CD Projekt Red: devs afirmam que acusações de crunch foram exageradas

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Em nota oficial, membros da CD Projekt Red prestaram suporte ao CEO Adam Badowski após diversas acusações de maus-tratos e exploração de funcionários com práticas de crunch interno. Depois de uma repercussão negativa sobre a decisão, os desenvolvedores defenderam o estúdio, afirmando que algumas pessoas tiveram interesse em desenvolver narrativas para criar vilões.

O caso ocorreu no fim de setembro, quando foi confirmada a necessidade do aumento de horas de trabalho para concluir Cyberpunk 2077 e entregá-lo na data prevista. Menos de 10 dias depois, o game entrou em estado Gold, status de quando um jogo está totalmente concluído, e a nota dos desenvolvedores tomou força na internet.

Adrian Chmielarz, da People Can Fly e do The Astronauts, escreveu em uma longa postagem no Facebook que as práticas de crunch não são tão malignas e abusivas quanto as pessoas supõem. Lukasz Szczepankowski, designer sênior da CD Projekt Red, aproveitou o gancho e compartilhou seu ponto de vista sobre o evento. Confira a resposta na íntegra a seguir.

"Só posso confirmar o que Adrian Chmielarz escreveu. Mesmo que fosse como as situações que ele descreve, minha experiência mostra que os desenvolvedores de jogos têm relativa solidariedade ao respeito hierárquico, independentemente da posição tomada. Devo discordar de você. Os gerentes de desenvolvimento de jogos não são os notórios capitalistas — exploradores que contam dinheiro enquanto fumam um charuto e de tempos em tempos olham para os desenvolvedores oprimidos (por mais pitoresca que essa visão seja)".

De acordo com fontes do próprio estúdio de Cyberpunk 2077, segundo relatórios da Game Informer, a ideia do crunch obrigatório vazou com proporções maiores do que realmente tinha, com alguns membros da desenvolvedora ficando receosos quanto ao resultado do game e com medo de confirmarem o estado de Gold. Foi então que, ao ser considerado um novo adiamento, a maior parte dos desenvolvedores aceitou se submeter a uma maior jornada de trabalho durante 6 semanas.

Jason Schreier compra briga

Foi então que Jason Schreier, da Bloomberg, que havia relatado em primeira mão o caso de crunch obrigatório, confirmou nas redes sociais que a prática não foi apenas um "período extra" ou uma narrativa conveniente e que sua história não estava equivocada, divulgando um novo e-mail de Badowski.

"Um podcast da Game Informer sugeriu recentemente que minha reportagem sobre o crunch de Cyberpunk 2077 está incorreta. Não se recordam que entrevistei quase uma dúzia de desenvolvedores da CDPR. Aqui está um e-mail do chefe do estúdio, Adam Badowski, em junho de 2020, desculpando-se com os desenvolvedores parceiros por todas as horas extras".

Será que essa história ainda vai render? Acompanhe no Voxel toda a cobertura do caso.

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