Xbox One: do pior ao melhor, segundo a crítica

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Com a sétima geração de consoles terminando, a Microsoft viu uma ótima oportunidade para ascender ao topo do mercado de consoles. O problema é a apresentação inicial de seu novo videogame não foi grandes coisas, o que deixou um pessoa com um pé atrás;

A empresa então acertou seus rumos, fez compras estratégicas e introduziu serviços que mudaram completamente nossa forma de enxergar o mundo dos joguinhos digitais. Sejam bem-vindos à mais um episódio do Pior ao Melhor de consoles com o Xbox One. Aqui estão nossos critérios, prestem bastante atenção:

  • As notas apresentadas são baseadas no agregador de notas Metacritic.
  • Nós separamos os sete melhores e os sete piores jogos do videogame. Em caso de empates, nós usamos a nota dos usuários como desempate.

Vamos começar com os piores.

7) Agony (2018) - 34

Em sétimo lugar, uma decepção absoluta e completa. Agony, lançado em 2018, acompanha uma alma atormentada dentro do inferno que possui a habilidade de controlar demônios pouco poderosos.

Os trailers fizeram com que ele fosse considerado um dos jogos mais promissores daquele ano, mas tudo foi por água abaixo quando as pessoas puderam jogá-lo. Como esperado, os ambientes são aterrorizantes, mas a gameplay é lenta pra caramba, o sistema de checkpoint é frustrante, o design dos inimigos é pouco original, os quebra-cabeças são péssimos e a atuação é horripilante. Sua nota é 34.

6) Giana Sisters: Dream Runners (2015) - 32

Giana Sisters: Dream Runners, lançado em 2015, é um jogo de corrida em plataformas multiplayer bem colorido e cheio de poderes especiais, numa pegada parecida com Speedrunners. Ele pode ser jogado tanto de forma local quanto online.

Jogar com os amigos do lado é divertido e a música é decente, ainda que reusada, mas o online é quebrado, ele basicamente não tem conteúdos originais, há diversos bugs que atrapalham as corridas e a apresentação como um todo é ruim. Sua nota é 32.

5) Ghostbusters (2016) - 32

Ghostbusters, lançado em 2016, ficou em em quinto lugar. Sua história se passa após o longa que chegou aos cinemas no mesmo ano, mas foca em um grupo de personagens sem nome e sem importância. Nesse contexto, até quatro players se juntam para derrotar os inimigos.

A premissa não é das melhores, mas a execução consegue ser ainda pior. Ele é extremamente chato, desnecessariamente longo e cheio de personagens desinteressantes. Sua nota é 32.

4) Gene Rain (2018) - 32

Em quarto lugar, temos Gene Rain, lançado em 2018. O jogo é um shooter em terceira pessoa que apresenta uma história linear acompanhando a trajetória dos New Humans.

Parece desinteressante e realmente é. Os visuais são bonitões, mas os diálogos são péssimos, os controles quebrados e há mecânicas, como a de cover, que não funcionam de maneira alguma. Sua nota é 32.

3) XIII (2020) - 32

Em 2020 foi lançado o remake de XIII, um FPS inspirado em uma série de quadrinhos belgas homônima. A história acompanha um homem com amnésia em busca de sua identidade após acordar em uma praia sem lembrança alguma. As coisas escalam de forma rápida, envolvendo um grupo conspiracionista que quer tomar o governo dos Estados Unidos.

Uma das principais características do jogo original era seu estilo visual cel-shaded, que foi mudado nessa nova versão. Isso foi extremamente criticado, junto de mudanças no game design e problemas técnicos. Sua nota é 32.

2) Soda Drinker Pro (2016) - 30

Em segundo lugar, temos essa estranheza chamada Soda Drinker Pro, lançada em 2016. Nesse simulador bizarro, controlamos um copo de refrigerante que deve fazer coisas que copos de refrigerante fazem.

Ele foi lançado na época em que simuladores engraçadinhos estavam em alta por conta dos canais de gameplay, mas ele acabou passando vergonha. Segundo os analistas, ele é um lixo em tudo quanto é sentido, o que rendeu a ele a maravilhosa nota 30.

1) Fighter Within (2013) - 23

E em primeiro lugar na lista dos horrorosos, temos Fighter Within, lançado em 2013. O jogo chegou ao mercado junto do Xbox One, foi publicado pela Ubisoft, é totalmente singleplayer e só pode ser jogado usando o Kinect.

O combate é ralo e lento, os diálogos péssimos, os personagens e arenas sem originalidade, telas de carregamento muito demoradas, jogabilidade baseada em esmagar botões mas no Kinect, se é que isso é possível. A medalha de estrume é toda sua por conta da incrível e estupenda nota 23.

Agora vamos para os melhores.

7) Forza Horizon 4 (2018) - 92

Em sétimo lugar temos Forza Horizon 4, lançado em 2018. O jogo se passa na Grã Bretanha tendo como uma das principais features o clima dinâmico relacionado à estação do ano, o que modifica semanalmente todo o mapa para adequá-lo às variações climáticas da época. Uma coisa interessante é que isso está atrelado diretamente aos servers do jogo, então todo jogador terá a mesma experiência nesse quesito.

O game conta com mais de 700 veículos, mas inicialmente não havia nenhum da Mitsubishi e da Toyota por problemas de licença. Em 2019, foi lançada uma atualização que adicionava alguns modelos dessas fabricantes. Falando da trilha sonora, 20 músicas originais foram compostas por diversos artistas da britânica Hospital Records e conta com a tecnologia Dolby Atmos.

Os analistas amaram o sistema de estações do ano, o mundo vivo, orgânico e mutável, a parte gráfica, a trilha sonora que complementa a experiência, a progressão cadenciada e os eventos especiais, mas ele tem alguns deslizes em áudio e algumas irregularidades na dificuldade da IA, o que pode frustrar alguns jogadores. Ele ficou com 92 de nota.

6) Inside (2016) - 93

Desenvolvido pela Playdead, a mesma de Limbo, Inside foi lançado em 2016 e é um plataformer lotado de puzzles em que o jogador controla um menino lutando pela sua sobrevivência em um mundo distópico, monocromático e extremamente perigoso.

O título tem uma pegada bem parecida com o já citado Limbo, exigindo que o jogador resolva os puzzles apresentados com uma pequena quantidade de comandos disponíveis, sendo necessário nada mais que a lógica para avançar na história.

Sua jogabilidade é um pouco lenta no meio e seu fim é meio abrupto, mas a história é tocante, sua arte e trilha sonora impressionam através do minimalismo, os puzzles combinam muito com a trama contada e ele possui alguns ótimos momentos de humor negro. Sua nota é 93.

5) Resident Evil 2 (2019) - 93

Quem ficou em quinto lugar foi o remake do segundo título da franquia de zumbis mais conhecida dos videogames. Resident Evil 2 foi lançado em 2019, 21 anos após o original, e mostra o colapso de Racoon City, causado pela Umbrella Corporation e como seus protagonistas devem lidar com a situação.

O player deve escolher um dos dois personagens disponíveis para utilizar, que não só tem habilidades como cenários bem diferentes um do outro. Além de resolver puzzles, explorar o mapa e matar os adversários, o jogador precisa fugir do Mr. X, que tem como objetivo acabar com todas as provas vivas do que aconteceu no local.

O título traz diversas diferenças em relação ao original: visuais de última geração graças ao motor gráfico RE Engine, pequenas mudanças nas áreas e nas cutscenes, câmera acima do ombro dos personagens e a ausência de certos inimigos.

Como o game pouco mudou em relação à trama, ele conseguiu agradar tanto os jogadores novatos, que buscavam um jogo atual de terror com uma alta qualidade, quanto os old schools, que tiveram um grande momento de nostalgia ao revivenciar a história que marcou tanto eles. Os analistas amaram os visuais, a atmosfera, o senso de urgência constante, a história expandida, a quantidade de coletáveis e os modos bônus desafiadores e inteligentes. A principal crítica foi mais para alguns problemas de ritmo em certas partes, mas o resto foi só rasgação de seda e ele ficou com 93 de nota.

4) Celeste (2018) - 94

Celeste, lançado em 2018, ficou em quarto lugar. O jogo acompanha uma jovem chamada Madeline que tem como objetivo subir a montanha Celeste, uma das mais difíceis e perigosas. Mesmo com as pessoas recomendando ela não fazer, ela traça isso como um objetivo pessoal, o que a colocará em situações complicadas mas que ensinarão mais sobre quem ela é e como enfrentar seus problemas.

Ele é um plataformer do tipo masocore, ou seja, extremamente difícil. Cada pulo deve ser muito bem calculado para não dar de cara com alguma parede. A principal habilidade da personagem é o dash, que pode ser utilizado em qualquer direção mas necessita que o jogador encoste em uma superfície para recarregar.

O título foi feito pela dupla canadense Maddy Thorson e Noel Berry e contou com as artes do estúdio brasileiro MiniBoss. A ideia do projeto era ser algo rápido, de poucos meses, mas o desenvolvimento acabou escalando e demorou anos para ser finalizado.

O tempo valeu muito a pena, já que Celeste concorreu e venceu diversos prêmios de melhor jogo independente do ano. Ele extremamente elogiado por conta de seus controles perfeitos, sua história poderosa que aborda temas complexos e pela linda arte e música que deixam a experiência ainda mais gratificante. Sua nota é 94.

3) Metal Gear Solid V: The Phantom Pain (2015) - 95

Em terceiro lugar, temos Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, lançado em 2015. Ele se passa em 1984 e acompanha o mercenário Punished Snake, mais conhecido como Venom, que está em busca de vingança de pessoas que quase o mataram nos eventos retratados em Ground Zeroes, um prólogo standalone lançado no ano anterior.

Phantom Pain traz um mundo aberto enorme para se explorar como bem entender e diversos detalhes que trazem mais realismo ao título, cheio de coisas interessantes e até mesmo curiosos. Além das missões principais, há diversas secundárias para serem realizadas, um ciclo de dia e noite em tempo real junto de um sistema de clima dinâmico e uma liberdade narrativa bem grande.

O game teve um desenvolvimento no mínimo complicado, ocasionando na saída de Hideo Kojima da Konami meses antes de seu lançamento, sem finalizá-lo. Isso fez com que a empresa japonesa tirasse o nome do renomado diretor em tudo o que era possível sem gerar algum tipo de processinho.

Ele foi muito elogiado pela sua história complexa e intrigante, mundo aberto cheio de possibilidades, personagens cativantes, ótima jogabilidade stealth e por se encaixar perfeitamente na trama geral da franquia. Mas nem tudo é perfeito, já que ele tem alguns problemas de ritmo perto do final que podem deixar uma pulga atrás da orelha. Sua nota é 95.

2) Grand Theft Auto V (2014) - 97

Levando a medalha de prata, temos Grand Theft Auto V, mais conhecido por nós como GTA V. Sua versão para a oitava geração de consoles chegou em 2014, trazendo a história de Franklin, Michael e Trevor como fomos apresentados em 2013, mas de uma forma ainda melhor.

O game recebeu diversas melhorias e adições como gráficos em 4K, iluminação melhorada em veículos, novas raças de cachorro e animais inéditos, novos efeitos de clima, novos colecionáveis, novas missões secundárias e um modo em primeira pessoa.

GTA V foi muito elogiado por seu roteiro e atuação, a incrível cidade de Los Santos, as missões de assalto eletrizantes, os visuais lindos e o ótimo modo em primeira pessoa, que muda bem a experiência do jogo. Sua nota é 97.

1) Red Dead Redemption 2 (2018) - 97

Lançado em 2018, Red Dead Redemption 2 ficou em primeiro na nossa lista. A história se passa antes de seu antecessor, no ano de 1899, época conhecida como a decadência do velho oeste. Acompanhamos Arthur Morgan, um dos membros da gangue Van der Linde, a mesma de John Marston, que está fugindo após um crime não sucedido. Agora, em um novo lugar, o grupo tem como objetivo prosperar novamente.

Seu mapa de aproximadamente 75 km² possui diversas cidades, simples e modernas, montanhas, vales, rios, prados e assim vai. Além de sua natureza cheia de variedades, os animais nessas regiões também são diferenciados, sendo possível caçá-los para vender os itens recuperados em mercadores.

O jogo traz um sistema de acampamento que pode ser melhorado comprando upgrades com o dinheiro conquistado nas aventuras, o que rende diversos benefícios para a base da gangue. Já duas mecânicas que retornam são o Dead Eye, que desacelera o tempo para atirar nos adversários, e o de moralidade, que é definido pelas ações positivas e negativas do jogador. O sistema de combate foi refinado, os gráficos melhorados e, diferente de Marston, Arthur sabe nadar.

No ano seguinte de seu lançamento, o modo multiplayer chamado Red Dead Online foi lançado. O jogador controla um protagonista silencioso, que foi liberado da cadeia depois de ser preso injustamente por um assassinato que ele não cometeu. As diversas missões disponíveis podem ser jogadas com um ou mais jogadores mas, diferente do GTA Online, ele recebeu poucos conteúdos, o que rendeu muitas reclamações por parte da comunidade.

O título foi um completo sucesso, recebendo diversos prêmios, vendendo milhões de unidades e conquistando o coração dos analistas. Ele foi elogiado por seu mundo vivo, realista e bem desenhado, pela história bem escrita, pelo sistema de customização de Arthur, pela mistura de diversos estilos que acabaram se complementando, pelo combate que se aproveita bastante do Dead Eye, pelos gráficos incríveis e pela quantidade gigantesca de atividades para serem feitas. A falta de sincronização labial em alguns momentos e alguns elementos pouco realistas atrapalham um tiquinho na experiência, mas nada que tenha efetivamente abalado a maioria dos jogadores. Sua nota é 97.

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