(Fonte da imagem: Reprodução/NHK)

Muita gente ainda está economizando para comprar um televisor 4K ou acha que essa tecnologia é avançada demais para a própria casa. Ainda assim, daqui a pouco tempo essa novidade também já será ultrapassada: no Japão, o assunto já é uma resolução que pode ser quatro vezes maior, a 8K.

A emissora pública NHK, que já desenvolveu uma câmera capaz de gravar nessa resolução, executou com sucesso uma transmissão de longa distância por sinais terrestres usando o formato Super Hi-Vision 8K, de incríveis 7680x4320 pixels. Mas não adianta ficar animado desde cedo: a previsão é que a tecnologia esteja disponível comercialmente até 2020, sendo que um protótipo de televisor compatível já foi apresentado na CES 2014.

A transmissão de alta quantidade de dados via UHF partiu do laboratório de pesquisa da NHK, em Hitoyoshi, e viajou 27 km até uma estação receptora. O sucesso no experimento foi considerado um grande passo no projeto, que agora deve focar na resolução de problemas específicos.

Muita calma nessa hora

O problema é que, por causa de uma série de obstáculos, adotar o 8K será um desafio bem maior que a popularização do 4K. Entre os problemas, fora o alto custo para fabricantes, transmissoras e canais, está a própria questão visual: segundo a NHK, na distância comum entre espectador e televisão, o olho humano mal nota a diferença entre essas duas resoluções, obrigando a tecnologia a apostar em algo fora os pixels a mais para convencer a indústria.

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