O CEO da Xiaomi, Lei Jun, veio a público na rede social Weibo para perguntar se os consumidores ficariam ofendidos caso seus novos smartphones não acompanhassem um carregador. O executivo, assim como outros membros da indústria, acredita que o mercado está sendo prejudicado pela exigência de que os consumidores comprem uma unidade do tipo toda vez que trocam de aparelho.

Jun acredita que, caso os consumidores adquiram um novo produto da Xiaomi sem carregador, eles simplesmente vão usar um entre vários modelos que estão abandonados no fundo de uma gaveta. Para aqueles que ainda não possuem o acessório, atualmente a companhia oferta a opção de adquirir uma unidade por meros US$ 1,70.

O que o CEO deixa de lado são tecnologias como o Quick Charge 2.0 oferecido em alguns processadores Snapdragon, que exige o uso de um carregador especial para funcionar. Nesse caso, os consumidores interessados na nova tecnologia devem fazer questão de ter um carregador adaptado presente na caixa de seus novos smartphones.

O questionamento feito por Jun tem como objetivo “medir a temperatura” do mercado e, dependendo do resultado, pode resultar em mudanças na maneira como a Xiaomi vende seus produtos. A decisão de não incluir carregadores pode gerar polêmicas, como bem provou a Nintendo, que não oferece unidades de recarga junto ao New Nintendo 3DS no Ocidente.

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