(Fonte da imagem: Divulgação/Adobe)

Eis um sinal inevitável de que o futuro é digital. A Adobe acaba de confirmar que os seus aplicativos Creative Suite e Acrobat não serão mais vendidos em formato físico — algo que já havia sido levantado por diversos revendedores, mas que agora foi tornado oficial.

As caixas coloridas dos programas devem desaparecer das prateleiras em algum momento após o dia 30 de abril, de acordo com uma confirmação dada pela desenvolvedora ao site TechHive. “Conforme a Adobe se mantém focada em distribuir inovações por meio da Creative Cloud e da distribuição digital, nós vamos eliminar progressivamente as versões em caixas dos produtos Creative Suite e Acrobat”, disse um porta-voz da empresa ao referido site.

A companhia assegura, entretanto, que os downloads dos produtos continuarão disponíveis, “da forma como estão hoje”, e também que as parcerias com revendedores e varejistas serão mantidas. Notificações oficiais para todos os envolvidos devem ser enviadas especificamente, “conforme os planos se solidificam para cada região”.

Adobe Creative Cloud e o futuro em nuvens

Vale lembrar que, embora a Adobe ofereça atualmente os programas da suíte Creative por preços que vão de US$ 1,3 mil a US$ 2,6 mil, a desenvolvedora tem dado cada vez mais atenção ao seu Creative Cloud. Basicamente, em vez de vender programas por valores fechados, o sistema cobra taxas mensais para utilização de aplicativos específicos.

(Fonte da imagem: Reprodução/Adobe Creative Cloud)

Dessa forma, a Creative Suite 6 completa (juntamente com o armazenamento em nuvens) pode ser utilizada mediante o pagamento mensal de US$ 49,90 (aproximadamente R$ 100). Também é possível utilizar aplicativos separados por US$ 19,90 (cerca de R$ 40). Enfim, não parece arriscado apostar na descontinuidade (em algum momento futuro) de qualquer tipo de “venda” de aplicativos — sejam ou não da Adobe, naturalmente.

De qualquer forma, no que tange o cancelamento das mídias físicas, considerando-se que leitores de CDs/DVDs têm sido progressivamente abandonados por laptops mais novos, parece realmente uma decisão bastante natural. Resta saber, entretanto, se a Adobe pretende estender a medida também para outros softwares, como o Photoshop Elements.

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