A próxima geração de consoles já está a caminho e seu primeiro representante já tem nome: Nintendo Wii U. O sucessor do Nintendo Wii, que tem lançamento previsto para 2012, trará imagens em alta definição, um revolucionário controlador baseado em tablets e mais poder gráfico do que qualquer video game atual.

(Fonte da imagem: Nintendo)

Apesar de tantos aspectos positivos, grandes sites de entretenimento eletrônico e especialistas do ramo temem seu fracasso. Os motivos? Confira os tópicos deste artigo e tire suas próprias conclusões:

Nova geração?

Se o Nintendo Wii é um membro da sétima geração de consoles domésticos, então seu sucessor, o Wii U, só pode ser um console da oitava geração, certo? Em tese. Pois, na prática, o Nintendo Wii U apresenta inúmeras semelhanças com os concorrentes da geração anterior.

A começar pelos gráficos dos jogos anunciados até o momento, que, apesar de exibirem resolução Full HD, apresentam uma qualidade bastante parecida com a dos games do Xbox 360 e do Playstation 3. Também foi revelado que o console possuirá retrocompatibilidade (capacidade de rodar os jogos do console anterior) e que será capaz de aprimorar os gráficos dos jogos do Nintendo Wii.

Se a sétima geração se caracterizou pelos gráficos em alta definição e pelos sensores de movimento, para alguns, o Wii U não passaria de uma versão melhorada de seu sucessor. Vale lembrar que até mesmo o Dolphin (emulador de Wii para PC) é capaz de exibir gráficos em Full HD em máquinas mais robustas.

Fora de controle

Uma das características positivas do primeiro Wii era o seu controlador original. Pensando nisso, a Nintendo desenvolveu um controlador ainda mais inovador para o Wii U. Similar a um tablet, ele integra diversos sensores de movimento em uma tela sensível ao toque. Como possui uma bateria interna, sua tela também poderá ser utilizada para jogar minigames, como uma espécie de DS.

Porém, o controlador precisa do video game para funcionar. Não podendo se afastar muito dele, o usuário perde todas as funções de um console portátil. O controle do Wii U também não possui as mesmas finalidades de um tablet e, ao que tudo indica, não possuirá aplicativos próprios.

Controle do Wii U (Fonte da imagem: Nintendo)

A união dos sensores de movimento e de uma tela de 6,2 polegadas resultou em um controlador de dimensões exageradas, o que pode dificultar bastante seu manuseio. Se alguns jogadores já não se sentem muito confortáveis ao utilizar o acelerômetro de tablets para jogar, a experiência do Wii U não deve ser muito diferente.

Também é fato que o novo console exige os nunchucks (joysticks do primeiro Wii), prejudicando a jogatina multiplayer para quem não possui o video game da sétima geração. Sendo possível utilizar ambos os controles ao mesmo tempo, as partidas multiplayer também podem ser afetadas com a diferença entre os controles.

E o público hardcore?

Assim como boa parte dos jogos lançados para o Nintendo Wii, o Wii U promete uma série de títulos casuais. Ótimo para a diversão em família, mas um tanto desanimador para quem está em busca de experiências realistas.

Poucos títulos anunciados (Fonte da imagem: Nintendo)

A tendência é que tais games explorem a movimentação do controle, obrigando o jogador a pular e a sacudir seus braços enquanto joga. Como seu controlador também não parece muito leve, isso deve cansar depois de algumas horas.

Além disso, a quantidade de jogos originais para o Nintendo Wii U anunciada até o momento é muito pequena, confirmando a tendência de que o console explore a retrocompatibilidade dos títulos do Wii original.

Mídia limitada

Conforme anunciado, o Wii U conta com um formato próprio de mídia de alta densidade de 12 centímetros (além de aceitar os DVDs comuns do Nintendo Wii). No entanto, a ideia de investir em um formato próprio não é novidade para a Nintendo, já que o GameCube adotava um disco de 8 centímetros de alta densidade.

O espaço limitado da mídia obrigou vários jogos a dividirem seu conteúdo em diversos discos e inviabilizou a produção de outros. Por conta da pouca variedade de títulos lançados, o GC é considerado um dos maiores fracassos da Nintendo.

A pressa é inimiga

Olhando um pouco para trás, é comum observarmos que os primeiros video games de cada geração não acabaram bem. Na quinta geração, os pioneiros 3DO, Amiga CD-32 e i Jaguar, foram esmagados pelo Sega Saturn, Sony PlayStation e pelo Nintendo 64 no número total de vendas. (Fonte da imagem: Nintendo)

Já na geração seguinte, o Sega Dreamcast (lançado quase 2 anos antes de seus concorrentes) emplacou como um dos maiores prejuízos de toda a história do entretenimento eletrônico e levou a Sega a largar o ramo dos consoles. Muitos consumidores optaram por aguardar os próximos consoles da sexta geração (PlayStation 2, GameCube e Xbox).

Preço elevado

Nada foi revelado quanto ao preço do console, mas levando em conta a tecnologia de seu controlador, seu valor não deve ser baixo. A “bola fora” mais recente da grande N diz respeito ao seu novo portátil: o Nintendo 3DS. Como o preço do console acabou chegando salgado às prateleiras, ele vendeu muito menos que suas expectativas de lançamento.

Após o anuncio oficial do Console na E3 2011, as ações da Nintendo sofreram uma grande queda. O motivo, segundo seus investidores, é que a Nintendo está demasiadamente focada em hardware, enquanto a batalha dos games entra cada vez mais no campo das interações sociais e das partidas online.

O que esperar?

Vale lembrar que, embora o primeiro Wii conte com diversas características similares às do Wii U, (gráficos inferiores aos dos concorrentes, controlador inusitado, jogos casuais etc.) o console foi o campeão de vendas da sétima geração, lucrando mais que o PlayStation 3 e o Xbox 360.