Atualmente, qualquer pessoa tem uma câmera no celular e consegue fazer vídeos para compartilhar rapidamente na internet. Não é surpresa, então, que muitos dos acontecimentos sejam informados primeiro em redes sociais para só então chegar a mídias mais tradicionais.

Porém, a filtragem do grande volume de informação é bem difícil, e é mais complicado ainda distinguir uma informação real de uma farsa elaborada que se tornou viral sem motivo aparente.

Para ajudar a separar as novidades e agrupar as mais relevantes, a Google fez uma parceria com a Storyful, uma agência especializada em verificar a veracidade de conteúdos sociais. A partir daí, surgiu o YouTube Newswire.

Veracidade das notícias

A criação do Newswire visa ajudar a fornecer material para jornalistas verificarem informações e considerarem as implicações éticas de usar ou não cada uma delas.

Olivia Ma, chefe de estratégia e operações no Google News Lab, disse em um post oficial do blog do YouTube que “mais de 5 milhões de horas de vídeos de notícias são assistidas todo dia no YouTube, e o papel da testemunha nunca teve um papel tão vital no processo de pesquisar notícias”.

Segundo Olivia, nós estamos em um mundo onde qualquer pessoa pode testemunhar um fato e compartilhar o evento com uma audiência global, e o YouTube se tornou um dos principais meios para hospedar esse tipo de gravação.

Direitos humanos

Além do Newswire, a Google também anunciou que vai apoiar o WITNESS Media Lab e acompanhar a questão dos direitos humanos através da análise de vídeos de denúncia criados por cidadãos comuns.

O Witness Media Lab, em parceria com a Gigante das Buscas, está produzindo uma série que mostra a luta em busca dos direitos humanos vista da perspectiva de pessoas que presenciam abusos.

Um dos primeiros projetos dessa colaboração vai abordar como os vídeos gerados por usuários mudaram a perspectiva das pessoas em casos de brutalidade policial nos Estados Unidos. Talvez a fiscalização mais acirrada e feita de uma forma mais organizada possa ajudar a prevenir abusos no futuro.

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