Nintendo DS: do pior ao melhor, segundo a crítica

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Não existem dúvidas do fato de que a Nintendo sempre brilhou com seus portáteis, mas parecia quase impossível para a empresa atingir números de vendas ainda maiores do que o Game Boy tinha conseguido há alguns anos. É claro que todas as expectativas foram ultrapassadas quando o portátil de duas telas foi apresentado ao mundo, se tornando um dos consoles mais vendidos de todos os tempos.

É claro que mesmo o Nintendo DS tendo diversos títulos clássicos, ele não escapou de receber jogos que não agradaram os críticos. Por isso, hoje vamos falar um pouco dos que são considerados os melhores e piores games desse portátil tão versátil.

Aqui estão nossos critérios, então prestem bastante atenção:

  • As notas apresentadas são baseadas no agregador Metacritic de acordo com as análises da época.
  • Separamos os sete melhores e os sete piores jogos do video game. Em caso de empates, nós usamos a nota dos usuários como desempate.
  • Se você tem uma opinião diferente, é só deixar sua lista aí nos comentários que vamos ler tudo.

Sabendo disso, vamos falar logo dos sete piores jogos lançados para o Nintendo DS, afinal, todo console que vendeu muito também tem sua parcela de bizarrices.

7. Toy Shop — Nota 31

Para iniciar a nossa lista, temos o Toy Shop, que até tem um conceito meio interessante, mas que, na prática, não agradou muita gente. O game desenvolvido pela empresa portuguesa Seed Studios teve muitas comparações com a franquia Story of Seasons na época de seu lançamento, em 2008, só que com o tema de uma loja de brinquedos em vez de uma fazenda.

Muitos críticos até gostaram da premissa, mas citaram que não havia dificuldade e que muitas das tarefas eram bem tediosas, parecendo até um emprego em uma loja de varejo real.

6. Duke Nukem: Critical Mass — Nota 29

É complicado ser fã da franquia Duke Nukem na maior parte do tempo, especialmente quando games como Critical Mass, lançado no DS em 2011, são tão consistentemente ruins. Ele é um shooter como os outros games da série, mas sofre de um desenvolvimento meio apressado e que não teve muito polimento no geral.

Os analistas mencionaram como os visuais eram feios, o gameplay preguiçoso e como tudo era muito básico e sem esforço nenhum.

5. Ping Pals — Nota 28

Já o Ping Pals é um pouco estranho, afinal mal é considerado um jogo de verdade e funciona mais como software de chat. Nele, era possível personalizar o seu avatar de diversas maneiras e conversar com outras pessoas próximas que tinham ou não o cartucho em mãos, sendo que aqueles sem o game deveriam estar no máximo a 30 metros de distância.

Em 2004, quando ele foi lançado, ninguém entendeu muito bem qual era o seu apelo. Havia muitas reclamações sobre Ping Pals ter pouquíssimos minigames e nenhuma outra funcionalidade real fora o chat, que nem era tão simples assim de se usar.

4. Godzilla Unleashed: Double Smash — Nota 28

Embora muitos games com monstros gigantes possam ser divertidos, esse não era o caso com Godzilla Unleashed: Double Smash. O jogo lançado em 2007 era essencialmente um sidescroller 2D em que o jogador controlava dois monstros, cada um em uma das telas do DS.

Seu objetivo era simplesmente seguir andando, derrotar qualquer desafio no caminho e chegar no final da fase. Os críticos odiaram que os visuais eram tão feios e que o gameplay consistia em andar e bater em alguns prédios e inimigos em toda a sua duração.

3. Thundercats — Nota 28

Chegando no pódio do horror e bizarrice, temos Thundercats, lançado em 2012, quando o sucessor do DS, o 3DS já tinha sido lançado ao redor do mundo. Como deve dar para perceber, o game é baseado na animação, mas infelizmente não apresenta nem um pouco do carisma que o desenho original tinha.

Suas principais críticas eram relacionados às fases sem graça e a falta de variedade dos inimigos. Muitos também sentiram que o jogador não tinha muito o que fazer de diferente nas lutas com seus personagens, deixando o game ainda mais repetitivo.

2. Homie Rollerz — Nota 23

Não tenha dúvidas de que veremos Mario Kart nesta lista, dentre os piores jogos do DS, só pode existir um título com corrida de karts: Homie Rollerz, lançado em 2008. O jogo foi inspirado em uma linha de bonecos conhecida como Homies e colocava dez personagens jogáveis para correr com seus karts em algumas pistas diferentes.

Os analistas não suportaram os controles nada precisos, os visuais e a dificuldade impossível que o jogo apresentava. Alguns até chegaram a dizer que você não deveria jogar nem se dessem o cartucho de graça.

1. Dead or No Deal — Nota 20

Inspirado no reality show de mesmo nome, que aqui no Brasil era conhecido como “Topa ou não topa”, o Dead or No Deal foi lançado no DS em 2007 e não deixou ninguém impressionado com o que tinha a oferecer. Para quem não lembra, esse é aquele jogo em que o participante escolhe uma mala de dinheiro sem saber seu valor, podendo trocá-la por outra maleta ou uma quantia oferecida por um banqueiro falso do programa.

A versão de DS segue essa mesma linha, mas suas análises sugeriram que não havia uma real motivação para jogá-la, já que o jogador só ficava escolhendo maletas por alguns minutos e então descobria se levou uma boa quantia de dinheiro falso para casa ou não.

Agora que a gente já sofreu o suficiente lembrando dessas bombas, é horas de falar do melhor que o portátil de duas telas teve a oferecer em seu ciclo de vida, então vamos logo conferir os sete melhores jogos do Nintendo DS.

7. New Super Mario Bros. — Nota 89

Em 2006, a Nintendo percebeu que já havia uma geração inteira de crianças que não tinha tido a oportunidade de jogar um clássico joguinho de Mario de plataforma 2D, então eles não perderam tempo e lançaram New Super Mario Bros. só para garantir que o bigodudo italiano conquistasse ainda mais fãs do gênero.

A ideia deu tão certo que o jogo vendeu mais de 30 milhões de cópias ao redor do mundo, se tornando o mais vendido do DS e um dos jogos mais vendidos da história. Suas maiores críticas tinham a ver com a baixa dificuldade e similaridade com games anteriores, mas isso não atrapalhou a diversão de quem só queria aproveitar um Mario casualmente.

6. Advance Wars: Dual Strike — Nota 90

Bem similar aos outros jogos da franquia, Advance Wars: Dual Strike era perfeito para quem gostava de jogos de estratégia tática, ainda mais em consoles portáteis. O título lançado em 2005 mostrava informações importantes de batalha na tela de cima, enquanto a ação ocorria na tela de baixo.

Os críticos amaram o gameplay, especialmente por ele aprimorar todos os aspectos de seus antecessores. Os visuais e sons também eram ótimos, o que garantiu ao game uma boa média de notas.

5. The Legend of Zelda: Phantom Hourglass — Nota 90

Não adianta fazer um Pior ao Melhor de um console da Nintendo sem esperar que um game da franquia The Legend of Zelda apareça por aqui. Neste caso, temos o Phantom Hourglass, o primeiro jogo da franquia para o portátil de duas telas, lançado ainda em 2007.

O legal é que o jogo era uma sequência direta dos eventos de Wind Waker, contando com os mesmos personagens e estilo de arte. O game em si era bem divertido, assim como suas dungeons e inimigos. O único problema é que toda a movimentação de Link era realizada através da tela de toque, o que se tornava meio cansativo depois de um tempo.

4. Mario & Luigi: Bowser's Inside Story — Nota 90

A série Mario & Luigi já era relativamente popular quando Bowser's Inside Story foi lançado em 2009, mas se tornou ainda maior no portátil de duas telas da Nintendo. O RPG contava a história de duas perspectivas, a dos irmãos italianos e a do vilão Bowser, algo que tornava o título ainda mais interessante.

Os analistas adoraram o gameplay, o visual, os personagens cativantes e, é claro, o humor descontraído que o jogo apresentava.

3. Mario Kart DS — Nota 91

A gente mencionou mais cedo que Mario Kart DS estaria nessa lista, mas o melhor é que ele está logo entre um dos três melhores games do portátil da Big N. No geral, o game oferece todas aquelas mecânicas que conhecemos e amamos dessa franquia de corrida, mas tudo é feito com excelência.

Há pistas novas e antigas, muitos personagens e um modo online que podia ser jogado até com pessoas que não tinham o cartucho, caso elas estivessem perto o suficiente de alguém com o game.

2. Chrono Trigger — Nota 92

O segundo lugar da nossa lista de melhores jogos de DS também é um dos melhores jogos já feitos na história dos video games. Neste caso, temos uma versão aprimorada de Chrono Trigger, um título originalmente lançado no Super Nintendo em 1995, mas que também chegou no DS em 2008.

Esse RPG inesquecível ficou ainda mais divertido em duas telas, já que o jogador podia controlar o menu e a interface de combate diretamente na tela de toque do portátil. Além disso, os críticos gostaram das adições inéditas de modos e missões secundárias desta edição.

1. Grand Theft Auto: Chinatown Wars — Nota 93

É verdade que nunca vimos muitos jogos da franquia GTA nos consoles da Nintendo, mas acredite ou não, todos os que foram lançados eram exclusivamente de portáteis. Até mesmo a trilogia do GTA 3, Vice City e San Andreas só chegou em uma plataforma da Big N recentemente na sua remasterização no Switch, que é basicamente um portátil que pode ser ligado na TV.

Antes disso, houve jogos para o Game Boy Color, Game Boy Advance e o Nintendo DS, sendo esse último o nosso primeiríssimo lugar: o GTA: Chinatown Wars, lançado em 2009. O game contava com uma mistura da clássica visão de cima para baixo dos dois primeiros games da série, mas com alguns elementos 3D.

Ele tinha uma trama bem interessante, diversas missões e até um lance secundário no qual o jogador podia agir como um traficante de drogas. Esse conjunto de elementos fazia Chinatown Wars parecer um jogo digno de um console de mesa na época, ainda mais considerando que muitos jogos de portáteis ainda acabavam sendo mais simples naquela época.