Você se lembra do burburinho ao redor do lançamento do Kindle? Parecia que mais uma vez a Amazon havia acertado a mão e criado algo inovador e que venderia como água. De fato o Kindle até foi uma sensação, mas quando o iPad entrou na jogada, a febre dos e-readers foi curada com o show dado por Steve Jobs na apresentação de seu tablet.

De certa forma, Kindle e iPad são diferentes, tanto no preço quanto nas funcionalidades, mas o aparelhinho de Jobs faz o que o da Amazon faz e muito mais. Apesar de dado quase como morto, o segmento dos e-readers acabou de ganhar mais um membro que promete deixar o Kindle muito mais preocupado.
Kobo eReader

Seguindo a linha do Kindle, o Kobo também é fruto de uma livraria que vende livros online e resolveu lançar um e-reader. A Borders é a empresa por trás do Kobo, mas, ao contrário da Amazon, preferiu criar uma marca exclusiva para dar suporte para o equipamento.

Todos os ângulos

O que ele tem de diferente
Olhando algumas imagens é difícil perceber alguma diferença significativa entre os e-readers já disponíveis no mercado e o Kobo. No entanto, a maior diferença do equipamento está no preço. É nesse quesito que ele tira o sono do Kindle, pois este custa em média US$259, enquanto o Kobo é vendido por US$ 149, ou seja, quase metade do preço.

Entretanto, se o preço é menor, o número de funcionalidades também. Em uma tabela comparativa fornecida pelo fabricante do Kobo é possível confrontar seus pontos fortes e fracos em relação aos rivais. Confira a seguir uma versão resumida das especificações:

Tabela de especificações

Diferenciais
OK. Até o momento ele é apenas mais um e-reader no mercado, mas o Kobo tem seu charme. A começar pelo revestimento acolchoado na parte de trás do equipamento. Isso dá um visual sofisticado, ao mesmo tempo em que garante a segurança em caso de quedas e riscos.

Além do revestimento, o enorme botão azul divide opiniões. Há quem diga que ele transmite a modernidade que o Kindle não tem. Também há os que o consideram muito chamativo, o que prejudica o design.

Botão da discórdiaDe pertinho

Para fechar o quesito diferencial, o e-reader da Boarders já vem com 100 títulos pré-carregados, por isso, você não precisa puxar o cartão de crédito assim que comprar o aparelho para ter o que ler.

Mais que um e-reader
Uma das vantagens do Kobo é o preço e ninguém duvida, mas ele também oferece uma ampla biblioteca que se difere da Amazon essencialmente pela organização. O site Kobobooks possui um acervo de aproximadamente 2 milhões de livros. Talvez seja por isso que o 1 GB de armazenamento pode ser expandido para até 4 GB com um cartão de memória.

Biblioteca moderninha

O mais legal é que você nem precisa ter o Kobo para ler livros, pois basta baixar um aplicativo compatível com vários outros dispositivos móveis, como iPhone, BlackBerry, notebooks, iPad, Nexus One e vários outros e ler a obra que desejar.

Vários dispositivos compatíveis

O que falta?
Olhando assim, o Kobo é o que o Kindle não foi, ou seja, barato o suficiente para ser popular, compatível com outros dispositivos, uma loja organizada, bateria com quase duas semanas de duração e por aí vai. Porém, não dá para negar que o Kindle tem muito mais “bala na agulha” quando se fala em número de livros disponíveis e tipos de conexões.

Por oferecer apenas USB e Bluetooth, o Kobo é dependente de outros aparelhos para receber conteúdo novo. Já o Kindle é mais independente, pois com 3G e, em algumas regiões o Wi-Fi, é possível se atualizar com mais facilidade, tendo em vista que jornais, por exemplo, possuem conteúdos novos todos os dias.

Conexão quen não dá contaPoderia ter mais

Onde comprar?
O Kobo está disponível apenas no Canadá, mas há previsão de que ele chegue aos Estados Unidos até o fim de maio. Já no resto do mundo não há estimativas, mas com um precinho mais camarada, ele tende a ir mais longe do que o Kindle ou o Sony Reader, que também escreveu com e-ink seu nome na história.

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