Imagem de Final Fantasy XIII
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Final Fantasy XIII

Nota do Voxel
87

Deslizes não abalam a última edição do maior colosso dos RPGs

Um tanto linear, mas ainda Final FantasyFinal Fantasy conta hoje mais de 20 anos de existência e algumas dezenas de títulos lançados — contando “spin-offs”, como a série Crystal Chronicles. Mesmo assim, seria complicado encontrar qualquer relação entre história, personagens o ambientes de um título para outro. Mesmo na série principal, cada novo título tem sempre a pretensão de um voo solo.

Então porque exatamente a marca continua tão forte quanto na época em que evitou a bancarrota da Squaresoft — hoje Square Enix? Muito simples: pelos padrões e estilo, que se mantêm basicamente os mesmos nesse mais de 20 anos. Em outras palavras, cada fã, novo ou velho, de FF sabe exatamente o que gostaria de encontrar em uma nova geração da franquia.

Bem, ao menos nesse quesito, pode-se dizer que Final Fantasy XIII — um dos três integrantes até o momento do selo Fabula Nova Crystallis — cumpre o seu papel. O que você vai encontrar aqui ao ligar o sue console é um megalômano sistema maniqueísta (o mal degenerado versus o bem primoroso), dotado de batalhas épicas, personagens empáticos com diversos problemas emocionais e psicológicos e, por fim, um sistema de batalha tão detalhista quanto intuitivo.

Entretanto, a Square Enix parece ter deliberadamente deixado de lado um fator indispensável tanto para Final Fantasy quanto para qualquer RPG: a liberdade de ação. FF XIII é tremendamente linear. Embora a história não raro seja envolvente e até absorvente, você, como jogador, na maior parte das vezes simplesmente vai guiar o seu grupo de desbravadores em mapas que mais se parecem com corredores infinitos.

Mas, eis um bom consolo: durante todo o desenvolvimento linear do jogo — aproximadamente primeira metade da história — e além, a trama é contada através de gráficos, CGs e texturas nada menos do que impressionantes. Trata-se do bom trabalho realizado pela Crystal Tools, a engine que deve puxar as cordas dos próximos títulos da franquia.

São expressões faciais absolutamente humanas, texturas tremendamente ricas e movimentos fluidos — quedas de FPS (taxa de atualização de quadros) são tão raras quanto caminhos alternativos... Complementando a proposta do título, surgem novas mecânicas de combate cuja tendência é tornar as batalhas intuitivas, porém sem perder precisão — embora acabe como uma espada de dois gumes, como se verá adiante. Por fim, vamos aos detalhes.

Sim, é linear. Mas tem chocobos, bahamuts, excaliburs, etc...FF XIII traz, em termos de estilo e história, tudo que um fã (novo ou antigo) da série poderia pedir. Seja pelo tradicional grupo de heróis que enfrenta um mal terrível, seja pelo caráter novelesco apresentado nas personalidades ricas de cada um dos personagens. Somando-se a isso, aparece a qualidade visual a toda prova que é a marca registrada da franquia.

Entretanto, a linearidade excessiva dos mapas e da trama, de forma geral, pode acabar espantando alguns fãs dos formatos mais clássicos de RPG. De qualquer forma, caso nomes como Excalibur, Chocobo ou Bahamut digam algo para você, com certeza FF XIII é recomendado. Até porque, alguém deve conter os planos ardilosos do Sanctum, o Papa "wannabe" de Cocoon.