Depois de um longo tempo apenas como rumor, o Windows 7 foi, este ano, finalmente confirmado pela gigante Microsoft. O sistema ainda está em estágio de desenvolvimento, mas uma versão vazou na internet, classificada como pré-Beta (anterior ao código de testes oficial).

O Baixaki conseguiu pôr as mãos em uma das cópias e traz para você quais foram as primeiras impressões e as principais mudanças em relação ao Windows Vista.

Sem choques

Ao contrário da transição anterior, que tinha como base o XP, a mudança para o Windows 7 traz elementos e efeitos já utilizados em seu antecessor (como transparências e sobreposições), contando com alguns aprimoramentos e modificações na interface gráfica, que podem ser notados já na barra de carregamento do sistema.

Ao entrar na tela principal, as principais mudanças que podem ser observadas residem na barra de ferramentas (a que contém o menu iniciar). As janelas não mais são abertas lado a lado ou ainda em caixas, mas sim sob a forma de ícones de cada programa.

A nova amostra de janelas.


Então, como gerenciar tantas telas? Simples, passe o mouse por cima da desejada para revelar tudo que está aberto sob um mesmo aplicativo. Essa visualização funciona quase como no Vista (na forma de miniaturas), mas está maior e completamente interativa, afinal, você pode inclusive fechar o que quiser sem a necessidade de restaurar a janela.

Adaptações no horizonte?

Importante mencionar que esta mudança também reflete a adequação do sistema à nova tecnologia de controle por toques na tela (anteriormente implementada em telefones e dispositivos portáteis), que deve aparecer com força no próximo ano. Com apenas os botões quadrados na barra, o acesso com a mão livre fica muito mais fácil e dinâmico.

Assim como nos iPhones, na nova geração do Windows — e com o equipamento certo — você poderá controlar e interagir com o todo o conteúdo da sua tela. Situações como girar fotografias, descer barras de rolagem, selecionar ícones e até mesmo a criação desenhos poderão ser contempladas com gestos de mãos livres. Confira o vídeo abaixo para entender melhor o recurso:

Outro detalhe importante: quem estiver acostumado a apertar o ícone “Mostrar área de trabalho”, localizado na seção de início rápido, agora também conta com mais uma opção, um pequeno botão localizado no canto direito da barra. Ele pode tanto minimizar as janelas para mostrar seu Desktop quanto restaurar as janelas às suas condições anteriores.

Personalização individual

Assim como em toda versão nova, o Windows 7 também tem novos papéis de paredes para que você possa adaptar a interface ao seu gosto. As imagens, de um modo geral, são bem finalizadas e possuem resolução alta.

Elementos destacados da barra lateral.Mas a grande alteração, no que tange à personalização de interface, reside na reordenação das categorias. Ao clicar com o botão direito sobre a área de trabalho, você encontrará opções específicas para alterações de resolução e para mudanças complementares. Quando acessar a guia de personalização, ainda encontrará mais abas, cada qual com sua função (como por exemplo, papéis de parede, proteções de tela, dentre outros).

Mais liberdade no seu espaço

Não há como negar que a Barra Lateral do Windows e os seus Gadgets (os mini aplicativos com funções variadas, de copiadores de CDs a Exibições de fotografias) foram grandes adições para o sistema, facilitando a vida do usuário em muitas situações ou ainda embelezando a tela.

Contudo, no Windows Vista, estes pequenos programas ou ficavam pequenos e fixos à barra, ou eram expandidos quando extraídos desta e levados até o centro da tela, ocupando muito do espaço disponível.

Este problema foi corrigido: agora tudo permanece na mesma proporção, sendo alinhado automaticamente à posição que você escolhe. A tela, com este recurso, torna-se muito mais útil e interativa, lembrando até mesmo recursos do sistema dos iMacs (o OS X Leopard).

Novas ferramentas para os casuais

Gerações vieram e foram, mas o Paint (a famosa ferramenta de desenhos dos Windows) permaneceu inalterado até pouco tempo atrás. Na nova geração do Windows, o pequeno e leve aplicativo recebeu não só um face lifting (melhorias na interface) completo, mas também contou com a adição de novas ferramentas para quem quer desenhar sem buscar aplicativos profissionais ou pesados.

Novas ferramentas do Paint!

No painel superior praticamente todos os elementos foram reordenados, surgindo também itens novos, tais como pincéis estilizados (uma mescla entre traços borrados, manuscritos e efeitos de sprays), formas macias — com tecnologia de suavização de vértices — e ferramentas de corte.

Clicando sobre a aba “View”, você ainda ganha acesso às marcações de réguas, grades e miniaturas. Infelizmente, o suporte para desenho em camadas ainda não está disponível. Quem precisar deste recurso ainda precisa recorrer a programas como o Paint.NET, Adobe Photoshop e GIMP.

Cálculos avançados?

As alterações não pararam no aplicativo de desenhos, pois a calculadora também foi levemente reformulada. O Windows Vista, tradicionalmente, já trazia a calculadora com funções para programadores (conversão entre números de bases diferentes), funções científicas e conversões entre graus e radianos.

Contudo, o resultado era um tanto quanto confuso para quem não estava acostumado com tantas operações no modo científico. Agora são quatro modos operacionais, que podem ser acessados e alternados pelo menu principal, cada um levando-o a uma ferramenta específica e evitando qualquer tipo de confusão.

Calculadora com conversores.

Mas não pense que as coisas param por aí! Lembra do conversor simples? Agora ele vem com uma biblioteca completa para que você faça conversões de praticamente todos os tipos entre unidades, de velocidades e áreas a pesos.

Nem tudo é perfeito

Compatibilidade praticamente integral com os programas para a versão anterior do sistema (o Vista), interface aprimorada — mais viva e dinâmica, janelas agrupadas em botões e a quase ausência da necessidade do comando de administrador já são motivos mais do que suficientes para deixarem qualquer usuário aliviado em relação às falhas anteriores.

Contudo, ainda em estágio precoce de desenvolvimento, os problemas aparecem com certa facilidade. O sistema tende a apresentar problemas ao processar arquivos dentro da janela do IE (Internet Explorer), abrindo continuamente janelas de erro para depuração até praticamente esgotar a memória da máquina.

O lado mais técnico

Outros problemas sérios apresentados, ainda que esporadicamente, foram a falta de botões para confirmar ou cancelar ações durante a renomeação de arquivos e mudanças de extensões — conforme demostrado na figura abaixo — e falhas na identificação de rede (chegando ao cúmulo de abrir certas vezes as pastas logo após a confirmação da mensagem).

Travou? Pois é...

Tendo em vista que o sistema está sendo projetado para tornar a integração entre dispositivos ainda mais simples, este ponto deve ser observado com muito cuidado para que a Microsoft consiga assegurar um produto da mais alta qualidade.

Travas no Explorer, quando janelas estão sendo manipuladas e programas abertos, são quase uma certeza, algo que pode frustrar quem não está acostumado a versões não finalizadas de sistemas.

Esperança para o futuro

A parte final destas impressões podem ter soado um tanto quanto negativas, haja vista que muitos problemas se fizeram presentes, contudo, todos nós não podemos nos esquecer de que esta versão — que vazou na internet — não estava sequer pronta para ser testada pelos usuários.

Muita coisa precisa ser revista, recursos têm que ser implementados e a estabilidade deve ser assegurada, mas já de cara o sistema surpreende pela sua quase completa compatibilidade com programas destinados ao Windows Vista e por, ao menos nos computadores em que foi testado, parecer sempre mais “leve” que seu antecessor, carregando mais rápido os programas e a sua própria estrutura na inicialização.

Agora, nos resta aguardar por novidades no desenvolvimento e, tomara que em breve, novas versões para testes liberadas oficialmente pela Microsoft!

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