O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, inspecionando a usina nuclear de Natanz, no Irã, em 2007 (Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

Armas nucleares sempre são motivos de alerta entre países que se encontram em conflito físico ou mesmo ideológico — especialmente após o mundo já ter presenciado o poder de duas bombas nucleares e ataques terroristas terem marcado a década de 2000.

Em decorrência desse quadro, os Estados Unidos estão em constante vigia quanto às nações “inimigas” envolverem-se com qualquer projeto que se refira ao desenvolvimento de esforços de cunho nuclear. E é por esse motivo que há a especulação de que o governo americano seria o suposto mandante do ataque cibernético Stuxnet contra o Irã — os americanos ainda teriam contado com o apoio de Israel.

Tal afirmação ainda não pôde ser completamente comprovada pela falta de evidências sólidas. No entanto, com base em depoimentos de participantes do programa Stuxnet, o The New York Times apresentou uma reportagem que afirma que, além dos EUA estarem por trás da ofensiva, o presidente Barack Obama ainda teria solicitado a intensificação deste ataque cibernético sobre o Irã.

As informações reveladas sobre o Stuxnet

Com base em 18 meses de entrevistas com atuais e ex-funcionários norte-americanos, europeus e israelenses envolvidos no programa, a reportagem afirmou que, em 2010, o atual presidente americano chegou a questionar se o ataque não deveria ser “desligado”.

Isso ocorreu após um elemento do programa acidentalmente ter se tornado público devido a um erro de programação, que lhe permitiu escapar da planta iraniana e ser enviado ao redor do mundo pela internet. No entanto, Obama foi informado que os ataques foram bem-sucedidos e, por isso, ordenou que eles deveriam continuar, atingindo ainda mais os esforços nucleares iranianos.

O que é este ataque?

Com início na administração do governo Bush — em que recebeu o codinome “Jogos Olímpicos” —, o Stuxnet é considerado um dos maiores ataques cibernéticos já realizados, especialmente por ele não necessitar da internet para se proliferar. O estrago do vírus voltou-se inicialmente contra as instalações nucleares no Irã. Muitos afirmam que, por causa dele, o projeto iraniano de produção de armas nucleares pode ter sido rigorosamente prejudicado.

Fonte: The New York Times e The Verge

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