Isle of Armor, a parte 1 do DLC de Pokémon Sword e Shield, vale a pena?

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Pokémon é um sucesso absoluto no mundo inteiro, isso é inegável, e a franquia sempre está buscando se modificar para se manter atualizada e em destaque, vide o último anúncio relacionado: Pokémon Unite, que une o gênero MOBA à captura de monstrinhos. 

E existe uma linha que é sempre consistente: os jogos principais são lançados para os portáteis da Nintendo. É claro que eles chegam com uma pequena diferença entre um e outro, com novidades como megaevoluções, mecânicas e, mais recentemente, Dynamax e Gigantamax, mas no core da coisa é aquele game que aprendemos a amar em 1996.

O mais recente capítulo da série chegou causando mixed feelings nos jogadores, que esperavam um pouco mais de uma versão desenvolvida para o console híbrido Nintendo Switch. Nossa análise do jogo base teve um pitaco bem preciso: "Embora limitado tecnicamente, Pokémon Sword e Shield é honesto e agiganta à la Dynamax a fórmula com um mundo expansivo e mudanças bem-vindas".

Vamos ao que interessa

Estamos aqui para falar de mais uma estreia no mundo dos monstrinhos de bolso: sua primeira DLC. Isle of Armor chega para apresentar aos jogadores uma ilha com mais pokémon para capturar — inclusive um exclusivo —, itens diferentes e uma novidade que vai agradar muita gente: dar ao seu pokémon a capacidade de usar o Gigantamax.

Se preferir, confira a versão da análise em vídeo a seguir.

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Para iniciar a DLC, basta ir até a estação de Wedgehurst e pegar o próximo trem para Isle of Armor. Ao chegar, você recebe uma Pokédex diferente, que ajuda a catalogar todos os monstrinhos que existem no local. A funcionalidade é a mesma da regular, então não tem muita novidade aqui, mas é interessante notar que a nova agenda tem 207 slots de pokémon, e 103 são de criaturas que podem ser vistas no jogo base. Fazendo uma conta rápida, isso nos dá 104 novas criaturas para ver, capturar ou evoluir.  

É lá também que você dá de cara com seu novo rival, dependendo da versão que está jogando. Como testamos a versão Sword, a inimiga foi a Klara, uma especialista em pokémon do tipo veneno. Quem joga a Shield conhece Avery, que usa pokémon do tipo psíquico. 

klaraQuem joga a versão Shield encontra Avery como rival, enquanto quem joga a Sword encara Klara.

Outro personagem importante é Mustard, o mestre do dojo ao qual você se une para treinar. Logo que são apresentados, como em qualquer situação no mundo Pokémon, já é iniciada uma batalha; ao vencer, recebem-se as roupas do dojo. Ele também entrega o mais novo bichinho a se unir ao enorme grupo de pokémon, Kubfu. Mas, antes, é preciso cumprir três desafios para se tornar digno de aprender com esse mestre. 

Depois de receber Kubfu, são desbloqueadas algumas mecânicas que vêm muito a calhar. A primeira é a possibilidade de upar o dojo usando Watts, em uma dinâmica legal que funciona mais ou menos como um sistema inicial, só que bem limitado. É possível adicionar um PC, uma máquina de refrigerantes, novas roupas e várias outras coisas a essa "base". 

Você também passa a ter acesso ao Cram-o-matic, uma máquina de reciclagem que, ao ser alimentada com quatro objetos, oferece um novo produto. Esse aparelho pode dar uma bela variedade de itens, incluindo Poké Balls e PP Ups. E algumas combinações podem resultar em itens raros. 

Galeria 1

Também há um professor que ensina alguns ataques aos membros do time em troca de um minério que pode ser encontrado na ilha, chamado Armorite Ore. Esses poderes podem ser bem úteis em raids, já que a maioria tem algum tipo de status que influencia grupos.

Tomar sopinha para crescer

Das mecânicas, a que mais gostamos foi a Max Soup. Usando certa quantidade de um item chamado Max Mushrooms dentro de um caldeirão dourado que fica na cozinha do dojo, é possível fazer uma sopa que pode despertar o potencial de Gigantamax dos pokémon. 

Vamos supor que você breedou para caramba seu Charmander, treinou com todo amor e carinho e ele está com os status no máximo, mas, infelizmente, não tem a capacidade de usar o Gigantamax, que dá uma forma gigante diferente. A sopa permite que o seu bichinho faça essa transformação. Mas é importante lembrar que nem todos os pokémon têm formas Gigantamax.

Charizard giantamax

Depois de conhecer essa mecânica toda, é hora de treinar o Kubfu e explorar a ilha, que não é muito grande, mas tem diversos ambientes, como cavernas, pequenas ilhotas ao redor, montanhas, florestas e, é claro, praias; com vários Dens espalhados para participar das maxraids. É legal deixar a capacidade online ligada nesses passeios e ver a quantidade de jogadores espalhados pela ilha.

Kubfu é um pokémon que evolui de uma maneira especial. Para transformar a criaturinha em sua versão mais poderosa, primeiro você deve escolher se prefere um estilo de ataque mais lento e poderoso ou mais rápido e preciso. Isso porque Urshifu, a evolução do ursinho, tem duas formas: Single Strike Style (Lutador/Dark) e Rapid Strike Style (Lutador/Água), cada uma com status e ataques diferentes. 

kubfuDepois de passar pelo desafio da torre da água ou da torre da escuridão, Kubfu vai evoluir para uma das formas de Urshifu.

Para evoluir o Kubfu para a versão Single Strike, basta levá-lo para cumprir o desafio da torre da escuridão na parte montanhosa da ilha; já para a versão Rapid Strike é preciso enfrentar a torre da água, que fica em uma das praias.

Depois de fazer tudo isso, a missão final consiste em derrotar seu mestre em uma batalha épica no dojo. A campanha de Isle of Armor não é muito longa, principalmente levando em consideração que você já conta com uma equipe poderosa de pokémon. Terminamos a DLC em 5 a 6 horas, seguindo a história e parando para caçar algumas das novas criaturas disponíveis. Mas é claro que dá para ficar bem mais tempo, caso você queira completar a Pokédex e cumprir algumas missões secundárias. 

batalhaEsteja preparado, pois o Urshifu Gigantamax do Mestre Mustard é bem poderoso.

Vale a pena?

Pokémon Sword e Shield — Isle of Armor é bem pequeno em campanha, não oferece uma narrativa tão interessante e não muda muito o jogo base, mas adiciona algumas mecânicas interessantes e 104 pokémon para capturar. Isso pode deixar o jogador sem saída, caso seja um grande fã da franquia e queira completar a Pokédex. 

É importante lembrar que os R$ 125 da eShop brasileira contemplam o passe de temporada, e ainda há mais um DLC para chegar, o Crown of Thundra, então, se dividirmos o valor por dois, pagamos mais ou menos R$ 60 por expansão, o que é um preço bem comum para esse tipo de conteúdo. 

Mas uma coisa sempre vem à mente: tudo que foi colocado em Isle of Armor poderia ser adicionado ao jogo base facilmente, sem a necessidade de pagarmos mais por isso. Quem é fã da franquia Pokémon vai gostar das poucas novidades, mas um jogador mais casual não vai sentir tanta falta desse bônus. Esperamos que Crown of Thundra, que chega em novembro, adicione mais à experiência. 

Isle of Armor, a parte 1 do DLC de Pokémon Sword e Shield, vale a pena?