NEOGEO POCKET COLOR SELECTION Vol.1 peca pela pouca variedade de jogos

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O mercado de videogames resolveu reativar os jogos clássicos há algum tempo. Títulos que marcaram época e que geraram muito saudosismo aos antigos garotos, hoje marmanjos, na casa dos 35, 40 anos. A enxurrada de reedições sempre gerou um bom fluxo de caixa para as empresas. Alguns receberam versões novas, repaginadas, outros apenas o famoso CTRL C, CTRL V.

NEOGEO POCKET COLOR SELECTION Vol.1 é mais um desses jogos que tentam reunir clássicos do passado nos consoles novos. O título chegou recentemente para o Nintendo Switch. A coletânea traz games que apareceram no NeoGeo Pocket, portátil lançado pela SNK, em 1999. O mais curioso de toda esta história é que o videogame surgiu para concorrer com o Game Boy Color, da Big N.

Fonte:  SNK 

A história mostrou que esta não foi uma boa ideia. Mesmo sobrevivendo apenas 2 anos, o portátil da SNK trouxe jogos bem legais para os fãs, como a série Fatal Fury, King of Fighters e Metal Slug. Por se tratar de um primeiro volume, provavelmente teremos outros títulos da empresa nesta mesma pegada.

Nesta edição temos a presença de dez jogos, sendo que seis deles já haviam sido lançados individualmente no Switch: Fatal Fury: First Contact, King of Fighters R-2, The Last Blade: Beyond the Destiny, Samurai Shodown! 2, SNK Gals’ Fighters e SNK vs. Capcom: The Match of the Millennium.

Os outros 4 jogos são inéditos no portátil. A SNK aproveitou para incorporar outros gêneros, trazendo jogos como Big Tournament Golf, Dark Arms: Beast Buster, Metal Slug: 1st Mission e Metal Slug: 2nd Mission.

Versões simples e pouco convidativas

Por mais que a intenção da empresa fosse mostrar o que acontecia com os jogos daquela época, acredito que houve um grande erro de leitura. Os aparecem aparecem em uma tela minúscula, dentro de uma arte de um portátil da SNK. Seria muito mais convidativo fazer um port para o Switch, adequando os títulos ao tamanho da tela.

Todos os games poderão ser jogados em três versões existentes de portátil. O Neo Geo Pocket original, que traz imagens em preto e branco, o Color e o New Color. Nos dois últimos, a única diferença existente é a arte do portátil que aparece na tela.

Fonte:  SNK 

Chega a ser interessante a possibilidade de jogar no touch, como se você estivesse com o videogame em mãos, mas a ideia não ficou tão usual assim. Sem contar os atrasos nos comandos, algo impensável no games de luta.

Para os grandes fãs, ainda é possível ver as versões das fitas em arte 3D, tanto na versão em inglês, quanto na versão em japonês. Além disso, todos jogos os possuem um manual digital.

Pancadaria repetitiva

O grande foco desta coletânea ainda se encontra nos games de luta. Não poderia ser diferente, para uma empresa que sempre teve este gênero como carro chefe. O grande destaque é SNK vs. Capcom: The Match of the Millennium. Nele, o jogador poderá se aventurar pelo modo campeonato e o versus, além do olímpico, onde terá 7 recordes para quebrar.

O jogo é divertido, principalmente para quem curte o gênero de luta. Possui os sons originais e, ao se jogar com os controles do Switch, existe uma excelente resposta dos comandos.

Fonte:  SNK 

Vale destacar também Samurai Shodown! 2, jogo de luta em que os personagens levam espadas para o combate. Uma pena que a versão ficou ruim na resposta dos comandos e, em certas ocasiões, a tela dá umas piscadas, ficando totalmente branca.

Os outros jogos de luta são praticamente idênticos, apenas mudando uma coisa aqui e outra ali, como personagens e cenários. Este talvez seja um dos pontos mais ruins da coletânea. Tudo porque são 6 jogos de luta, mas eles são tão idênticos que valem apenas por um.

A parte gráfica dos jogos pouco se difere, assim como a trilha sonora, que em muitos momentos chega a ser repetitiva. A empresa poderia ter pensado em algo diferente também, com um modo online.

Tiro pra todos os lados

Metal Slug é aquele arcade que garante boas horas de diversão e tiroteio. Desenvolvido inicialmente para fliperamas, as versões proliferaram pelos consoles e também nesta coleção.

Você poderá se divertir com Metal Slug: 1st Mission e Metal Slug: 2nd Mission. O run and gun trará a opções de muitas armas, bombas, veículos e aeronaves para destruir o que tem pela frente. Os gráficos são bacanas, se levarmos em consideração as limitações do portátil. Vale ressaltar que existem desbloqueáveis na aventura, para tornar sua diversão mais satisfatória.

Fonte:  SNK 

O 2nd Mission, como o nome já diz, é uma continuação do primeiro título, dando mais opções de entretenimento. Você poderá escolher três personagens, sendo um deles desbloqueável.

Os dois títulos são ótimos, simplesmente por serem simples e ao mesmo tempo divertidos, fazendo com que os jogadores possam se entreter por um bom tempo. O primeiro pode ser terminado em pouco mais de 1 hora. O segundo, em pouco mais de 5 horas.

RPG e esporte

Existem mais alternativas frente aos jogos de luta. Dark Arms: Beast Buster é um clássico rail shooter com elementos de RPG. Você incorpora um caçador de fenômenos naturais que utiliza uma arma especial para capturar almas de criaturas durante as 5 horas de aventura. Os comandos são responsivos, os gráficos satisfatórios e as mecânicas de combate simples.

Fonte:  SNK 

Como o nome já diz, Big Tournament Golf fará você se divertir com tacadas pelos campos de golfe. O jogo é simples, divertido e relaxante, principalmente para quem gosta da modalidade, ou até mesmo para quem quer conhecê-la.

Vale a pena?

NeoGeo Pocket Color Selection Vol. 1 é essencial para os antigos fãs do portátil e pelo amantes de jogos de luta. Por mais que o gênero seja o carro chefe do videogame da SNK, seria interessante ter uma variedade maior de jogos. Poderíamos ter um shoot’em up, como Cotton: Fantastic Night Dreams, ou até mesmo Rockman Battle & Fighters, jogo de luta que saiu apenas no Japão e tem como foco no universo Mega Man.

Nota: 70

Pontos positivos:

  • Jogos clássicos de luta
  • Comandos responsivos
  • Saudosismo

Pontos Negativos:

  • Pouca variedade de gêneros
  • Jogar no portátil e terrível

Faltou uma pitada de diversidade, trazendo mais gêneros para a coletânea