Com a crescente popularização do HTML5 como a tecnologia escolhida para o futuro da navegação na internet e o abandono oficial da própria Adobe na utilização do Flash Player em dispositivos móveis, alguns poderiam perguntar se há ainda motivos para pensarmos no clássico plugin. De acordo com o movimento Occupy Flash, que vem crescendo pela internet afora, razões não faltam para lutar pela completa abolição da plataforma.

“O Flash Player está morto. Seu tempo já passou. É bugado. Trava muito. Requer atualizações constantes de segurança. Não funciona na maioria dos dispositivos móveis. É um fóssil, remanescente da era de padrões fechados e controle corporativo unilateral das tecnologias da web”, afirma o texto inicial do manifesto do movimento, que também declara não se opor diretamente à Adobe ou a outros usos da plataforma Flash que não sejam a navegação.

Ainda segundo o texto, sites que dependem do plugin apresentam “uma experiência totalmente inconsistente (e muitas vezes inutilizável) para o crescente percentual dos usuários que não usa um navegador desktop”, além de apresentar problemas de segurança e privacidade pelo uso de cookies. Com isso em mente, o movimento tem como objetivo levar o mundo a desinstalar o Flash Player dos seus computadores.

Acelerando a mudança

Por mais que o HTML5 seja considerado por muitos como o sucessor natural do plugin e já esteja tomando o lugar da antiga plataforma em muitos sites, os idealizadores do Occupy Flash acreditam que a campanha ainda é necessária. Segundo eles, enquanto o recurso estiver instalado nas máquinas dos usuários, haverá uma porção de tomadores de decisão que irão impor seu uso e outras tantas pessoas que necessitem de suporte continuado.

Dessa forma, a campanha acredita que “o único modo de realmente forçar a web a adotar padrões modernos é invalidar a tecnologia antiga”, lógica que levou à campanha em prol do abando do Flash. Ainda assim, os idealizadores compreendem que a desativação imediata do plugin provavelmente fará com que sites usados com regularidade percam algumas funcionalidades.

“Se você optar por aderir ao movimento, haverá um pouco de dor e sacrifício envolvidos na sua decisão. Mas, quanto mais de nós usarmos navegadores que não suportam Flash, mais rápido a dor vai diminuir”, pontua o manifesto. Ainda assim, a campanha fornece algumas opções menos radicais para aqueles que simpatizam com a causa, mas não estão dispostos ou não têm condições de abandonar imediatamente o plugin:

  • Compartilhar informações sobre o movimento por meio das redes sociais;
  • Utilizar opções em HTML5 quando estiverem disponíveis – a caso do YouTube (neste link);
  • Comunique aos donos de sites que usem o Plugin que você não quer que eles continuem dando suporte à plataforma;
  • Ajude pessoas mais velhas a entenderem a questão;
  • Atualize seu navegador para a versão mais recente, do forma a suportar as novas tecnologias;
  • Caso você seja um desenvolvedor web, utilize padrões abertos modernos, atualize sites existentes e informe ao seu departamento de TI que pode criar sem Flash.

Você pode conferir a página completa do movimento (com versão em português brasileiro), clicando neste link. E você, pretende entrar na campanha e desinstalar o plugin? Acha que a ideia é desnecessária? Deixe sua opinião nos comentários.

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