Imagem de Game of Thrones - Episode 3: The Sword in the Darkness
Imagem de Game of Thrones - Episode 3: The Sword in the Darkness

Game of Thrones - Episode 3: The Sword in the Darkness

Nota do Voxel
90

É melhor manter a honra ou sobreviver para lutar outro dia?

Como parte de uma série em seis capítulos, The Sword in the Darkness é um daqueles episódios cujos acontecimentos podem ser considerados um tanto transitórios — o que não quer dizer que eles sejam pouco importantes. A terceira parte da adaptação criada pela Telltale Games tem o difícil trabalho de encaixar as peças apresentadas anteriormente ao mesmo tempo em que cria expectativas para o que está por vir.

Felizmente, o estúdio consegue cumprir essa tarefa de maneira bastante competente, fechando pontas soltas ao mesmo tempo em que não tem medo de introduzir e desenvolver novas situações. Finalmente dando a atenção devida a cada uma das peças em jogo, a empresa criou mais um episódio envolvente e que faz justiça ao material que lhe serve de inspiração (com direito ao mesmo nível de tensão visto nele).

A hora da revanche se aproxima

The Sword in the Darkness começa a mostrar os primeiros relances de esperança para a casa Forrester após uma série de desastres — o que não quer dizer que a situação não possa piorar. Com a chegada de Gryff, quarto filho do clã Whitehill, a Ironrath, o jogador ganha uma nova figura para odiar e se vê obrigado a calcular ainda mais seus passos.

Desafiador, arrogante e brutal, o novo vilão vai forçar aos limites sua vontade de partir para o ataque — o que pode custar sua vida e a de seus familiares. Sem entrar em detalhes, a última cena que envolve um confronto direto com o personagem possui um dos melhores climas de tensão já vistos em um adventure.

Mesmo com esse novo desafio, a casa do clã Forrester vê alguns relances de esperança no surgimento de um novo aliado um tanto inesperado, que traz consigo uma boa dose de desconfiança. A revelação feita por essa figura em determinado ponto nos faz querer revisitar os capítulos anteriores e gera bastante antecipação pelo que está por vir.

Ritmo variado

Longe de Ironrath, o game aposta em um lado mais leve e aventureiro com Asher, que continua sua jornada em busca de um exército de mercenários. É justamente esse segmento que nos faz lembrar de alguns dos elementos mais interessantes da série, com direito a um breve confronto com um dragão e o antecipado (mesmo que um tanto óbvio) encontro com Daenerys Targaryen.

Recheados de ação (vista na forma dos famosos “Quick Time Events”), esses segmentos também abusam do bom humor e possuem as decisões mais leves e inconsequentes do adventure. Felizmente, isso não significa que eles são incoerentes com o resto da trama criada pela Telltale, se relacionando de forma bastante natural com as demais partes.

O personagem que mais ganha destaque em The Sword in the Darkness é Gared, cujo arco pessoal finalmente passa a se distanciar da conhecida história de Jon Snow. Logo após ele finalmente ser juramentado como um dos irmãos da patrulha responsável pela Muralha e começar a fazer amigos, certos eventos o forçam a abandonar o pouco conforto que ele havia encontrado.

Durante o arco do personagem, finalmente começamos a entender qual seu papel na história da família Forrester e como ele pode contribuir para sua recuperação. Ele também é responsável pela melhor cena de combate do episódio, dando aos jogadores a primeira oportunidade de vingança real que a série oferece até o momento — algo que deve ser surgir de forma reforçada nos episódios seguintes.

Em compensação, Mira aparece de forma um tanto mais tímida do que no capítulo anterior. No entanto, mesmo que suas ações não tenham consequências diretas no momento, fica a promessa de que muito em breve ela vai ser forçada a pagar pelas atitudes que tomou enquanto tentava ajudar sua família.

No geral, The Sword in the Darkness possui um ritmo mais dinâmico e interessante do que o visto em The Lost Lords. A transição entre os diferentes protagonistas acontece em ritmo mais natural, e não há cenas que estendem excessivamente sua duração — o destaque nesse sentido fica para a cena final, que intercala rapidamente relances do que está acontecendo com cada um dos personagens principais.

Vale a pena?

Como destaquei no início desta análise, The Sword in the Darkness é um capítulo de transição na saga dos Forrester, o que não o torna menos importante do que os demais. Apesar de ainda não termos a oportunidade de pôr em ação a vingança que nos é prometida desde o início, aqui finalmente começamos a ver as consequências das atitudes e decisões tomadas anteriormente.

O terceiro capítulo da série prova que a Telltale é uma das empresas que mais domina a arte de contar histórias pelo entretenimento interativo, tendo como seu forte a criação de personagens fortes e carismáticos. Mesmo que você provavelmente vá ter um dos protagonistas como favorito, nesse ponto da série é difícil escolher algum pelo qual você não torça ao menos um pouco.

The Sword in the Darkness é um dos pontos altos da adaptação de Game of Thrones da Telltale, criando o cenário para acontecimentos que prometem ser ainda mais impressionantes. Caso você esteja acompanhando a série até o momento, não é preciso pensar duas vezes antes de se aventurar pelo capítulo.

Pontos Positivos
  • Peças do roteiro finalmente conseguem se encaixar
  • Transição entre os diferentes protagonistas se mostra ágil
  • Personagens que mostram cada vez mais personalidade
Pontos Negativos
  • A engine da Telltale está envelhecida e apresenta alguns glitches gráficos