Pocket Bravery: jogo de luta brasileiro busca financiamento

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No começo deste mês nós mostramos para vocês Pocket Bravery, um jogo de luta totalmente nacional que parece muito promissor! Desta vez, a convite de sua assessoria, tivemos a oportunidade de conversar diretamente com o produtor Jonathan Ferreira sobre o que esperar do projeto! Confira a seguir como foi o nosso papo!

Jogos de luta sempre foram um dos gêneros favoritos dos brasileiros, desde os tempos do fliperama até hoje. O quanto Pocket Bravery apela para a nostalgia dos fãs, e o que ele traz de novidade para o gênero?

Jogos de luta sempre foram o nosso gênero favorito! Não à toa, vivíamos nos fliperamas nos anos 90 e início dos anos 2000. Portanto, é fácil afirmar que o principal fator que pesou na escolha por fazer um jogo de luta foi essa nossa paixão. Como era um grande desejo e objetivo, decidimos fazer e depois paramos para pensar em todo o resto.

Sobre nostalgia, Pocket Bravery é um prato cheio! Nós nos inspiramos nos clássicos dos anos 90 para a construção do nosso jogo. Estamos tentando buscar o que os mestres buscavam à época, dessa forma, a gente consegue encontrar um caminho único e original, mas que, ao mesmo tempo, consegue beber da mesma fonte que os grandes clássicos bebiam.

Entre tantos jogos lendários de luta que existem por aí, quais foram as principais influências de vocês ao longo do desenvolvimento? E até na direção de arte e fluidez de movimentos, qual geração de consoles vocês mais queriam resgatar o sentimento em Pocket Bravery?

Sem sombra de dúvidas Street Fighter, The King of Fighters e Real Bout Fatal Fury. Eles, além de terem sido um marco em sua época, trouxeram conceitos e ideias novas, cada um dentro da sua proposta, claro. E a inspiração para o nosso jogo vem deles, dos jogos dessa época. Da forma como a série Street Fighter Alpha e Real Bout trabalharam suas cores bem vibrantes, da fluidez na animação da série KOF e Street Fighter III. Todas essas características que nos impactaram naquele período nós tentamos trazer para a estética SD do Pocket Bravery.

Fiquei intrigado com esse modo novo de vocês, o combo maker. Como um jogador médio de luta, nem leigo e nem profissional, normalmente eu bato um pouco a cabeça com os tutoriais avançados de combos de jogos como Mortal Kombat, não sei contar os frames como exigido nos KOF e Street Fighter da vida. Será que aqui eu vou conseguir aprender melhor o caminho das pedras e como jogam os profissionais?

Pois é, nos tutoriais dos jogos de luta, normalmente somos jogados aos leões. Se você é um jogador mediano, ou seja, que está acima do aprendiz, isso muitas das vezes te ajuda a aprender, mas você fica eternamente naquela de tentativa e erro, e no final, até aprende a execução, mas nem sempre consegue entender o conceito. No modo que iremos criar, o Combo Maker, queremos que os jogadores vão além da execução!

É óbvio que a execução é importantíssima e necessária, mas queremos que os jogadores consigam enxergar com mais clareza o fundamento para conseguir aplicar. Queremos que uma pessoa que nunca jogou jogos de luta entenda o porquê de cada coisa funcionar como funciona, o porquê de um golpe encaixar no outro ou não e por aí vai. Ainda não podemos falar muito sobre o Combo Maker, mas acreditamos que será algo que vai ajudar muito os novatos e até mesmo a comunidade de jogos de luta em geral.

Você pode nos contar um pouco sobre os 11 personagens jogáveis que encontraremos em Pocket Bravery? Como foi o processo de criação deles, desde as escolhas de arte e história até o desenvolvimento de seus poderes?

Tudo começou a partir de referências, que em alguns casos vieram de pessoas reais como lutadores, artistas, mas também de personagens fictícios. A ideia de diferentes nacionalidades e arquétipos foi um fator fundamental na construção de cada um deles, e com essa intenção estabelecida nós começamos os primeiros esboços e aconteceu da arte inicial acertar em cheio em alguns casos, nos surpreendendo e superando a referência, fazendo o personagem se distanciar dela e ganhar identidade própria.

A partir disso fomos seguindo esse caminho, tentando criar personagens únicos. Os poderes vieram depois, com a construção do mundo, com a personalidade e o papel de cada um deles pré-estabelecido, fomos conectando cada perfil a suas habilidades pensando em manter tudo de forma mais coesa possível.

Vocês estão atualmente com uma campanha de financiamento coletivo, certo? Pode contar um pouco para a gente sobre as diferentes recompensas para apoiadores, e como podemos ajudar a tornar Pocket Bravery realidade?

Estamos sim, no Indiegogo. E são várias recompensas, que vão desde ter o nome nos créditos do jogo, receber uma cópia do game quando for lançado, se tornar um Beta tester, estar num cargo exclusivo do Discord, receber um artbook digital, poder criar um personagem para estar no cenário, criar um próprio cenário ou mesmo criar um personagem jogável.

São várias opções. E além de tudo, temos 3 recompensas exclusivas para brasileiros que estão com o valor reduzido pela metade. Por isso contamos muito com seu apoio!

Pocket Bravery: jogo de luta brasileiro busca financiamento