Você foi àquela festa e bebeu umas cervejas a mais. A festa estava ótima e você não se lembra de muita coisa. Entretanto, seus amigos sabem tudo o que aconteceu e um vídeo, com você protagonizando cenas pra lá de constrangedoras cai no YouTube, transformando a sua vida em um verdadeiro inferno.

Casos como esses são comuns e acontecem todos os dias no Brasil. O mais recente, e que ganhou destaque na mídia, foi o caso da assessora parlamentar Denise Leitão, que teve um vídeo seu com cenas de sexo publicado na internet e acabou sendo desligada de sua função.

Caso você seja a próxima vítima de uma situação como essa, a boa notícia é que você pode solicitar a remoção do conteúdo que julgar ofensivo. Embora não seja possível controlar o fluxo de informações, a retirada do ar de certos conteúdos pode minimizar o impacto e diminuir o seu constrangimento. Saiba como proceder se isso acontecer com você.

(Fonte da imagem: Reprodução/YouTube)

Prove que você está certo

Não basta apenas retirar o conteúdo do ar. Uma das coisas que o usuário pode fazer é entrar na justiça contra quem publicou vídeo, imagens ou textos ofensivos, mas para isso é preciso ter provas. Por isso, antes de pedir para que tudo seja retirado do ar, salve cópias de tudo o que for possível.

Dar print screen na tela do vídeo, pedir para outras pessoas assistirem as imagens, de forma que possam servir como testemunhas, e levar o material coletado até um cartório e registrar formalmente o ocorrido são os primeiros passos. Lembre-se não basta apenas você dizer que viu, é preciso provar que o ato ofensivo de fato aconteceu.

Remoção do conteúdo

Depois de coletar as provas é hora de fazer o procedimento natural de denúncias aos grandes sites. A maioria deles conta com links específicos para solicitação de remoção de conteúdo, mas se você preferir pode formalizar o pedido por escrito e encaminhar ao escritório do provedor em questão.

O prazo legal no Brasil é de até 24 horas para a remoção do conteúdo ofensivo. Entretanto, na maioria dos casos, isso acontece muito mais rápido. O YouTube, por exemplo, tem como política remover em até 4 horas o conteúdo solicitado.

(Fonte da imagem: iStock)

Denúncias

Você pode contar ainda com a ajuda dos seus amigos para fazer uma denúncia ao YouTube. A página conta com uma Central de Segurança que lista os dez tipos mais comuns de constrangimentos que podem ser causados por um vídeo. Basta indicar a URL e selecionar a razão pela qual você quer que o vídeo saia do ar.

As denúncias são analisadas por uma equipe de profissionais e, caso o conteúdo viole mesmo alguma das regras de uso do serviço, ele é imediatamente apagado. Um mecanismo de segurança impede ainda que vídeos similares sejam enviados novamente.

(Fonte da imagem: iStock)

Medidas drásticas

Se você seguiu todos os passos acima e, depois de 24 horas, nada foi resolvido, é hora de apelar para a justiça. De acordo com Renato Opice Blum, especializado em direito digital, caso a vítima queira pedir uma indenização de até 20 salários mínimos basta procurar qualquer judiciário especial civil e formalizar o processo.

Não há a necessidade de advogado nesses casos, contudo se o valor requerido for maior do que 20 salários mínimos a presença de um advogado é obrigatória. Para o usuário que tem um vídeo banido, a pena é apenas uma notificação, mas após o fato ocorrer pela terceira vez, a conta é banida definitivamente.

Fonte: YouTube e G1

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