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Há quase um ano, diante de toda a discussão de que a produção de conteúdo para a internet estava se tornando tão grande e relevante quanto o material para a TV, a Google decidiu investir nessa tendência e ousou ao selecionar 160 grandes e promissores canais para serem totalmente financiados pela empresa. Em outras palavras, o sonho de todo vlogger.

A equação era simples. Com as emissoras de TV vendo seus espectadores migrando para a rede, a dona do YouTube saiu na frente em uma tentativa de melhorar a qualidade desses canais a fim de atrair um público ainda maior. Com isso, a quantidade de visualizações logo aumentaria e, consequentemente, o retorno financeiro não demoraria a aparecer. Uma linda teoria, mas não tão verdadeira na prática.

Quase um ano depois, a empresa decidiu dar início à segunda fase da estratégia de investimentos. O ponto é que as coisas não saíram tão bem quanto se esperava e, dos mais de 160 canais “patrocinados” inicialmente, apenas 40% deles continuarão recebendo verba do Google. Todo o restante voltará a atuar de maneira independente.

“O Poderoso Chefão”

É claro que a companhia não iria oferecer uma quantia exagerada em investimento — ao todo, foram mais de US$ 100 milhões — sem ter a garantia de retorno. Porém, o plano vai muito além de simplesmente reverter a receita gerada pelos vídeos de sucesso, mas também cobrar daqueles que não foram tão bem.

Isso porque a Google vai exigir todo o dinheiro investido nessas páginas de menor acesso. Assim, se o canal não foi capaz de gerar lucros equivalentes ao valor entregue pela empresa — que, segundo o site All Things Digital, variam de US$ 1 milhão e US$ 5 milhões —, ele terá que encontrar uma forma de devolver esse dinheiro. No caso de quem for continuar com seu trabalho, toda a receita obtida será tomada pela dona do YouTube até que o valor seja alcançado — bem ao estilo “O Poderoso Chefão”.

Próxima etapa

Não é porque a Google decidiu acabar com o apoio dado a mais da metade dos canais “patrocinados” que a estratégia de investir em conteúdo para o YouTube será posta de lado. A empresa anunciou que irá selecionar novas páginas e que essa primeira etapa serviu para que ela aprendesse com alguns erros — principalmente relacionados ao tipo de conteúdo apresentado, uma vez que havia muito material feito por celebridades, mas que não possuíam o mínimo de qualidade.

Resta saber se, mesmo após o fim dos 60% de canais que ingressaram no programa no ano passado, ainda vai ter gente querendo receber essa ajuda nada samaritana da Google.

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