Atualmente, o Windows é o sistema operacional mais utilizado em computadores pessoais de todo o mundo. Mas se hoje ele conta com os diversos recursos que já estamos acostumados a ver, é preciso saber que isso é resultado de uma evolução gradativa, que já está quase completando três décadas.

A Microsoft foi fundada em 1975 e nos primeiros anos era responsável pela produção de uma série de interpretadores de linguagens, em sistemas que são muito diferentes do que se entende por computador atualmente. Em 1980 a companhia adquiriu os direitos de venda do QDOS e em 1983 alterou o nome dele para MS-DOS. Todos esses produtos eram baseados em terminais de comandos e estavam longe de um ambiente gráfico.

O início do Windows

Na metade da década de 1980, a Microsoft colocou no mercado o que seria o seu primeiro sistema operacional com ambiente gráfico semi-independente. Tratava-se do Windows 1.0, que também trouxe aos consumidores a possibilidade de utilizar o mouse com mais facilidade. É difícil imaginar isso atualmente, mas vale dizer que o Windows 1.0 exigia apenas 512 KB — sim, kilobytes — de memória RAM.

Três anos depois, a versão 2.0 do sistema operacional chegava aos computadores e trazia novidades bem interessantes. Pela primeira vez era possível realizar o arranjo e a sobreposição das janelas abertas no ambiente gráfico, que também contava com uma barra de tarefas primitiva — que reunia alguns ícones utilizados pelos usuários.

Mas foi somente na década seguinte que a Microsoft conseguiu competir efetivamente contra a Apple — que liderava o mercado com o Macintosh. No início dos anos 90, o Windows 3.0 e suas versões seguintes trazia suporte para placas de som e drives ópticos de CD-ROM, tendo ainda suporte a adaptadores de vídeo de até 16 cores — o que era uma revolução na época.

A chegada do Windows 95

Foi no Windows 95 que a Microsoft trouxe um dos recursos mais interessantes já vistos no mercado da tecnologia: o menu Iniciar. Foi com ele que os consumidores passaram a ter mais facilidade na localização de recursos dos mais diversos tipos — desde aplicativos até configurações avançadas.

Também foi com esse SO que o mundo conheceu a maximização de janelas e a barra de tarefas completa. Por fim, uma das grandes mudanças trazidas pelo Windows 95 era a possibilidade de os computadores reproduzirem músicas e vídeos, graças aos aplicativos criados para explorar os drives de leitura óptica.

Windows 98: sucesso de vendas

Poucas alterações gráficas, mas muitas novas funcionalidades foram trazidas no Windows 98. É válido dizer que ele foi o primeiro SO da Microsoft a ser criado com foco total para a computação pessoal — não sendo híbrido para ambientes coorporativos como eram as versões anteriores.

Nesta versão, o Internet Explorer continuava integrado ao Windows Explorer, mas pela primeira vez o navegador era entregue junto com o Windows (não exigindo instalação separada).  Pela primeira vez, o sistema operacional poderia ler DVDs e também oferecia suporte a conectores USB.

Em 2000, o Windows ME (Millenium Edition) chegou com uma interface similar à presente no Windows 98. Apesar de inovar ao centralizar as funções multimídia no WMP 7 e permitir até mesmo a reprodução de arquivos MP3, ele era muito criticado pela quantidade de erros e travamentos. Foi também nele que a Microsoft introduziu a Restauração de Sistema.

Do XP ao 7: a teoria “flip-flop”

Depois do fracasso que foi o Windows ME, a Microsoft se redimiu com um sistema operacional que elevou a empresa a patamares bem maiores do que os anteriores. O Windows XP foi um sucesso comercial e também foi bem recebido pelo mercado, sendo ainda elogiado por muitos usuários de computadores. Ocorreu uma grande remodelagem no design do SO, anunciado como um software pensado especialmente na experiência de uso.

Seis anos após isso, foi a vez de o Windows Vista surgir no mercado internacional com ainda mais alterações no layout e a introdução da interface Aero. Essa mudança era realmente bonita, mas o código do SO era pesado e a instabilidade inerente a ele foi fruto de muitas críticas. Não à toa ele até hoje é considerado o "Windows mais odiado de todos os tempos".

Com o sucesso do Windows XP e o fracasso do Windows Vista, imprensa e usuários começaram a atribuir a “Teoria flip-flop” à Microsoft. Isso significa que a desenvolvedora teria sequências de acertos e erros com constância, o que seria provado pelos dois sistemas e comprovado pelo passado dos Windows 98 e Millenium.

Confirmando isso, ainda temos o Windows 7 lançado em 2009. Ele manteve boa parte das melhorias gráficas presentes no Windows Vista, mas com o código limpo e reformulado o Windows 7 conseguiu apresentar suavidade e leveza aos consumidores.

A nova geração e a integração do ecossistema

Depois de uma pequena aparição no Windows 7, em 2012 os recursos de sensibilidade ao toque chegaram com tudo ao Windows 8 — mostrando que a Microsoft está investindo bastante na integração do ecossistema. Com ele, também houve o desaparecimento do menu Iniciar, que foi transformado na Tela Iniciar com “Live Tiles”. Também foi nessa versão que a loja de apps Windows Store chegou aos consumidores.

Um ano depois, uma atualização gratuita foi anunciada e assim surgiu o Windows 8.1 Com ele, o botão Iniciar foi trazido de volta aos computadores, apesar de ainda não funcionar como um menu independente como acontecia no passado. Outras alterações foram vistas na integração com serviços Bing e nas sincronizações entre diferentes dispositivos.

Já em 2014, outra grande atualização aconteceu e o Windows 8.1 Update passou a apresentar menus de contexto na interface Windows 8, dando mais possibilidades à configuração das Live Tiles. Aplicativos criados para tela cheia também foram reformulados e agora contam com opções de minimização, fixação na barra de tarefas e novos botões de pesquisar e desligar.

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Como você pode ver, muita coisa mudou ao longo dos quase 30 anos de existência do Windows. Será que ainda há muito o que mudar no sistema operacional ou ele já atingiu o ponto máximo? O que ainda pode ser mudado? É o que descobriremos nas próximas versões do software da Microsoft.

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