Apagão da Twitch: streamers fazem 'greve' nesta segunda-feira (23)

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Imagem: malikas/Shutterstock
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Dezenas de streamers brasileiros aderiram, nesta segunda-feira (23), ao movimento “Apagão da Twitch”. Os produtores de conteúdo disseram que não realizarão lives hoje em protesto às decisões e à falta de transparência da plataforma de vídeo. 

A espécie de “greve” tem contado não somente com quem realiza gameplay, mas também com produtores de conteúdo que falam de história, artes, música e outros temas em lives.

Em conversa com o Voxel, uma das organizadoras do movimento disse não saber exatamente a quantidade de streamers que não abrirão as lives hoje. Contudo, um levantamento sobre isso está sendo feito, e a expectativa é que amanhã eles tenham uma noção do impacto da ação coletiva.

“Nós achamos que vai criar um barulho muito bom e vai dar força para planejarmos a próxima manifestação e a comunicação nas redes nas próximas semanas", disse a jovem, que prefere não se identificar porque o movimento está sofrendo com hate nas redes sociais.

Ela também contou que nos últimos dias surgiu a nível internacional a hashtag #ADayOffTwitch, que tem reunido streamers que estão reclamando da negligência da plataforma em relação a ataques de ódio. Apesar do surgimento da tag, ela ressalta que os brasileiros não tem nada a ver com o movimento do exterior.

"Tudo isso vai ajudar a espalhar a mensagem e a crescer o movimento. Em resumo, estamos bem animados para conferir o resultado depois de hoje", ela finalizou.

Adesão ao apagão

Entre os produtores de conteúdo que aderiram ao movimento, estava Gaybol, que tem mais de 26 mil seguidores na Twitch.

Outro streamer que entrou na “greve” foi MatheusJoyBoy. Com mais de 12 mil seguidores, ele também publicou no Twitter um apoio à sindicalização da categoria.

Confira, a seguir, outras pessoas que têm canais na Twitch e disseram que não farão live nesta segunda-feira.

Movimentos dos streamers

O Apagão da Twitch é uma das respostas ao anúncio da plataforma da Amazon de diminuir em 66% o valor das inscrições (chamadas subs) para canais brasileiros. Com isso, o preço-padrão caiu de R$ 22,99 para R$ 7,90. Além de questionar os novos valores, os streamers pedem mais transparência.

Antes mesmo do apagão, já havia aparecido nas redes sociais a “União dos Streamers”. O grupo organizado pede, entre outras coisas, a isenção de um imposto de 30% que é pago pelos brasileiros ao governo norte-americano e melhores condições para o staff da Twitch-BR.

O que diz a Twitch?

O Voxel entrou em contato com a Twitch para questionar as demandas dos streamers. Contudo, a empresa ainda não se posicionou sobre o tema. Na semana passada, a reportagem já havia contatado a companhia sobre o assunto e não havia recebido nenhum retorno.

[ATUALIZAÇÃO - 23/08/2021, às 17h]: Em comunicado enviado ao Voxel, a Twitch disse "apoiar o direito" dos streamers de se manifestarem. Ela ainda disse que está ouvindo o feedback dos produtores de conteúdo. Veja, abaixo, a íntegra da resposta enviada pela empresa:

"Apoiamos os direitos de nossos streamers de se expressarem e chamarem a atenção para questões importantes em nosso serviço. Estamos ouvindo este feedback e continuaremos a trabalhar para fazer da Twitch o melhor serviço para os criadores de conteúdo criarem e promoverem suas comunidades".