A tecnologia 4K ganha cada vez mais força, e seu crescimento só não é maior por causa dos preços ainda altos para os consumidores convencionais. Entrando de cabeça nesse mercado, a Vizio já havia anunciado durante a CES 2014 a sua linha de televisores de baixo custo com o formato de altíssima qualidade. Meses depois, vemos que a empresa não estava para brincadeira, já que, finalmente, estão disponíveis nos EUA as primeiras TVs da linha, com destaque para o modelo de 50 polegadas, vendido a menos de mil dólares.

A série P da Vizio disponibiliza modelos muito baratos – quando comparados às opções de outras marcas –, mas que nem por isso deixam de oferecer qualidade aos amantes de tecnologia. Os aparelhos, por exemplo, apresentam um sistema de backlighting distribuído em 72 zonas por trás de todo o painel LCD, ao invés de se concentrar nas bordas externas do televisor, como costuma ocorrer em produtos mais baratos.

Isso possibilita uma iluminação mais uniforme da imagem da TV, além de permitir que a luz seja bem reduzida em algumas áreas, alcançando boa profundidade nas regiões escuras. Não chega na qualidade alcançada pela tecnologia das TVs de plasma – que dão seus últimos respiros –, mas, ainda assim, é um belo complemento para a qualidade dos televisores LED.

4K para todos

Obviamente a Vizio está usando uma estratégia agressiva para entrar no mercado das televisões 4K e cativar os consumidores, sacrificando parte dos seus lucros para alcançar esse objetivo. Além disso, algumas funcionalidades, como suporte a vídeos 3D, acabaram ficando de fora para que fosse possível chegar ao preço de cerca de R$ 2,4 mil no modelo de 50 polegadas.

As outras opções da Vizio também são bem interessantes, oferecendo aparelhos de 55, 60, 65 e 70 polegadas, com valores variando entre US$ 1,4 mil (R$ 3,4 mil) a US$ 2,5 mil (R$ 6 mil). O aparelho começa a ser vendido nesta semana nos Estados Unidos e, infelizmente, ainda não tem previsão para lançamento no Brasil.

Enquanto isso, a biblioteca de produções em 4K vem crescendo aos poucos, principalmente nos serviços de streaming como o Netflix, que já tem em seu catálogo algumas séries, filmes e desenhos na resolução – com a perspectiva de que ele aumente ainda mais no ano que vem. Espera-se que, com uma maior oferta de aparelhos domésticos baratos com a tecnologia, a indústria de vídeo se aqueça ainda mais e abrace o formato de vez.

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