Depois de muita espera, o Wii U finalmente chegou às lojas dos Estados Unidos e, com isso, as primeiras opiniões sobre o console já começaram a circular pela rede. Afinal, o que a imprensa internacional está achando da nova plataforma da Nintendo e de seu revolucionário sistema de duas telas?

Passado um pouco da euforia inicial que é costumeira nesses períodos, chegou a hora de realizarmos uma rápida recapitulação do que está sendo dito sobre a novidade antes de fazermos nossa própria análise. Com tanta expectativa, é praticamente impossível não conter a curiosidade sobre o potencial do sucessor do Wii, seja em termos técnicos ou práticos, não é mesmo?

GamePad: entre o belo e o feio

Para quem temia o que estava por vir, as primeiras críticas do Wii U são bem positivas e mostram que a Nintendo realmente acertou. Dos diversos veículos que analisaram o console, a grande maioria elogiou seu potencial e seus recursos, sobretudo o GamePad.

O novo controle foi alvo de vários comentários positivos, como do site Destructoid, que o descreveu como sendo consideravelmente superior ao Wii Remote em termos de inovação. As boas opiniões sobre o controle se repetiram no Joystiq — que afirmou que a novidade oferece uma experiência futurista impressionante — e no Shack News, o qual gostou muito da integração da segunda tela com a TV.

No entanto, isso não significa que o híbrido de controle e tablet é perfeito. Vários outros sites listaram problemas encontrados, principalmente no que diz respeito à autonomia da bateria, o que foi considerado o principal ponto negativo do Wii U. Veículos como a Game Informer e o MTV Multiplayer apontaram o pouco tempo que o joystick permanece fora do tomada como um grande limitador.

O próprio Destructoid reclamou dessa característica e ainda aproveitou a deixa para dizer que a touschscreen deixa a desejar em alguns aspectos, principalmente por conta de sua simplicidade. Como ele usa uma tecnologia resistiva, não há suporte a múltiplos toques, por exemplo.

O pesadelo do firmware

Enquanto a grande maioria das análises estava em consenso em relação à qualidade do GamePad, o mesmo não aconteceu em relação à parte operacional do console. E antes que você comece a se desesperar diante de um possível fracasso, saiba que a razão para isso está no firmware instalado.

Muitos dos sites que publicaram suas resenhas no lançamento já haviam recebido o Wii U dias antes para testes. O problema é que, nessa época, a Nintendo ainda não havia liberado a atualização do sistema, fazendo com que as experiências de uso fossem consideravelmente diferentes dependendo da situação do aparelho.

Isso porque a versão inicial do firmware trazia opções limitadas dos elementos online do aparelho, atrapalhando a utilização do Miiverse, da eShop e do próprio navegador. Como a própria Game Informer destacou, embora liberar uma atualização no dia do lançamento do console seja um absurdo, o Wii U era quase inútil sem ela — o que serve de justificativa para a nota 6,5 dada pelo site Polygon.

O problema é que o update era tão grande que muitos jogadores não aguentaram esperar e forçaram o desligamento do sistema para poderem jogar, fazendo com que o video game travesse de vez.

E os jogos?

Porém, o que todo mundo quer realmente saber é como os jogos do Wii U estão se saindo. Depois de vermos o Vita sofrer com a falta de lançamentos, o que ninguém quer é ver um hardware promissor afundar graças à falta de suporte de bons títulos.

A verdade é que os primeiros games estão realmente dividindo a opinião da imprensa, principalmente aqueles que são adaptações de jogos do PlayStation 3 e Xbox 360. Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge, por exemplo, impressionou o pessoal da IGN, enquanto Mass Effect 3 não conseguiu repetir o impacto no 1UP.

Já os títulos originais se saíram um pouco melhor. O badalado ZombiU saiu-se relativamente bem — com exceção da nota 45 na Gamespot —, enquanto New Super Mario Bros. U mantém uma média 84 no site Metacritic. Nintendo Land, outra grande aposta da “Big N” está com 75 no mesmo site.

Nova geração

Por fim, a dúvida que todos querem saber: o Wii U consegue superar o PlayStation 3 e o Xbox 360? A verdade é que ainda é muito cedo para tirar qualquer conclusão, embora alguns sites já tenham se arriscado a isso. O Joystiq, por exemplo, deixa claro que é difícil considerar o console como de nova geração, mesmo com todos os recursos oferecidos — quase como em uma Síndrome de Wii.

Embora não tenha sido tão categórica em sua afirmação, o 1UP também disse que o novo sistema da Nintendo não consegue bater de frente com a concorrência devido à sua memória um pouco mais modesta. Como levantado pelo Kotaku, o novo video game possui 2 GB de RAM DDR3 com velocidade de 17 GB por segundo. PS3 e Xbox 360, em comparação, possuem entre 22 e 25 GB por segundo.

E aí?

De modo geral, as primeiras críticas internacionais do Wii U foram muito boas. O hardware impressionou e, mesmo com alguns problemas em relação à bateria e ao firmware, ele se saiu muito bem nesse primeiro momento. Os jogos também tiveram um bom desempenho, mesmo com algumas controvérsias pelo caminho.

Porém, ainda é muito cedo para dizer se o console será ou não um sucesso ou se é melhor que a concorrência. Nesse ponto, somente o tempo e os futuros lançamentos vão poder dizer.

Além disso, como dito no início do texto, essas são apenas as primeiras opiniões acerca do aparelho. Para saber o que achamos dessa novidade da Nintendo fique de olho, pois nossa análise será publicada em breve.

Fonte: Destructoid, Joystiq, Shack News, Game Informer, MTV Multiplayer, IGN, 1UP, Gamespot, Metacritic, Kotaku

Via BJ

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