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Nintendo ataca todos os grandes emuladores de Switch e derruba softwares

A Nintendo lançou uma onda de solicitações de retirada de emuladores do ar por direitos autorais. Confira mais detalhes e quais softwares foram afetados.

Avatar do(a) autor(a): Mateus Mognon

schedule18/02/2026, às 10:16

A Nintendo voltou a mirar a cena de emulação para lutar contra a pirataria de jogos do Nintendo Switch. Em uma nova ofensiva baseada na lei norte-americana DMCA (Digital Millennium Copyright Act), a empresa enviou notificações formais ao GitHub pedindo a remoção de repositórios ligados a diversos emuladores do Nintendo Switch, afetando praticamente todos os grandes projetos do tipo.

A medida foi identificada inicialmente por veículos internacionais e usuários do Reddit, e atinge pelo menos 13 projetos hospedados na plataforma. Segundo os avisos, os repositórios “oferecem, vinculam ou fornecem acesso” a emuladores que, na visão da empresa japonesa, burlam mecanismos tecnológicos de proteção.

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O movimento reforça a postura cada vez mais rígida da Nintendo contra iniciativas de emulação, especialmente após os embates jurídicos de 2024 que mataram o Yuzu.

Quais emuladores foram atingidos pela DMCA?

De acordo com as notificações enviadas ao GitHub, a ofensiva atinge desde clones do antigo Yuzu até projetos avançados de emulação do Switch 1 e 2 no PC e celulares Android e iOS. Confira a lista de projetos afetados, segundo o WccFTech:

  • Citron
  • Eden
  • Kenji-NX
  • MeloNX
  • Pine
  • Pomelo
  • Ryubing
  • Ryujinx
  • Skyline
  • Sudachi
  • Sumi
  • Suyu
  • Yuzu

Alguns repositórios já foram removidos ou desativados. Sites oficiais de projetos como Citron e MeloNX também saíram do ar. Projetos populares como o Ryujinx seguem de pé, mas com a incerteza sobre o futuro.

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Suyu, clone do Yuzu, é um dos emuladores afetados. Imagem: TecMundo.

O que a Nintendo alega contra os emuladores?

No texto do pedido de remoção, a Nintendo argumenta que os emuladores do Switch são “primariamente projetados” para rodar jogos da plataforma e que, para funcionar, utilizam cópias não autorizadas de chaves criptográficas proprietárias (as chamadas prod.keys).

Segundo a empresa, isso configura violação da DMCA por “circunvenção de medidas tecnológicas de proteção”, além de possível tráfico de tecnologia destinada a burlar sistemas de segurança. Em outras palavras, para a Nintendo, a simples distribuição desses emuladores já representaria infração, independentemente do uso final pelo jogador.

Essa interpretação jurídica não é nova, mas vem sendo aplicada com mais força nos últimos anos. Afinal, no passado, emuladores como o Yuzu foram utilizados para rodar jogos do Nintendo Switch no PC no lançamento – e em alguns casos, até mesmo antes da estreia oficial.

Emulador Eden vai lutar para continuar existindo

Entre os projetos citados, o emulador Eden decidiu se manifestar publicamente. Em comunicado no Discord, a equipe confirmou que o aviso de DMCA atinge apenas o repositório de releases hospedado no GitHub — não o código-fonte principal.

Segundo os desenvolvedores, o código está hospedado em servidor próprio e segue disponível, assim como versões espelhadas para download. A equipe também informou que pretende contestar a notificação, argumentando que o projeto não viola as políticas da plataforma.

O fundador do Eden, Camille LaVey, declarou que a intenção é continuar o desenvolvimento, defendendo o projeto como ferramenta de preservação de jogos para usuários que já possuem cópias legítimas.

O que pode acontecer agora?

O GitHub informou aos desenvolvedores que oferece prazo curto para resposta antes de desativar repositórios. Caso não haja contestação ou acordo, os projetos podem perder visibilidade e distribuição via plataforma.

Por outro lado, como mostrou o caso Eden, muitos desenvolvedores já evitam hospedar código exclusivamente no GitHub — prevendo justamente esse tipo de medida.

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Segundo a Nintendo, o Switch é alvo de pirataria por causa dos emuladores. Imagem: Mateus Mognon/TecMundo.

A nova rodada de notificações mostra que a Nintendo não pretende aliviar o cerco tão cedo. Para a cena de emulação do Switch, o recado é claro: a disputa jurídica continua e deve se intensificar na geração do Switch 2.

Preservação de jogos vs pirataria

Tecnicamente, desenvolver um emulador não é necessariamente ilegal em vários países. O problema surge quando há uso de BIOS proprietárias, chaves criptográficas ou ROMs distribuídas sem autorização.

Para a Nintendo, os emuladores do Switch facilitariam a execução de cópias piratas e prejudicariam a venda de jogos. A empresa já afirmou no passado que títulos como The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom teriam sido pirateados em larga escala antes mesmo do lançamento oficial.

Essa percepção da empresa levou a uma grande batalha contra o emulador Yuzu, que teve mais de 8 mil repositórios e cópias derrubados após uma notificação da companhia. Durante a briga judicial, em 2024, a empresa deixou claro que está disposta a batalhar contra os softwares de emulação para proteger seus consoles atuais contra a pirataria. 

Já desenvolvedores de emuladores frequentemente defendem seus projetos como ferramentas de preservação histórica e acessibilidade, permitindo que jogadores utilizem legalmente jogos adquiridos em hardware alternativo. Graças ao engajamento da comunidade, esses projetos seguem vivos mesmo com as investidas da Nintendo. 

Após a queda do Yuzu, por exemplo, diversos clones do emulador surgiram online, como o Suyu. No entanto, com as investidas cada vez mais fortes e constantes da Nintendo, o cabo de guerra dos emuladores de Switch está cada vez mais disputado.

E aí, qual a sua opinião sobre o assunto? Comente abaixo!

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