende investir pesado na corrida contra a Intel, mas ao mesmo tempo afirmou que continuará a produzir processadores x86, principalmente porque a empresa parece estar satisfeita em manter o segundo lugar nas vendas. Assim, a companhia continuará trabalhando nas CPUs da série FX, A e demais linhas de processadores. Aliás, vale lembrar que há algum tempo, vazou um cronograma com produtos de dez núcleos que aparecerão no próximo ano.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Além de novos chips, a AMD deve trazer novos chipsets (que já foram anunciados) e, claro, novas placas gráficas no ano que vem. Não há como prever os planos para o fim de 2012, contudo, a fabricante parece estar pronta para o começo da próxima batalha, com GPUs e outros produtos chegando logo no começo do ano.

Uma briga sem fim contra o monopólio

Em comunicado ao The Verge, a AMD relatou que pretende fazer anúncios oficiais em fevereiro de 2012. Até lá, não há como ter certeza de absolutamente nada. No entanto, com toda essa história, podemos ter uma única certeza: a AMD quer disputar mais mercados e pretende continuar brigando para evitar o monopólio das concorrentes.

Cupons de desconto TecMundo: