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Diretor de Star Wars Zero Company usou Andor e Rogue One como inspiração para o jogo

O diretor narrativo de Star Wars Zero Company explica como criaram uma história original nas Guerras Clônicas com inspiração em Andor e Rogue One

Avatar do(a) autor(a): Derek Keller

schedule11/08/2026, às 17:15

updateAtualizado em 11/08/2026, às 17:18

Star Wars Zero Company se passa num dos períodos mais explorados do universo de Star Wars: as Guerras Clônicas, e ainda assim o jogo se propõe a contar histórias que ainda não foram contadas ao público. Para entender como a Bit Reactor encontrou espaço para uma história original num cenário tão familiar, o Voxel conversou com Aaron Contreras, diretor narrativo do jogo

Responsável pelo roteiro de Star Wars Jedi Fallen Order e Jedi Survivor, Aaron já é um rosto conhecido na franquia. Agora, como diretor narrativo de Zero Company, ele fala um pouco sobre como se conta uma história de Star Wars num universo pós-Andor e após sucessivas adaptações das Guerras Clônicas.

Um nível abaixo dos “semideuses”

Se você acompanha o universo de Star Wars, sabe o quanto o período das Guerras Clônicas já foi adaptado em diversos formatos – jogos, séries animadas, minisséries, filmes e até em quadrinhos. Com tudo isso já existente, Aaron comenta sobre como a Bit Reactor encontrou espaço para algo realmente novo: 

“Existem muitas referências bem específicas aos acontecimentos das Guerras Clônicas ao longo de todo o jogo”, disse Contreras. “Mas, na maior parte do tempo, o que vimos até agora nas séries animadas são os grandes acontecimentos. São como os noticiários mostrando Anakin Skywalker e Obi-Wan Kenobi retomando um planeta. É o nível mais alto, com os heróis, os semideuses de Star Wars.” 
 

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A animação Clone Wars é uma das várias adaptações das Guerras Clônicas. Imagem: Disney +

O ponto de partida de Zero Company foi descer desse patamar. “Com Zero Company, por ser um jogo de estratégia tática, nós descemos um nível. Estamos mais próximos do chão, acompanhando personagens que estão literalmente na linha de frente.” 

A escala menor não é uma limitação, mas sim uma escolha que abre possibilidades narrativas. “Existe uma espécie de guerra nas sombras dentro da própria guerra, e isso combina muito bem com a escala e o escopo de um jogo de estratégia tática”, explicou o diretor. “A guerra ainda termina da mesma maneira que conhecemos, mas existem todas essas histórias que ainda podem ser contadas. A galáxia é enorme.”

A influência de Andor em Zero Company

Quando perguntado sobre se a recepção calorosa de séries como Andor aclamada pelo seu roteiro mais político e humano acabou influenciando as decisões narrativas do jogo, Contreras comentou que sim, mas até certo ponto da história. 

Sim, Andor definitivamente teve influência. Fomos muito inspirados por algumas das histórias fantásticas que têm sido contadas dentro de Star Wars. Esse tipo de abordagem combina muito bem com Rogue One, Andor e alguns dos episódios mais focados nos clones da série animada The Clone Wars.” 
 

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Andor virou um dos produtos favoritos pelos fãs da franquia. Imagem: Disney


Para Contreras, o sucesso de Andor não é um sinal de que o público mudou, mas sim um sinal de que uma boa história continua sendo uma boa história, independente do período ou dos personagens. “Andor é uma ótima história simplesmente porque é uma história muito boa. E é por isso que existe esse novo interesse por esse tipo de personagem. Mas você poderia ter feito isso a qualquer momento.” 

Se Andor provou que há espaço para drama político e intriga dentro de Star Wars, isso também significa que há espaço para comédia, romance e outros tons que a franquia ainda não explorou tanto. “Acho que essas histórias simplesmente precisam de criadores que tenham a oportunidade de sair e contá-las.”

O universo próprio de Zero Company

Contreras também falou sobre a dificuldade de definir o tom do jogo. Segundo ele, a equipe buscou criar algo que fosse inegavelmente Star Wars, mas que também tivesse uma identidade que não existia antes. 

“Espero muito que os jogadores percebam que ele tem a sensação de ser Star Wars, mas que o sabor de Zero Company é um pouco diferente de tudo que eles já viram antes”, disse. “Não é exatamente Andor, não é exatamente The Clone Wars. É algo um pouco especial e único para aquele esquadrão.”
 
 

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Uma das mecânicas de Zero Company envolve a interação entre personagens. Imagem: Bit Reactor/Electronic Arts

Essa fala explica um pouco sobre uma das mecânicas de Zero Company: para desbloquear novos ataques e habilidades, o grupo precisa interagir entre si, abrindo um espaço de diálogo maior entre os personagens e as lealdades que se formam ao longo da campanha. 

“Eles têm suas próprias brincadeiras, seu próprio jeito de conversar uns com os outros, e nós buscamos muito em nossas referências essa dinâmica que queríamos incorporar ao universo de Star Wars.”

O que é Star Wars Zero Company?

No jogo, você comanda a Companhia Zero, um esquadrão de mercenários liderado por Hawks, um ex-capitão (ou capitã) da Grande Armada da República que preferiu largar as fileiras do governo para fazer trabalhos perigosos por conta própria. O objetivo central da história é conter a Bobina Infinita, um culto paramilitar alinhado aos Separatistas, cujos membros são infectados pela Praga das Sombras, uma doença misteriosa que concede resistência e habilidades letais anormais.  

O jogo é desenvolvido pela Bit Reactor e pela Respawn Entertainment e se passa durante um período conhecido pelos fãs de Guerra nas Estrelas – durante as Guerras Clônicas. Com um gameplay tático baseado em turnos, o game promete trazer até jogadores que nunca testaram um jogo tático para dentro deste universo. Jogamos Star Wars Zero Company em acesso antecipado, e você poderá ler nossas primeiras impressões clicando aqui

Star Wars Zero Company chega no dia 27 de agosto para PS5, Xbox Series X/S e PC 

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