Em 1985, um certo encanador bigodudo dava o ar de sua graça num tal de Super Mario Bros., game de plataforma que nem sabia o que exatamente significava “plataforma”, hoje com gênero próprio. E a definição desse gênero se deu muito graças ao mascote da Nintendo, que ajudou a construir a imagem da Big N, é um dos nomes mais familiares do planeta e, naturalmente, é o epicentro de aventuras e desventuras épicas junto a outros personagens da empresa.

Aliás, o italiano nem encanador seria. A ideia inicial para o personagem – conhecido primeiramente como “Jumpman”, um coadjuvante de luxo em Donkey Kong – era ser apresentado como carpinteiro. Até onde se sabe, a equipe designada por Hiroshi Yamauchi e liderada por Shigeru Miyamoto, dois gênios do entretenimento, alugava um galpão cujo dono era um italiano bem enfezado que, ao cobrar o aluguel, dava “pulinhos” de raiva bufando. Daí nasceu uma das possíveis inspirações para as diversas facetas que Mario tem.

Ele pode ser carpinteiro, encanador, abelha, esquilo voador, pinguim e até mesmo estátua, entre muitas, muitas outras formas. Os milhares de trajes que o mascote usa em seus jogos trazem mudanças que transformam o personagem. Se em Super Mario Bros. víamos um humilde herói de macacão vermelho que buscava salvar uma donzela das mãos de um certo cascudo, também carismático, hoje vemos um protagonista responsável por ensinar uma coisa básica à indústria de entretenimento e aos consumidores: aprender a gostar de video games.

Linha do tempo faz parte de nossas vidas

É difícil delinear cada jogo do Mario e ressaltar sua importância. Se um ficar em destaque, outro pode ser desmerecido. Se um for desmerecido, outro pode ficar em destaque injustamente. Todos os jogos do bigodudo, sem exceção, exerceram suma importância em definir alguns paradigmas na indústria de jogos eletrônicos.

Conforme já mencionado no início desta matéria, mal tínhamos ideia do que seria o gênero “plataforma” ou a que se referia o conceito de “progressão lateral”. Até pelo menos o final da década de 1980, não conhecíamos a concepção de exploração bidimensional ou tridimensional.

Jogos da leva de Contra, Mega Man, Castlevania e Metroid (e estes dois últimos são especiais por consolidarem o subgênero “Metroidvania”), entre outros, seguiam uma fórmula comum à época. Mas a receita foi concebida – e consagrada – por Super Mario Bros.

A maioria dos títulos do Nintendinho (ou Famicom lá no Japão) era porte de sucessos do arcade. Os consoles não tinham a importância de hoje; a consolidação veio alguns anos depois, quando os aparelhos deixaram de ser “reduto de portes” para abrigar verdadeiras obras-primas exclusivas. O mercado começou a enxergar as coisas de maneira um pouquinho diferente e com muito mais carinho.

Portanto, fazer uma linha do tempo de Mario é uma tarefa desafiadora a qualquer historiador que se preze. Existem spin-offs que só saíram no Japão, módulos lançados como produtos independentes e outras coisas escondidas por aí – sem falar na participação do mascote em inúmeros jogos da Nintendo como coadjuvante ou mero figurante.

30 anos de glória!

Foi exatamente no dia 13 de setembro de 2015, domingo, que Super Mario Bros. completou 30 anos. A linha do tempo é difícil e cheia de ramificações, mas vamos tentar, sem necessidade de citar plataformas – sabemos que se trata de um produto da Nintendo, certo?

  • 1985 – Super Mario Bros.
  • 1986 – Super Mario Bros. 2
  • 1988 – Super Mario Bros. 3
  • 1989 – Super Mario Land
  • 1990 – Super Mario World
  • 1992 – Super Mario Land 2: Golden Coins

  • 1995 – Super Mario World 2: Yoshi’s Island
  • 1996 – Super Mario 64
  • 2002 – Super Mario Sunshine
  • 2004 – Super Mario 64 DS
  • 2006 – New Super Mario Bros.
  • 2007 – Super Mario Galaxy
  • 2009 – New Super Mario Bros. Wii
  • 2010 – Super Mario Galaxy 2

  • 2011 – Super Mario 3D Land
  • 2012 – New Super Mario Bros. 2 e New Super Mario Bros. U
  • 2013 – Super Mario 3D World
  • 2015 – Super Mario Maker

Como já foi dito aqui, buscamos citar apenas os jogos estrelados e completamente protagonizados pelo mascote em sua categoria de origem, isto é, aquilo que traz a fórmula original de plataforma (ou side-scrolling, ou progressão lateral, como preferirem) que consagrou o herói. Acalmem os ânimos: somos tão fanáticos por Mario Kart quanto vocês!

Um personagem em vários gêneros

Mario se subdividiu em diversos gêneros, principalmente os esportivos. As séries Mario Kart, Mario Golf, Mario Tennis e Mario Party mostram que versatilidade é apenas uma das muitas características do encanador.

Até mesmo em RPG o bigodudo se embrenhou. Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars, lançado em 1996 para o Super Nintendo, trouxe uma perspectiva isométrica que agradou a todos os puritanos. Outro sucesso da categoria foi Paper Mario, que trouxe um sistema de combate eficiente num esquema em 2D com visual charmoso e elegante.

E agora vem aí o Super Mario Maker, que dará ferramentas para que os jogadores criem e compartilhem fases com todos os elementos consagrados ao longo dessas décadas, num conceito parecido com o de LittleBigPlanet, mas, naturalmente, com todo o charme do reinado construído pela Nintendo.

Curiosidades não faltam!

Alguns anos atrás, o então redator Lucas Karasinski elaborou um especial enumerando algumas curiosidades sobre Mario, que começou sua carreira como um coadjuvante de luxo em Donkey Kong, informação também já citada aqui.

Um dos itens mais interessantes é o possível gesto mal-educado de Toad, personagem importante da série. O cabeçudo parece estar mostrando o dedo do meio de cada mão aos jogadores. Não fica evidente porque é tudo pixelizado, mas fica sugerido.

Outra lembrança interessante – mas nada marcante – é o filme baseado na franquia. Foi um fracasso total. Não só pela péssima atuação dos atores Bob Hoskins, John Leguizamo e Dennis Hopper como Mario, Luigi e Bowser, respectivamente, mas também pelos terríveis efeitos especiais, história enfadonha e recriação nada fiel de inúmeros elementos da franquia.

O alcance de Mario a outras mídias é um feito notável. O personagem apareceu em comerciais de TV (inclusive uma promoção do McDonald’s com comercial bizarro), ganhou bonecos, o filme, infelizmente tosco, e até mesmo desenho animado, além de outras adaptações. O apelo a um público cada vez maior nem precisa ser um esforço grande por parte da Big N.

Parabéns pelos 30 anos e obrigado por tudo, Super Mario Bros.!

Hoje, Mario é símbolo de diversão, alegria e bons momentos ao lado de amigos ou sozinho. O status universal que o mascote conquistou faz com que seu nome, quando pronunciado, traga à memória das pessoas a caricata imagem: um bigodudo gordinho que adora pular.

Se antes o protagonista usava cogumelos para crescer, hoje ele atira meteoros em direção ao sol. É a lembrança mais vívida que todos nós temos de Super Mario Galaxy, o último game canônico do encanador.

Estamos todos esperando a próxima empreitada de vocês, Shigeru Miyamoto e Mario. Parabéns pelos 30 anos de existência e obrigado por tudo, Super Mario Bros.!

Via Baixaki Jogos.

Cupons de desconto TecMundo: