Enquanto os olhos do mundo estavam voltados ao início da Copa do Mundo 2014, a Amazon anunciou sua entrada no mercado de músicas disponibilizadas através de streaming. Na última quinta-feira (12), a companhia de Jeff Bezos passou a disponibilizar o acesso a uma biblioteca de aproximadamente 1 milhão de faixas a todos os assinantes do serviço Prime, que já permite acesso diferenciado a vídeos e a livros digitais.

A novidade, batizada como Prime Music, oferece recursos semelhantes àqueles vistos em concorrentes como o Spotify, Pandora e Beats. Os usuários podem ouvir uma quantidade ilimitada de músicas sem qualquer espécie de propaganda ou limite de reprodução, e ainda contam com a possibilidade de baixar qualquer faixa disponível no catálogo oferecido pela empresa.

O lançamento do serviço vem acompanhado por aplicativos específicos disponíveis para sistemas iOS e Android e softwares para o Windows e o Mac OS X. A novidade também pode ser acessada através do tablet Kindle Fire, ganhando destaque no aparelho após a realização de uma atualização automática disponibilizada pela Amazon — vale notar que, em todos os casos, o acesso ao streaming é restrito aos assinantes do plano Prime (que é pago), embora inicialmente sejam ofertados 30 dias de acesso gratuito à novidade.

Seleção limitada

Uma das maiores desvantagens da versão inicial do Prime Music em relação a seus concorrentes diretos é o fato de ele não contar com músicas lançadas recentemente. Consultado pelo Mashable, Steve Boom, vice-presidente do setor de músicas digitais da Amazon, preferiu não comentar sobre os motivos para isso — anteriormente, o site BuzzFeed havia adiantado que lançamentos vão ter que esperar seis meses para chegar ao serviço de streaming (embora possam ser comprados a qualquer momento).

Atualmente, a Amazon possui acordos com duas grandes gravadoras, a Warner Music Group e a Sony Music Entertainment, além de apresentar o catálogo de uma variedade de solos menores. A grande ausência atual no serviço é a Universal Music Group, que não conseguiu estabelecer um acordo considerado satisfatório para ambas as partes. Boom afirmou que, embora não possa falar sobre especificidades no momento, negociações já estão em andamento para aumentar a biblioteca de faixas e artistas disponíveis.

Em uma prévia exibida à imprensa, o Prime Music parece oferecer todas as características esperadas em um serviço do tipo — incluindo listas personalizáveis baseadas em artistas, gêneros, “humores” e gostos pessoais. Duas vantagens interessantes da versão inicial é o fato de ela integrar músicas compradas pelos usuários à biblioteca de arquivos disponíveis e a disponibilidade de um recurso que permite acompanhar as letras de uma composição de forma sincronizada à sua reprodução.

A introdução do serviço de músicas torna o Prime a opção de streaming com os conteúdos mais diversificados do mercado — embora seus concorrentes ofereçam produtos mais especializados, a Amazon tem a vantagem de não depender dessa área para assegurar lucros. Atualmente, uma assinatura do plano custa US$ 99 anuais, frente aos US$ 120 cobrados pelo Spotify, US$ 100 pelo Beats e US$ 108 praticados pelo Netflix.

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