(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki Tecmundo)

É o Windows sem “windows” (ou “janelas”). É basicamente assim que a interface Metro poderia ser classificada. Na demonstração do Windows 8, nota-se que a Microsoft optou por seguir uma nova tendência apresentada em outros dispositivos, como iPad ou iPhone — agora, ao contrário da possibilidade de “multitarefas”, a nova interface só permite abrir e mexer em um, no máximo dois aplicativos por vez na tela.

É o “caos” de várias janelas abertas no seu computador se resumindo a apenas uma. Mas será que isso é algo realmente bom? Os novos atrativos de “organização e foco” em se utilizar praticamente um aplicativo por vez irão realmente funcionar?

Segundo a revista Wired de julho, a resposta para todas essas perguntas é “não”. E o motivo é simples: as pessoas gostam (e já se acostumaram) com a possibilidade de multitarefas. Tanto que, de acordo com a publicação, nos primeiros dias de lançamento da interface Metro, uma das maiores queixas era exatamente essa — a impossibilidade de se fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Mas será que isso é algo realmente ruim?

Apesar de já termos o costume de abrir várias janelas no computador e ficar pulando de uma atividade para a outra — algo que você pode estar fazendo agora mesmo, em que está lendo este texto no Tecmundo, mas com Facebook, Twitter, um programa de música e várias outras abas do navegador abertos —, isso não é algo muito “positivo”. Pelo menos, foi o que apontou um estudo realizado em 2009.

É quase automático: ligamos o computador e, rapidamente, a tela já fica cheia de janelas (Fonte da imagem: Reprodução/Thinkstock)

De acordo com essa pesquisa, por mais que o costume de multitarefas pareça aumentar nossa capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, na verdade, ele faz exatamente o contrário. — aqueles que realizam conjuntamente milhares de atividades no computador com frequência acabam por serem menos capazes de filtrar informações irrelevantes do que aqueles que não abrem tantas coisas juntas assim.

Tal teoria tem base no fato de que as “pessoas multitarefas” se distraem mais facilmente, já que elas estão sempre prestando uma atenção parcial em tudo. Isso pode explicar o motivo que levaram algumas empresas a buscarem uma “solução” para este problema — nascendo, assim, as áreas de trabalho em que só é possível abrir poucos programas por vez.

Agora, depois de toda a repercussão recebida com a versão demonstrativa da interface Metro quanto ao “não incentivo” da realização de multitarefas, nos resta apenas esperar para ver se a Microsoft continuará a apostar no conceito de “unitarefas” ou acabará se rendendo, mais uma vez, ao “caos” das várias janelas abertas.

Fonte: Wired, edição de julho/2012

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