Não que o Flash não vá funcionar no Windows 8, isso seria um retrocesso e a Microsoft sabe disso. Pelo contrário, o líder de desenvolvimento da empresa, Dean Hachamovitch, explicou que haverá dois modelos de operação do Internet Explorer 10: a versão Metro e a versão para desktops.

No modo de desktop, o aplicativo funcionará exatamente da maneira que é esperado. Haverá suporte para a instalação de plugins de terceiros para aumentar a quantidade de itens que podem ser acessados, assim como ocorria nas versões anteriores.

Já no modo Metro, os plugins foram completamente descartados. O aplicativo rodará livre de qualquer programa de terceiros e sem a possibilidade de instalá-los. Essa interface será otimizada para o uso em tablets e a tendência segue a que já existe nos iPads, os quais também não possuem suporte ao Adobe Flash.

O objetivo com essa decisão, segundo Hachamovitch, é aumentar a vida útil da bateria do aparelho e aumentar também a segurança dos usuários, dois itens que são prejudicados com o uso do Flash. Para isso, o sistema usará com plenitude a HTML5, que possui suporte integrado para desenvolvimentos parecidos com os feitos em Flash.

Contudo, essa mudança parece definir um novo caminho para o mercado. Cada vez mais as páginas da internet estão se adaptando ao HTML5 e deixando de lado os plugins. A própria Google já lançou uma nova versão do YouTube, toda baseada no sistema e sem o uso do Flash. A tendência é que tenhamos uma internet dominada pela HTML5 por volta de 2014.

Pelo lado da Adobe, a empresa também parece já estar pensando na frente, buscando contornar o inevitável falecimento do Flash. No mês passado, a empresa anunciou o Edge, uma ferramenta de animação toda baseada em HTML5 e que deve ser o substituto do aplicativo Flash atual.

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