Mehdi Sadaghdar, um engenheiro elétrico que mora na cidade canadense de Vancouver, consegue fazer algo que (infelizmente) muitos professores não conseguem, que é fazer as pessoas se interessarem por ciências. Tudo bem que ele faz isso de uma forma bastante bizarra, sempre causando choques em si mesmo ou causando outros acidentes, mas os mais de 487 mil inscritos em seu canal mostram que o cara pelo menos é engraçado.

A última maluquice ideia dele, que você confere no vídeo acima, foi causar choques em sua própria língua para entender como a variação na frequência elétrica contribui para o nível de dor que sentimos ao levar um choque. Ele passa uma corrente elétrica com tensão de 4 volts através do órgão dentro de sua boca e aumenta lentamente a frequência de oscilação.

Ao mesmo tempo, ele usa a mão para indicar o nível de desconforto que a experiência está causando. Quanto mais alta ele a posiciona, maior a dor que está sentindo. A sensação dolorosa se intensifica conforme a frequência aumenta, porque a sensação de choque faz com que os músculos se contraiam involuntariamente cada vez mais rapidamente. Chega um ponto em que a sensação passa a ser de câimbras, porque os músculos não conseguem se contrair tão rápido e em vez disso ficam enrijecidos.

O primeiro e, provavelmente, único

Sobre o experimento, ele escreveu em seu site que quando alcançou a marca de 22 Hz de frequência (o equivalente a 22 oscilações por segundo), sua visão começou a ficar trêmula porque a corrente elétrica estava chegando até sua cabeça e fazendo seus olhos vibrarem. Daí para cima a coisa só piora, até ele chegar aos 2,2 kHz (2,2 mil oscilações por segundo) e a dor começar a diminuir, sumindo completamente ao ultrapassar os 20 kHz.

Por ser a primeira pessoa no mundo – que se tenha registro, pelo menos – a fazer essa experiência, Sadaghdar não possui uma explicação concreta de o porquê de isso acontecer. Uma de suas teorias é que a frequência de oscilação se tornou tão rápida que os nervos e músculos foram incapazes de percebê-la. Ou então, a corrente elétrica se moveu para a superfície da língua, não alcançando mais os nervos.

Como bom estudioso, ele criou até mesmo um gráfico que demonstra o nível de dor que sentiu em relação ao aumento da frequência elétrica. A intenção é fazer com que cientistas analisem essa informação e a utilizem em alguma descoberta científica na área médica. Devemos admitir que é impressionante o que as pessoas são capazes de fazer pela ciência (e por um monte de views).

Qual foi o choque mais memorável (e doloroso) que você já levou? E em qual situação? Comente no Fórum do TecMundo

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