Durante a E3 2015, a Shinra Technologies apresentou sua ideia para o futuro dos jogos eletrônicos: games que se adaptam automaticamente à plataforma ao qual estão rodando, sem nenhuma restrição adicional. Para tornar isso uma realidade, é usada uma série de supercomputadores conectados à nuvem responsáveis pela criação de “jogos que nunca poderiam existir anteriormente”.

Não deve surgir como uma surpresa o fato de a Shinra ser uma subsidiária da Square Enix, conhecida principalmente pela série de RPGs Final Fantasy. A nova companhia tem como seu chefe Yoichi Wada, e tem o objetivo de “criar novas experiências que acreditamos que precisam mudar as regras”, nas palavras do chefe de comunicação James Mielke.”E para mudar as regras, precisamos criar uma nova plataforma”.

Embora questionemos a decisão da companhia de adotar o mesmo nome da empresa maligna que está destruindo o mundo de Final Fantasy VII, as novas tecnologias desenvolvidas por ela parecem bastante promissoras. Ao contrário de simplesmente emular hardwares existentes (como faz o PlayStation Now), a plataforma quer exceder as possibilidades do que é possível obter com produtos domésticos.

Games que só são possíveis na nuvem

Na prática, a Shinra está construindo uma estrutura de jogos que não somente rodam na nuvem, como dependem dela para existir. Durante a E3, a empresa mostrou uma demonstração chamada “The Living World”, constituída de um espaço de 1.024 quilômetros quadrados povoado por um milhão de árvores e 16 mil dragões controlados por inteligência artificial.

A demonstração era baseada em dois servidores: um com CPU Xeon e GPU GTX Titan Black, dedicado ao processamento de física, e outro com uma CPU Xeon com quatro placas GTX 980 especializada em renderização. “Dependendo do game nossa configuração de computação, renderização e memória se mostra diferente”, afirma o SVP da companhia, Jacob Navok.

Para que a plataforma seja bem-sucedida, ela vai ter que lidar com problemas que vão muito além de despertar o interesse de desenvolvedores. A latência é uma preocupação grande relacionada a experiências baseadas na nuvem, o que pode excluir jogadores que não possuem conexões de alta velocidade.

A Shinra está ciente disso e afirma que está levando em consideração essa parcela do público no desenvolvimento de sua plataforma. Até o momento, a empresa ainda não anunciou como pretende distribuir seus games, tampouco mostrou as novas experiências que promete oferecer. No entanto, a maneira como a ideia é estrutura se mostra promissora e tem o potencial de superar até mesmo os poderosos PCs caseiros como a alternativa que oferece os jogos mais bonitos e complexos do mercado.

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