Sempre que há notícias sobre filmes ou jogos pirateados em larga escala – geralmente com o cálculo de supostos milhões de dólares de prejuízo –, abre-se espaço para um debate sem fim entre defensores dos direitos das companhias e aqueles que alegam que o download ilegal é a única maneira de terem acesso a determinados conteúdos. Porém, quase todos fazem vista grossa para a pirataria envolvendo sistemas operacionais, um item de primeira necessidade para quem usa regularmente PCs.

Ao longo dos seus 29 anos, mesmo a Microsoft teve que aprender a lidar com as cópias falsas de seu popular Windows, independentemente de ser a versão mais atual ou outras antigas, que ainda habita as máquinas mais modestas. Enquanto o usuário comum com seu sistema operacional pirateado não costuma ter muito o que temer – já que a companhia anda tentando atrair esse público para a legalidade ativamente –, empresas que utilizam dezenas ou centenas de licenças do produto podem estar a um fio de sentir a fúria da Gigante de Redmond.

Um processo aberto em uma das cortes de Seattle, nos Estados Unidos, indica que a Microsoft está se empenhando para descobrir quem são as pessoas por trás de um IP específico da operadora de telefonia Verizon. De acordo com o texto, o indivíduo – ou indivíduos – que utilizam esse acesso à internet é responsável por piratear um número enorme de cópias do Windows 7. Ao que parece, a Microsoft possui uma ferramenta que analisa bilhões de ativações de seus produtos para chegar aos culpados pela atividade ilegal.

A empresa de tecnologia afirma que os acusados podem ter utilizado centenas e mais centenas de chaves roubadas ou utilizadas além do que sua licença original permite. Além de pedir por medidas imediatas contra os criminosos e pela apreensão de todo material ilegal, a Microsoft exige receber compensações sobre os lucros que teriam com a venda desses softwares, além de indenizações e pagamento dos honorários de seus advogados.

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