Imagem de Metroid: Other M
Imagem de Metroid: Other M

Metroid: Other M

Nota do Voxel
80

Várias "perspectivas de diversão" neste legítimo Metroid

Quem não conhece a série de Samus Aran? Pois é, a linha de jogos com foco na heroína é bastante expressiva no mundo dos video games. São vários títulos de diferentes gêneros que tentam oferecer muita diversão. O enredo por si só é um motivo forte o suficiente para atrair a atenção de milhares de pessoas ao redor do globo.

Other M não é um jogo tradicional. Logo de início, o gamer tem a chance de perceber — em qualquer um dos seguintes idiomas: inglês, francês ou espanhol — que a trama é o centro de tudo. Surge, portanto, a possibilidade de reviver os principais acontecimentos referentes às últimas empreitadas de Samus em territórios extraterrestres.

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Os clipes iniciais abrem alas para uma bela apresentação (“introdução” para os iniciantes em Metroid) da heroína e, após alguns minutos de vídeo, o jogador pode participar de um tutorial curto e fundamental para o sucesso nos embates. Indo cada vez mais fundo na aventura espacial, o jogador consegue entender que o aprendizado realmente vale a pena.

O game mistura diferentes abordagens em somente uma fórmula: terceira pessoa, side-scrolling (visão lateral), plataforma e até mesmo FPS (tiro em perspectiva de primeira pessoa). Em determinados ambientes, Samus deve ser controlada mais lentamente, sendo que a câmera se aproxima bastante das costas da protagonista.

Visualizando a personagem de longe, você pode superar os inimigos mais corriqueiros enquanto avança pelos cenários, mas monstros mais desafiadores e grandes chefes devem ser derrotados com o uso alternado entre essa perspectiva e a visão em primeira pessoa.

A mira é automática em terceira pessoa, mas ativar o “modo FPS” acaba com esse “conforto”. Dependendo das habilidades do gamer, o ideal é usar o Wii Remote para acabar com os inimigos à volta enquanto Samus é visualizada em primeira pessoa, mas isso impede a movimentação da combatente.

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Outro aspecto fundamental é estar sempre atento às nuanças dos ambientes — bem como ao “radar” mostrado no canto da tela — para obter itens. Esses objetos não são obrigatórios para o progresso na história, mas ajudam bastante na ação. Com isso, é interessante ficar ligado nas pequenas aberturas presentes em diferentes superfícies e usar o recurso conhecido como Morph Ball para conduzir a heroína a locais secretos.

Falando em Morph Ball, a “bolinha” é capaz de soltar pequenas bombas enquanto rola pelos cenários. Segurar o botão de disparo por mais tempo faz com que o explosivo liberado seja ainda mais forte. O mesmo vale para os tiros do “braço-canhão”. Mísseis só podem ser disparados na perspectiva FPS com a mira travada no alvo.

Você não precisa se preocupar com checkpoints. Há estações estrategicamente posicionadas no mapa que, além de salvar o progresso do jogador, liberam novas entradas para áreas anteriormente bloqueadas e recuperam a energia vital e os mísseis perdidos durante os combates. Essas duas últimas ações, entretanto, podem ser realizadas apenas inclinando o Wii Remote a qualquer hora (contanto que a energia de Samus esteja perigosamente baixa).

Deu para perceber que esta é uma produção de peso, não é mesmo?

Abordagem ousada? Confere. Trama intensa? Confere. Diferentes estilos de jogabilidade? Confere. Recursos técnicos de qualidade? Com certeza. Enfim, o importante é que Other M oferece um bom nível de diversão, especialmente para os fãs da tão conhecida franquia de Samus Aran. Tudo é oferecido de uma maneira equilibrada, amigável e, é claro, nostálgica.

No entanto, o título não é um “ícone dos video games”. Os pequenos problemas apresentados pelo game formam um conjunto não muito agradável. Mas pode-se dizer que, considerando a ampla gama de jogos criados para o console de sétima geração da Nintendo, este Metroid é uma ótima opção — não apenas válida, mas essencial.