A versão final do Windows 8 está cada vez mais próxima de se tornar realidade. Com o lançamento da versão Consumer Preview, a empresa pretende mostrar que seu novo produto é capaz de fazer a tão sonhada união entre computadores de mesa e dispositivos portáteis.

O Tecmundo testou a nova versão em um desktop, e traz todas as impressões sobre novidade em mais uma videoanalise. Note que, por não termos à disposição uma superfície sensível ao toque compatível, tivemos que usar a combinação de mouse e teclado para navegar pelo novo produto.

Máquina usada nos testes

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

O hardware em que instalamos o sistema operacional foi exatamente o mesmo usado para testar a versão Developer Preview em setembro de 2011:

  • Processador AMD Athlon 64 3800 + com clock de 2,4 GHz;
  • 3 GB de memória RAM DDR2-667;
  • Disco rígido SATA2 de 500 GB;
  • Placa de vídeo on-board NVIDIA GeForce 6150 LE com 64 MB de memória;
  • Monitor de 17 polegadas.

Processo de instalação

Adicionar a versão Windows 8 Consumer Preview ao computador foi uma tarefa bastante simples. As únicas opções realmente obrigatórias envolvem escolher uma cor de fundo para a janela principal do produto e o nome de identificação da máquina.

Quem deseja personalizar manualmente todos os detalhes do sistema operacional tem à disposição uma grande quantidade de alternativas. Entre elas, se destacam a possibilidade de configurar a conexão de internet padrão, modificar a forma como atualizações são recebidas e o campo que ativa a proteção contra vírus desenvolvida pela própria Microsoft.

Em geral, não há uma diferença notável no que diz respeito às possibilidades de configuração em relação ao que foi visto no Windows 7. O que aconteceu foi somente uma reorganização na ordem em que elas são apresentadas, fato que acabou por tornar o processo mais simples para pessoas com conhecimentos avançados — assim que ele acaba, é difícil precisar entrar no Painel de Controle para mudar mais alguma opção.

Uma nova tela inicial

Assim como na versão Developer Preview, assim que o sistema operacional termina o boot, você dá de cara com a nova tela iniciar. Os aplicativos disponíveis são mostrados através de imagens dinâmicas com tamanhos grandes, e basta um clique sobre qualquer um deles para iniciá-los.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

A maioria dos ícones disponíveis pode ser redimensionada e mudada de posição livremente, o que torna bastante fácil organizá-los da forma que você julga mais confortável. Além disso, o processo de desinstalar aplicativos foi facilitado: basta clicar com o botão direito do mouse sobre qualquer um deles para que surja a opção.

Como padrão, todos os programas disponíveis são abertos em tela cheia, o que pode parecer estranho em um primeiro momento. Porém, basta arrastar o ponteiro do mouse para o canto esquerdo superior da tela para voltar ao menu principal ou trocar de aplicativo.

Esqueça a opção de fechar programas

Uma das principais novidades da versão Consumer Preview é que você não precisa mais encerrar nenhum programa. Assim que a janela ativa é trocada, os demais aplicativos abertos são colocados em uma espécie de modo de espera e deixam de consumir qualquer recurso da máquina.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Isso se mostra especialmente útil para quem gosta de trabalhar com diversos softwares e não possui uma máquina muito poderosa. O processo de alternar entre os aplicativos abertos é bastante rápido, e não há qualquer espécie de tempo de carregamento antes que uma aplicação volte a funcionar corretamente.

Mesmo que você retire os softwares disponíveis da barra localizada ao lado esquerdo da tela através da opção “Close” (Fechar), eles nunca são encerrados completamente. Ao usar a combinação Alt+Tab do teclado, você pode verificar a lista de todos os softwares abertos que até o momento continuam em execução.

Aplicativos versáteis

A Microsoft cumpriu a promessa de permitir a interação fácil com os softwares tanto usando toques quanto um mouse tradicional. Os botões grandes exibidos pela maioria dos aplicativos tornam fácil navegar por eles usando a ponta dos dedos ou os ponteiros típicos das versões anteriores do Windows.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Entre as opções disponíveis, os destaques são os programas de calendário e comunicação, que se conectam automaticamente à nuvem para obter informações de contatos e eventos pré-agendados. A maioria das opções disponibilizadas pela Microsoft funciona bem, mesmo aquelas que claramente ainda não estão em seu estágio final.

O problema fica por conta somente da falta de algumas características a que estamos acostumados em sistemas como o Windows 7. Muitas vezes, não há qualquer sinal de que uma interação é possível quando se deixa o ponteiro do mouse sobre alguma opção, o que obriga a  pessoa clicar em todos os cantos da tela para descobrir se é possível realizar.

Loja de aplicativos

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

A principal novidade do produto fica por conta da nova Windows Store, através da qual é possível obter novos aplicativos feitos especialmente para a plataforma. Todas as opções disponíveis estão subdividas em categorias próprias, com direito a filtros de idade, custo e avaliação obtida por cada software.

Ao menos durante a fase Consumer Preview, todos os softwares disponíveis podem ser baixados e instalados sem qualquer custo adicional. Embora a maioria deles seja constituída por programas já famosos, é notável o trabalho que os desenvolvedores tiveram para adaptá-los à interface Metro.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Todos os aplicativos disponíveis nas lojas contam com imagens bastante descritivas, além de um sistema de avaliação feito pelos próprios consumidores. Sentimos falta somente de uma opção para acessar facilmente os programas caso eles já tenham sido instalados na máquina. Para realizar esse processo, é indispensável voltar à janela inicial do sistema operacional, o que nem sempre é muito prático.

Fim do botão Iniciar

Outra novidade capaz de provocar desespero em quem está acostumado com as versões anteriores do sistema operacional é o fim do botão Iniciar. Com isso, aplicativos só podem ser acessados através da janela principal do SO ou usando o modo Desktop.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Apesar de parecer estranha em um primeiro momento, a decisão da Microsoft se adapta muito bem à proposta do novo produto. Como é extremamente fácil achar e organizar todos os softwares disponíveis, não faz muito sentido manter um esquema que servia para confundir muitos usuários.

Em geral, só vai sentir falta real da função quem não costuma usar atalhos na Área de Trabalho ou não está acostumado a fixar programas na barra de tarefas. A janela inicial da versão Consumer Preview cumpre muito bem a tarefa de permitir acesso aos principais aplicativos da máquina, e não demora muito para que você esqueça que um dia houve um botão Iniciar.

Integração com a Microsoft Account

A versão Consumer Preview decreta de uma vez por todas o fim da marca Windows Live. Em seu lugar, entra a chamada Windows Account, responsável por unificar todos os perfis que você tem em serviços da Microsoft.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Tal opção se mostra especialmente útil para quem usa múltiplos computadores. Agora, em vez de ter que criar um novo nome de usuário em cada máquina, basta fazer login com sua conta para resgatar automaticamente todas as suas preferências. Além disso, é possível realizar novamente o download de aplicativos pelos quais você já pagou sem que haja qualquer cobrança adicional.

Um dos problemas detectados até o momento é que nem todos os recursos foram adaptados para todas as regiões do planeta. Ao tentar acessar serviços como o Xbox Live, membros da equipe Tecmundo se confrontaram com a mensagem de que a opção estava indisponível na região brasileira — algo que não aconteceu para outras pessoas que também testaram o Consumer Preview.

Sistema baseado em gestos

Não demora muito para perceber que a versão Windows 8 Consumer Preview dá preferência às máquinas que contam com uma interface touchscreen. Apesar de a navegação também ser possível usando mouse e teclado, fica a sensação de que faltam algumas instruções básicas sobre a operação do software.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

A principal dificuldade fica por conta do acesso à janela inicial do sistema operacional e pela maneira como os aplicativos são alternados. É preciso gastar alguns minutos movimentando o ponteiro do mouse pelos cantos da tela até conseguir dominar os movimentos necessários para realizar essas atividades.

Além disso, talvez por ainda estar em fase Beta, o Consumer Preview nem sempre se comporta da maneira esperada. Uma combinação de movimentos que funciona em um momento pode ser simplesmente ignorada poucos minutos depois. Além de gerar bastante insegurança, isso parece demonstrar que a Microsoft não está dando muita importância às máquinas disponíveis no mercado atualmente, que em sua maioria ainda não contam com interfaces baseadas em toques.

Retrocompatibilidade

Quem está acostumado a usar softwares mais antigos vai ter várias dores de cabeça com o Windows 8 Consumer Preview. Embora a novidade lide bem com todos os programas compatíveis com o Windows 7, o mesmo não pode ser dito sobre aqueles desenvolvidos especificamente para a versão XP do sistema operacional.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Durante os testes realizados, nos deparamos com várias mensagens indicando a impossibilidade de instalar determinados aplicativos devido a problemas de segurança ou à falta da certificação necessária.

Quem está acostumado com o Windows 7 e quer manter a experiência intacta vai gostar muito do modo Desktop. Ao acessá-lo, o sistema assume o visual tradicional dos produtos da Microsoft, com direito à Barra de Tarefas tradicional com sistema de ícones agregados e o acesso a programas através de ícones na Área de trabalho.

O que incomoda um pouco é a clara divisão que existe entre os produtos desenvolvidos para o Windows 8 e aqueles pertencentes aos produtos anteriores da Microsoft. Isso fica evidente tanto na maneira como os ícones são mostrados na tela inicial quanto pelo fato de os softwares mais antigos em nada aproveitarem a interface Metro.

Conclusão

O Windows 8 Consumer Preview deixa clara a intenção da Microsoft de se aproximar cada vez mais dos dispositivos com telas sensíveis ao toque. Embora o sistema se adapte à navegação através do mouse, quem está acostumado às versões anteriores vai ter que quebrar a cabeça para se acostumar à nova interface.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Em matéria de hardware, o produto se adaptou muito bem até mesmo a uma máquina considerada limitada. Porém, assim como na versão Developer Preview, sentimos que a interface Metro pesa bastante em alguns momentos, provocando certa lentidão na exibição de efeitos visuais.

Embora seja evidente que o produto ainda não está finalizado, fica claro o foco da Microsoft em entregar uma experiência que se adapte tanto a quem já domina computadores quanto a quem está dando os primeiros passos nesse mundo. Porém, até o momento, não dá para dizer que o sistema já está pronto para substituir totalmente o Windows 7.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Tudo indica que a resistência à nova versão do sistema operacional será a maior já enfrentada em toda a história da Microsoft. Quem está acostumado à maneira como os desktops funcionam atualmente vai se sentir particularmente incomodado, já que muitos gestos considerados intuitivos até o momento foram totalmente modificados ou simplesmente descartados pela empresa.

O fato é que, quando se trata da navegação através do mouse, a Microsoft ainda tem um longo caminho a percorrer caso não queira que o produto sofra a mesma sina do Windows Vista. Por mais nobre que seja a intenção de mudar o paradigma da computação, forçar que os consumidores reaprendam tudo aquilo que já sabem é uma aposta muito arriscada.

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