Comemorando 25 anos de existência nesta semana, a Blizzard tem em seu catálogo diversos lançamentos de peso e propriedades intelectuais bastante respeitadas. Provando novamente que não se deixa levar pelas tendências do mercado, a companhia vê no universo mobile um caminho para seu futuro, mas não parece tão interessada em explorar as possibilidades da realidade virtual no momento atual.

O site VentureBeat teve a oportunidade de conversar com Michael Morhaime, cofundador da empresa, Frank Pearce, outro cofundador que atualmente atua como vice-presidente sênior e com o vice-presidente sênior Chris Metzen para discutir o futuro da empresa. Na entrevista, ficaram claros alguns dos pontos que ela pretende atingir dentro dos próximos anos:

  • Facilitar a criação e compartilhamento de conteúdos;
  • Representar uma audiência mais diversa;
  • Dominar o campo dos eSports;
  • Atualizar suas seis principais franquias;
  • Continuar fazendo jogos acessíveis e atrativos;
  • Descobrir meios de fazer com que as pessoas sejam mais amigáveis em um ambiente online.

Segundo o site, os executivos ainda descartam usar a realidade virtual como uma solução imediata, embora estejam atentos às suas possibilidades. “Todos estão falando disso e usando capacetes esquisitos”, afirmou Metzen. “Culturalmente, estamos interessados e estamos atentos. Quão legal seria poder andar pelo mundo de World of Warcraft e vê-lo em escala real? Esse parece ser o novo horizonte. Mas ainda estamos observando”, complementou.

Apesar de não revelarem os planos da companhia para um momento após o lançamento de Overwatch, os três executivos consideram que o ambiente mobile traz possibilidades interessantes. “Se você olhar para Overwatch, se você olhar para StarCraft, temos várias franquias que poderiam se encaixar nesse conceito”, afirmou Pearce.

“Vamos avaliar experiências de estratégia em tempo real. Acredito que teríamos que descobrir o que isso significa para o ambiente de jogo atual. Legacy of the Void é ótimo, mas não acho que as pessoas querem mais sentar e jogar missões de 45 minutos. Acho que isso é algo que precisa de alguma reinvenção”, afirmou.

Morhaime concorda e afirma que há grandes oportunidades no mercado mobile além dos jogos considerados meramente casuais. “Eu só não tenho certeza se descobrimos o que isso é”, afirmou. A declaração surge mesmo com o sucesso de Hearthstone, game que domina o segmento de jogos de carta virtuais e que constantemente aparece entre a lista dos 40 títulos mais lucrativos do iOS.

Em busca de mais conteúdo

Uma preocupação constante da Blizzard é alimentar suas franquias com conteúdos suficientes para agradar a maior parte do público. No entanto, uma fatia significativa dos jogadores nunca está realmente contente e sempre exige mais novidades e conteúdos — o que pode ser esgotante para um time de desenvolvimento com tamanho limitado.

Segundo Pearce, o ambiente mobile pode mudar um pouco essa dinâmica e permitir que um grupo pequeno de pessoas entregue novidades de qualidade com mais frequência. “O time central de WoW tem 250 pessoas, e elas conseguem criar uma quantidade tremenda de conteúdo. Mas todos nós ainda gostaríamos de entregar mais às mãos da comunidade com mais velocidade”, declarou.

Para isso, a companhia estuda incorporar conteúdos criados pelos próprios jogadores e conteúdos gerados de forma procedural. “Nossa comunidade é formada por consumidores vorazes das experiências que criamos”, explicou o executivo. “Qualquer forma de oferecer mais disso é ótimo. Se as pessoas deixarem de ter o que fazer, elas vão arranjar outras maneiras de ocupar seu tempo”. 

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