A Volkswagen parece estar disposta a livrar-se das amarras que ainda a vinculam às polêmicas que nasceram com o episódio das fraudes de emissões que ficou conhecido como “Dieselgate”. Essa intenção ficou clara no Salão de Paris, quando a montadora finalmente revelou seus planos para o futuro: um carro elétrico, popular e preparado para direção autônoma.

Batizado de I.D., a expectativa da montadora sobre o modelo não é nada modesta: a VW quer que ele seja “o Fusca dos carros elétricos”, um carro que seja significativo o suficiente para marcar a indústria automotiva e a história dos automóveis, como o nosso querido fusquinha fez no século passado. Para isso, a Volkswagen espera vender um milhão de veículos elétricos por ano até 2025.

Mas o que o I.D. oferece para alcançar essa marca? Bom, ele terá um propulsor elétrico que gerará o equivalente a 170 cavalos, suas baterias de íon-lítio garantirão uma autonomia de até 600 quilômetros e elas contarão com recarga rápida, o que significa que você terá até 80% de carga em apenas 30 minutos.

O desempenho é o esperado de um carro urbano: 0 a 100 km/h em 8 segundos (graças à entrega de torque imediata dos motores elétricos) e uma velocidade máxima limitada em 160 km/h.

O I.D. marca também o surgimento de uma nova tecnologia para a Volkswagen: a plataforma MEB, ou Modularer Elektrifizierungsbaukasten – que significa “Kit de Motorização Elétrica Modular”.

Os carros que serão desenvolvidos sobre ela serão produzidos sobre o conceito de praticidade e conectividade. Isso significa que o carro será capaz de conectar-se com diversos acessórios, desde smartphones, passando por computadores e até mesmo outros carros.

E o I.D., ao contrário do que se pode pensar, não é minúsculo – na verdade, suas medidas são pouco menores que as do Golf: 4,1 metros de comprimento, 1,8 metro de largura e 1,53 metro de altura. Por outro lado, seu entre-eixos é de 2,75 metros, bem próxima de modelos maiores, como é o caso do Passat.

Isso se traduz em um espaço interno significativamente maior. A bateria fica “espalhada” pelo assoalho do veículo, com um pouco mais de peso concentrado na parte de trás.

Para fechar o pacote tecnológico, a Volkswagen também quer que o I.D. seja capaz de dirigir sem motorista até 2025, graças à função I.D. Pilot, que chega a recolher o volante para indicar que consegue dirigir por conta própria.

Na parte de dentro, o pequeno elétrico vem com um painel que utiliza realidade aumentada e projeta as informações no para-brisa do veículo. O display de 10 polegadas exibe todas as informações do carro e também pode exibir vídeos e outros aplicativos.

Como é padrão nos carros do futuro, os espelhos retrovisores foram substituídos por câmeras e as imagens são mostradas em pequenos monitores. O mais curioso é que dentro do I.D. só há um botão: o de pisca alerta.

O plano da Volkswagen é que o carro já esteja disponível para o público na Europa em 2020, mas nada foi falado a respeito de valores ou qualquer coisa parecida.

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