Entrada da embaixada do Equador, em Londres. (Fonte da imagem: Reprodução/France Presse)

O governo equatoriano informou na manhã desta quinta-feira (16) que deverá conceder asilo político a Julian Assange, fundador do site WikiLeaks. Segundo o chanceler equatoriano Ricardo Patiño, o criador do site recebe ameaças de extradição aos Estados Unidos caso seja transferido para a Suécia, país onde está sendo julgado por uma acusação de estupro.

Segundo Patiño, Assange é vítima de perseguição política por parte do Reino Unido, da Suécia e dos Estados Unidos por conta da divulgação, em seu site, de documentos secretos do Departamento de Estado e das Forças Armadas norte-americanas.

O governo britânico, inicialmente, havia declarado que poderia se utilizar de forças legais para entrar na embaixada do país e prender Julian Assange, mas voltou atrás em sua decisão. “Nenhuma lei de âmbito nacional pode ser usada para uma ação intrusiva, com ameaças explícitas e chantagens a um país soberano”, destacou.

Refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 19 de julho, Assange tenta evitar uma extradição para a Suécia, onde é acusado de abuso sexual. Mesmo com a decisão, ainda não se sabe se o fundador do WikiLeaks poderá deixar a embaixada na Inglaterra e embarcar para a América do Sul.

WikiLeaks está de volta

Depois de dez dias fora do ar, graças a um ataque DDoS, o WikiLeaks voltou a funcionar desde a última terça-feira (14). Todo o trabalho de restauração do site foi realizado por voluntários do projeto, que demonstraram as suas manifestações de apoio por meio do Twitter e do Facebook.

Julian Assange, fundador do WikiLeaks. (Fonte da imagem: Reprodução/Espen Moe)

Segundo o site Mashable, os ataques partiram de um grupo hacker autointitulado “AntiLeaks”, que teria usado como motivo o pedido de asilo político ao Equador. “Somos jovens, cidadãos dos Estados Unidos, e estamos profundamente preocupados com os recentes acontecimentos. Assange é o cabeça de uma nova raça de terroristas. Nós não vamos parar e eles não vão nos parar”, destacou o grupo em postagem no Twitter.

Apesar de o grupo se dizer independente, especulações levam a crer que o os integrantes estariam insatisfeitos com o vazamento de informações sobre o TrapWire, um sistema de vigilância antiterrorista que analisa imagens de câmeras de segurança e faz leitura de placas de veículos.

Fonte: Folha de S.Paulo e Mashable

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